4 Dicas Para combater Encefalites – Deixa Sequelas? Confira!

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Vírus da caxumba, rubéola e outros podem criar condições para que ocorram afecções no cérebro, no cerebelo ou no tronco cerebral.

Encefalite é um processo inflamatório do encéfalo (constituído pelo cérebro, pelo cerebelo e pelo tronco cerebral), com predominância de infecção, como quase sempre outras panes do sistema nervoso podem igualmente ser atacadas pela encefalite, usasse geralmente um nome composto para designar a doença, conforme a área afetada: encefalomielite, quando também a medula é comprometida; meningencefalite, quando também são atingidas as meninges; e assim por diante.

Ao se descobrir o agente causador do processo infeccioso e inflamatório, a doença passa a denominar-se, por exemplo, encefalite pós-sarampo.

ENCEFALITE

1 – CAUSAS VARIADAS

As encefalites podem ser provocadas pelos mais variados agentes. As bactérias (estafilococos, pneuma cacos, enterobactérias), excepcionalmente, atingem o sistema nervoso central e provocam encefalites.

Os vírus dos mais variados tipos podem afetar o encéfalo: vírus da caxumba, da raiva, da rubéola e outros. O Treponema pailidum, bactéria causadora da sífilis, é igualmente capaz de provocar a encefalite.

Pequenos seres rudimentares, em geral constituídos por apenas uma célula – os protozoários -, também podem constituir a origem da enfermidade.

Restam ainda as encefalites causadas por vermes e fungos. Já as encefalites não-infecciosas são provocadas pelo envenenamento por certas drogas ou então são devidas, em casos mais raros, a efeitos colaterais de vacinações.

Por isso, muitas outras doenças, localizadas em partes diversas do organismo, podem propagar-se, determinando a invasão e posterior lesão do encéfalo.

2 – CONFUSÃO DE SINTOMAS

O desenvolvimento da doença pode ser caracterizado por três aspectos: começo quase sempre abrupto, sintomas muitas vezes semelhantes aos das doenças provocadas por vírus e maior incidência em crianças.

Como a encefalite sempre se instala a partir de uma pré- infecção – que se pode verificar em outros locais do organismo -, geralmente as primeiras manifestações são confundidas com as da enfermidade básica.

Dessa maneira, o quadro encefalítico não chega a ser específico ou característico: surgem sintomas como febre alta, dor de cabeça, náuseas e vômitos. Também pode surgir rigidez na nuca, sinal de irritação das meninges. Em alguns casos o paciente é acometido de alterações intestinais (diarreia, cólicas) e respiratórias (tosse, dificuldade em respirar).

Podem ocorrer lesões cutâneas e das mucosas. Os sinais precoces são geralmente representados por confusão mental, alucinações e delírio. Quando o sistema nervoso se torna muito comprometido, o paciente pode morrer, passando antes pelos estados de embaralhamento mental e coma.

Tais fatos ocorrem porque no encéfalo estão situadas as zonas de “comando” dos principais centros vitais – por exemplo o controle dos músculos responsáveis pelos movimentos respiratórios e do coração. Geralmente a morte sobrevém devido a parada respiratória ou cardíaca.

3 – DESCONTROLE FUNCIONAL

Podem ser encontradas amplas perturbações neurológicas: déficit motor, com prejuízo da movimentação dos membros, fraqueza muscular e parestesias (sensações de ‘formigamento” e “esquecimento” de determinadas regiões).

Outro sinal são os movimentos desconexos e involuntários, impossibilidade de locomoção, alteração dos reflexos e convulsão. Podem aparecer também distúrbios dos órgãos dos sentidos. O doente poderá queixar-se de defeitos visuais (visão “borrada”) ou olfativa (“cheiros estranhos”).

Extraído o liquor (líquido existente nas cavidades internas do sistema nervoso) por meio de uma punção lombar ou suboccipital – método semelhante ao usado na anestesia raquidiana -‘ este poderá revelar-se alterado.

Por isso, esse exame é de extrema importância para o estabelecimento do diagnóstico e do tratamento, embora o primeiro possa ser dificultado pelo fato de nem sempre o liquor se mostrar alterado. Por meio do eletrencefalógrafo, que registra em papel especial a atividade elétrica do cérebro, podem se conhecer importantes alterações.

Além disso, outros testes são empregados. Podem ser efetuados, se necessário, exames radiológicos especializados, como a pneumoencefalografia. Para esse exame, injeta-se ar no interior das cavidades do sistema nervoso, que em seguida é investigado por meio de radiografias.

Se for necessária uma arteriografia injetam-se substâncias radiopacas em artérias cerebrais para, em seguida, efetuar-se a radiografia. Dessa maneira, torna-se possível a visualização completa das artérias cerebrais.

Estes exames, que à primeira vista podem parecer mera sofisticação clínica, visam essencialmente à execução de um diagnóstico seguro, no sentido de estabelecer-se uma diferenciação de outras entidades mórbidas que possam simular o quadro: meningite bacteriana, abscesso cerebral, tumores do cérebro etc.

Em alguns casos, poderão ser feitas tentativas de detecção de uma virose por meio de exames sanguíneos especializados.

4 – TRATAMENTO

O tratamento irá depender, fundamentalmente, da descoberta do agente causador, contra o qual serão empregadas medidas terapêuticas específicas, sempre que possível.

Além disso, também o tratamento sintomático poderá ser indicado, consiste na administração de analgésicos, antitérmicos, bem como a adoção de medidas gerais necessárias à manutenção do estado equilibrado do organismo: controle de hidratação, administração de soros e vitaminas etc.

A encefalite, como todo o processo infeccioso do sistema nervoso, deixa mais sequelas em adultos do que em crianças. Isso se explica pelo fato de o adulto ter as zonas nervosas centrais inteiramente desenvolvidas.

Além disso, as lesões apenas se manifestam com intensidade total quando a estrutura cerebral já está em condições de exercer plenamente suas funções. O prognóstico depende, portanto, também da causa básica e da precocidade com que é feito o tratamento.

A eficácia deste determina o grau dos possíveis danos neurológicos futuros. Por outro lado, o tratamento precoce é uma das únicas medidas que possibilitam o controle da mortalidade que a doença ocasiona.

Fontes:

1, 2

Imagem: ciencia-online.net



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