Dietética – O que é? Dicas e sobre Alimentação

Se existe unia “medicina natural”, preventiva, curativa e quotidiana, ela é, sem dúvida, a dietética. A qualidade dos alimentos, o equilíbrio alimentar, a perfeição do cozimento e a frugalidade bem dosada são, com toda certeza, os melhores passaportes para o bem-estar e a saúde. A dietética, hoje, tomou grande impulso. Mas, na verdade, resta ainda muita coisa a descobrir nesse campo. O futuro nos reserva muitas surpresas. É natural que se pense que uma alimentação cada vez mais personalizada em função das tendências fisiológicas do indivíduo tenha sua importância na luta contra as doenças e na sua prevenção.

O princípio é elementar: fornecer ao organismo, através da nutrição, aquilo que satisfaça suas necessidades, sem excessos e sem carência, para dele obter o máximo. Quais seriam essas necessidades? Existem três tipos:

Necessidades energéticas:

Todos os alimentos satisfazem essa exigência. Em nossa sociedade o risco maior que se deve temer está mais do lado do exagero do que da carência.

Necessidades plásticas:

Os materiais de construção que nos são necessários são fornecidos principalmente pelas proteínas.

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Necessidades de funcionamento:

Elas são garantidas pelos elementos não-energéticos da ração alimentar – vitaminas e sais minerais – indispensáveis ao bom andamento do organismo e à forma fisica.
Uma alimentação bem dosada atende a essas necessidades, tanto qualitativa como quantitativamente; ela se compõe de três grandes famílias de alimentos:

as proteínas:
são substâncias azotadas. O azoto é indispensável tanto para o crescimento como para a manutenção de nosso corpo.
os glucídios:
são os açúcares e os alimentos feculentos. É a principal fonte de energia. Eles podem ser estocados pelo organismo.
os lipídios:
são matérias gordurosas. Por serem extremamente energéticos, o organismo só necessita de uma quantidade muito pequena dessas substâncias.

O equilíbrio dietético

A forma física depende de uma ração alimentar equilibrada. Não se trata de seguir um triste regime de fome, mas de consumir todos os dias quantidades suficientes de proteínas, de substâncias gordurosas e de hidratos de carbono em proporções harmoniosas. Ou seja: 15% de proteínas, 30% de lipídios e 55% de glucidios. Além disso, pelo menos a metade das proteínas consumidas num dia deve ser fornecida por alimentos de origem animal como o leite, os ovos, a carne ou o peixe. As gorduras vegetais devem constituir ao menos 2/5 do total de gorduras. Os óleos são fornecidos por vegetais como o amendoim, o milho, o girassol ou a azeitona.A manteiga ou a banha, por seu lado, são de proveniência animal.

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Não se deve esquecer também que as carnes, o peixe (quando é gordo), o leite, os cremes, as charcutarias são ricos em substâncias gordurosas. Deve-se, pois, incluir na quantidade de lipídios tanto as substâncias gordurosas que se vê, empregadas intencionalmente, como aquelas que não se vê e que estão contidas nos alimentos.
As Calorias de açúcar refinado não devem representar mais do que 1/10 da quantidade total de calorias.
Temos tendência a consumir em excesso produtos com açúcar já prontos ou de preparo fácil. Os glucidios fornecem muita energia. Uma vez que a vida moderna exige poucos esforços, não há necessidade de absorvê-los em grandes quantidades, tanto mais que todos os alimentos que ingerimos fornecem calorias, em maior ou menor número.
Para o leigo, tais cifras parecem um pouco abstratas. Além do mais, nem todos os dias estamos dispostos a nos torturar contando calorias, pesando os alimentos e pensando na relação existente entre eles. De certo modo, é um bom sinal, pois devemos conservar o comportamento mais natural possível diante do que comemos ou, ao menos, espontâneo. Entretanto, a dietética existe e temos todo interesse em seguir seus conselhos.

Alimentos ricos em proteínas

  • Todos os laticínios: leite integral. desnatado, concentrado, em pó; todos os pratos em cujo preparo entre o leite: molho béchamel, gratinados, suflês, sobremesas, cremes cozidos, instantâneos ou enlatados. Todos os queijos, sem exceção. Os iogurtes e os leites fermentados.
  • Todas as carnes: de vaca, de porco, de carneiro, de vitela, de cavalo, de aves e de caça. Peixes, crustáceos e moluscos. Conservas de carne e de peixe.

Alimentos ricos em glucídios

  • Os feculentos: todos os tipos de pão, de torradas de biscoitos, doces, pastéis, tortas, empadas, pão-de-mel, todos os cereais, Sêmola, arroz, massas. Batatas, legumes secos, mandioca, farinhas de todo tipo.
  • As frutas e os legumes: frescos, em conserva, enlatados ou supergelados.
  • Os produtos doces: açúcar, geléia, doces, mel, massa doce e bombons.

Alimentos ricos em lipídios

As gorduras de origem animal: manteiga, creme de leite, banha, gordura de boi, de vitela, de cavalo…
As gorduras de origem vegetal: óleos diversos (oliva, amendoim, milho, girassol, soja…), margarina e gorduras vegetais compactas do tipo vegetalina.

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A freqüência das refeições

Deve-se fazer uma só refeição. como as pessoas pessoas apressadas, duas, como quer a tradição francesa, ou fracionar a alimentação? Um bom conhecimento da dietética permite garantir que seria melhor, como fazem os ingleses, repartir em cinco vezes a alimentação diária.
Na verdade, se a refeição principal é feita à noite, o período de trabalho coincide com um longo período de jejum. Se a refeição principal ocorre ao meio-dia, segue-se a ela uma sonolência fisiológica que perturba o reinicio do trabalho. Tal fato é claramente observado em alunos semi-internos.
Inúmeros médicos responsabilizam esses ritmos alimentares pela tendência à obesidade, pelo excesso de colesterolemia, pela arteriosclerose. Segundo eles, os maridos que se empanturram” à noite são as vítimas certas do enfarte. Muitos americanos acreditam defender-se dele lambiscando durante o dia todo, o que também não é a melhor higiene alimentar. Para o homem saudável, esses erros não parecem ter uma ação dramática direta, mas se você tiver estômago e intestinos frágeis, tente fracionar sua alimentação em cinco pequenas refeições com pequenas porções pouco hidratadas (as bebidas devem ser ingeridas fora das refeições), com carne moída ou cortada em finas fatias e pouca gordura, ovos, peixe e queijos.

Como fazer quando se trabalha fora?

• Tome um substancial café da manhã bem cedo, para ter apetite às 10 horas.
• Reserve as sobremesas para os lanches das 10 horas e das 16 horas.
• Leve uma fruta para o intervalo da manhã e um iogurte, queijinho branco (há aquele tipo fácil de transportar, hermeticamente fechado) ou um sanduíche de queijo suíço para as 16 horas.
• Consuma carnes e legumes na refeição do meio-dia, e ovos e legumes à noite. Você poderá fazer um almoço leve; as outras pequenas refeições permitem compensá-lo.
• Procure fazer sempre ao menos três refeições por dia. E o mínimo para estar em forma durante o dia todo.

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