Anemia Hemolítica – O que é esse tipo de anemia? Causas

Entre os diferentes tipos de anemia e classificações, se enquadram na classificação geral as anemias decorrentes do aumento da destruição dos glóbulos vermelhos. É a chamada anemia hemolítica, na qual ocorre uma redução do tempo normal de duração dos glóbulos vermelhos (mais ou menos 120 dias).

Essa destruição anormal pode ser provocada por enfermidades – malária, viroses, cirrose hepática, leucemia e outras – ou decorrer de anemias constitucionais ou hereditárias. Existem ainda as anemias hemolíticas de caráter agudo, provocadas por transfusão de sangue incompatível, por drogas ou tóxicos (derivados fenólicos, benzeno, anilina, chumbo) ou por agentes físicos, como o frio e as queimaduras.

Cerca de um terço da massa dos glóbulos vermelhos é formado pela hemoglobina, proteína conjugada a um pigmento de cor vermelha, constituída por duas porções: uma delas compõe-se de substâncias orgânicas (núcleos pirrólicos) que envolvem um átomo de ferro. É a porção denominada berne. A outra é a proteína globina. A conjugação do heme com a globina forma a hemoglobina.

A anemia pode ser entendida como a diminuição da tara de hemoglobina presente na circulação. Paralelamente à redução do teor de hemoglobina presente no sangue, também se dá a redução do número de glóbulos vermelhos. No entanto, em certos tipos de anemia, como a anemia do Mediterrâneo, o número dos glóbulos vermelhos é normal ou mesmo superior ao normal, mas diminui a concentração de hemoglobina.

Anemia Hemolitica

DISTÚRBIOS NA PRODUÇÃO

Normalmente, a quantidade de glóbulos vermelhos por milímetro cúbico de sangue é de cerca de 5 milhões de unidades no homem e de aproximadamente 4 milhões e meio na mulher. Paralelamente, há cerca de 16 g de hemoglobina por 100 centímetros cúbicos de sangue no homem e 14 g na mulher.

Diversas técnicas são empregadas para avaliar a velocidade da formação e destruição dos glóbulos vermelhos. Utilizam-se soluções diluentes, marcação dos glóbulos vermelhos com isótopos radial/vos e outros métodos. Como a vida média normal dos glóbulos vermelhos é de aproximadamente 120 dias, cerca de 11120 do total de glóbulos vermelhos tem que ser substituído diariamente.

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Contudo, pode ocorrer maior velocidade deformação ou destruição dos glóbulos vermelhos; determinadas doenças podem reduzir sua vida a um período de vinte dias, por exemplo. Por outro lado, a medula óssea poderá ser capaz de aumentar sua produção aponto de manter uma quantidade normal de glóbulos vermelhos circulantes; mas, se não for possível suprir a deficiência, surgirá a anemia.

Consequências da Anemia

Existem células que são particularmente sensíveis à diminuição da quantidade de oxigênio no sangue; como reação desenvolvem alterações degenerativas. Essas alterações são encontradas com maior freqüência em células do miocárdio, determinadas células dos rins, do fígado e do cérebro.

As alterações podem ser de maior ou menor intensidade, de acordo com a gravidade e duração da anemia e, às vezes, chegam a assumir tal importância que os sintomas resultantes das deficiências desses órgãos passam a dominar o quadro clínico.

Exemplo típico é o da deficiência de oxigênio (anoxia), que acaba por afetar o coração. Uma vez estabelecida a anoxia, surge a insuficiência cardíaca, que, por sua vez, agrava ainda mais a já comprometida função respiratória, alterada anteriormente pela própria anemia.

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É um círculo vicioso que pode determinar graves conseqüências para o doente. Por outro lado, a deficiência de oxigênio determina também o comprometimento do sistema nervoso.

Diminuição da quantidade de hemoglobina

Dois mecanismos podem determinar a diminuição da quantidade de hemoglobina circulante:

A) os glóbulos vermelhos produzidos

pela medula óssea são destruidos pelo processo de hemólise; outra possibilidade é a perda de glóbulos vermelhos em conseqüência de uma hemorragia;

B) os glóbulos são produzidos em quantidade insuficiente.

Paralelamente ocorre diminuição da quantidade de hemoglobina, o que determina a redução do teor de oxigênio ao
nível dos tecidos. O organismo reage, alimentando a velocidade dos batimentos cardíacos,
o que acelera o fluxo sanguíneo. Outra reação é o aumento da ventilação pulmonar.

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