Aneurisma da Aorta Torácica – Causas, Sintomas e Tratamentos

Dá-se o nome de aneurisma 6 dilatação anormal das artérias, provocada por enfraquecimento localizado do vaso sanguíneo, com adelgaçamento posterior de suas paredes. Essa anomalia classifica-se em vários tipos: aneurismas falsos, verdadeiros, congênitos e adquiridos. Os verdadeiros dilatam e deformam a parede arterial, mas sem alterar-lhe a estrutura. Já os falsos (pseudo-aneurismas) resultam de ruptura na parede da artéria e levam à formação de um saco de tecido adiposo ou muscular – contendo sangue coagulado (hematoma) -, que se comunica com o interior da artéria.

Algumas crianças já apresentam, ao nascer, dilatação de várias artérias: é o aneurisma congênito. Nesses casos, a camada média dos vasos (túnica média) é muito fina, desenvolvendo-se de maneira deficiente.

Encontrados nas artérias aorta, subclávia, ilíaca, femoral e poplítea, os aneurismas adquiridos formam-se secundariamente a enfermidades arteriais. Podem ser causados por arteriosclerose (a causa mais comum), traumatismos, siflis (a segunda causa mais freqüente), tuberculose,febre tifoide, diabete melito, gota ou, ainda, inflamações arteriais (arterites) e embolias. Entre os adquiridos, o mais perigoso é o aneurisma dissecante, quase exclusivo da aorta e caracterizado pela ruptura da camada mais interna das artérias.

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Causas

Suas causas mais freqüentes são a arteriosclerose e a hipertensão arterial. Na aorta ascendente, arco aórtico e artéria pulmonar, o aneurisma pode surgir como conseqüência tardia da sífilis: os espiroquetas (organismos causadores da sífilis) invadem certas camadas arteriais e acabam por destruir sua porção muscular. O aneurisma de origem sifilítica manifesta-se sempre após os 25 anos e – como todos os outros tipos de aneurismas adquiridos – é mais comum entre os homens.

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Sintomas e Tratamentos do Aneurisma da Aorta Torácica

Na grande maioria dos casos de aneurisma da aorta torácica, os sintomas inexistem ou são muito vagos: o paciente pode queixar-se de dores nas mãos e nos pés, devidas à compressão de ramos nervosos altos; também é comum o aparecimento de edemas leves, em qualquer parte do corpo; algumas vezes, os pés e as mãos apresentam regiões azuladas e frias (isquemia). Diante dessa escassa sintomatologia, o médico pode suspeitar de problemas arteriais na área do tórax. Nesse caso, deve lançar mão da fluoroscopia, exame que evidencia qualquer dilatação pulsátil da aorta. O mesmo exame, a arteriografia ou a radioscopia revelam calcificações arteriais, no caso de aneurismas provocados por arteriosclerose, ou coágulos, nos demais casos.

A principal complicação dos aneurismas é sua ruptura, muitas vezes fatal. O rompimento pode ocorrer na cavidade pleural, traqueia, brônquios, esôfago, pericárdio ou, excepcionalmente, para o exterior do corpo. O tratamento é sempre cirúrgico. A operação, contudo, é muito limitada e difícil, devido à localização do distúrbio: a cirurgia da aorta torácica ainda não atingiu o progresso já registrado na cirurgia da aorta abdominal.

imagem: drdiegogaia

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