Efeitos do álcool no Organismo – Problemas no Fígado e Muscular

O álcool, ingerido em altas doses, pode representar uma sobrecarga para as células hepáticas, e prejudica o fígado mais indireta que diretamente. É o caso, por exemplo, da lesão hepática apresentada pelos alcoólatras, uma conseqüência de deficiências alimentares típicas do alcoolismo e, em menor escala, da ação tóxica direta da bebida. É a carência de aminoácidos e vitaminas hepatoprotetoras, principalmente, que dá origem a essas lesões.

Pequena proporção do álcool ingerido é eliminada sem alteração pela saliva, o hálito, o suor, o suco pancreático, a urina, a secreção láctea. Outra parte será absorvida pelo intestino e passará à veia porta juntamente com o conteúdo assimilável que se destina ao fígado. E, uma vez no fígado, será oxidada.

A oxidação do álcool no fígado se faz por ação inicial de uma enzima, a nicotinamida (vitamina do complexo B). A ação de oxidar equivale à de queimar e envolve a liberação de energia. Da ação da nicotinamida resulta a formação ou liberação do aldeído (substância formada pela combinação incompleta de álcoois com oxigênio) acético (com as propriedades características do vinagre).

Parte desse aldeído acético transforma-se em ácido acético, aquela substância que dá ao vinagre o característico sabor azedo. Outra parte é transformada em um subproduto que se combina com o ácido glicurônico presente no fígado, para dessa maneira alcançar condições de solubilidade que lhe permitam ser excretado na urina.

efeitos do alcool no organismo .jpg

Calcula-se que a capacidade de oxidação do álcool seja proporcional ao peso corpóreo e, conseqüentemente, ao tamanho do fígado.

De modo geral, o homem pode oxidar de 3,5 a 10 cm’ de álcool por hora. A tremenda quantidade de energia contida no álcool (7 calorias por grama) confere-lhe certas propriedades alimentícias, de aproveitamento imediato. As células o utilizam tão cedo o obtenham e esse contato é facilitado pelo fato de o álcool atravessar as paredes do tubo digestivo mesmo sem ser digerido (o que reduz a quase nada a eficácia das lavagens estomacais, em casos de coma alcoólico).

O desgaste dos Efeitos do álcool no Organismo

Mas, como dizem certos higienistas, o álcool é um excelente combustível que pode estragar o motor. Os efeitos do álcool no Organismo  são comparáveis aos de um combustível superpotente no motor comum do automóvel: força e desgasta as peças devido ao excesso de atividade.

Além disso, dentre os feitos do álcool no Organismo, o álcool apresenta o inconveniente de não ser utilizado no trabalho muscular, o que dificulta sua eliminação. Como alimento, o álcool é o único que pode desencadear intoxicação aguda e crônica, capazes de levar à morte.

INTOXICAÇÃO AGUDA E CRÔNICA DO ÁLCOOL

Para aliviar a sobrecarga imposta ao fígado pelo consumo excessivo de álcool, os médicos não se põem de inteiro acordo. Parece que a oxidação do álcool seria favorecida pela injeção de glicose. Substâncias como a nicotinamida, além de outros componentes do complexo B, podem ativar a oxidação, assim como a vitamina C. Esses medicamentos, que constituem a base do tratamento do coma alcoólico, só podem ser administrados pelo médico, nas doses adequadas. Mesmo vitaminas aparentemente inócuas, como a B1, podem gerar complicações, quando administradas por via parenteral.

A cafeína exerce ação antidepressiva (o que dá algum fundamento ao hábito de se tomar café forte na ressaca). Mas é preciso lembrar que a cafeína contida em certos comprimidos está associada ao ácido acetil-salicílico, que sobrecarrega a ação “desintoxicante” do fígado.

O alcoolismo crônico, por sua vez, produz problemas como a infiltração de gorduras no tecido hepático. Essa anomalia pode ser parcialmente corrigida por aminoácidos que ativam a função protetora do fígado, como a colina e a metionina (esta aproveitada na síntese da colina). Mas qualquer dieta adequada pode prover essas substâncias, chamadas fatores lipotrópicos (lipos, gordura; tropos, movimento).

A adição desses fatores na forma de medicamentos só se justifica em casos de carência dietética, pois alimentos ricos em proteínas (carnes, queijos) geralmente provêm o organismo de colina e metionina em níveis suficientes. Em outras palavras, a concentração de gorduras no fígado pode ser corrigida pela dieta, sem necessidade de medicamentos específicos.

Já um problema mais grave é a necrose das células hepáticas, provocada por alguns fatores desconhecidos, mas também, sabidamente, pela carência de aminoácidos. A necrose das células hepáticas, que morrem por não poderem dar conta do trabalho excessivo a elas imposto, pode conduzir à cirrose hepática. Na cirrose, larga extensão do parênquima hepático adquire consistência fibrosa, com evidente deficiência das funções do órgão. E a cirrose hepática, que mata tantos alcoólatras, principalmente.
A metionina e a cisteína exercem efeito inibidor da necrose.

 

 

Leia também:

Benefícios da Atividade Física -Vale a pena fazer?

Qual a função do Fígado e da Bile?



doencas Revelado: Como Prevenir e Curar Doenças


Enquanto muitas pessoas se entopem de remédios, multivitamínicos e realizam dietas mirabolantes, existem certos alimentos que podem evitar doenças ou até mesmo ajudar na cura de muitas delas. Descubra o Real PODER na Natureza neste Vídeo Exclusivo - Clique Aqui


Publicidade:

Mais Assuntos