Arteriosclerose e Aterosclerose – Tipos, Causas e O que é?

De acordo com a segunda hipótese, a causa básica seria uma anormalidade na coagulação do sangue, associada a uma lesão da túnica íntima. Essas alterações levariam ao acúmulo de plaquetas na região. O processo de coagulação, portanto, seria o primeiro responsável, mas não o único, pois a infiltração e o acúmulo de gorduras completariam o processo.

Arteriosclerose e Aterosclerose

Tipos de arteriosclerose

Distinguem-se três tipos de arteriosclerose:

Paredes dos Vasos

O mais frequente é a arteriosclerose caracterizada por lesões nas paredes dos vasos, com deposição de gordura eformação de teci­do fibroso, resultando em placas elevadas (ateromas). Na prática, quando se fala em arteriosclerose, está se fazendo referência a le­sões desse tipo.

Artérias de tamanho médio ou pequeno

segunda variedade consiste na calcificação da túnica média das artérias de tamanho médio ou pequeno. A palpação superfi­cial, para tomar o pulso – através da artéria radial, por exemplo -, permite sentir o endurecimento e as irregularidades do vaso, como se o depósito calcário formasse anéis.

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Arté­rias de pequeno calibre

O terceiro tipo é a arteriosclerose que afeta sobretudo as arté­rias de pequeno calibre. Relaciona-se quase sempre com a hiper­tensão arterial. Esta acaba por provocar um desenvolvimento exagerado da camada muscular da arteríola. E, como esse crescimen­to se faz para dentro do vaso, seu diâmetro interno diminui e reduz o volume de sangue que passa a cada minuto.

Se a lesão atingir um grande vaso sanguíneo – o arco da aorta, para exemplificar —,pode se formar um aneurisma (cavidade se­melhante a uma bolsa repleta de sangue, formada pela distensão da parede arterial enfraquecida); se atingir as coronárias (vasos que irrigam o coração), a redução de seu calibre causa as manifes­tações clínicas que caracterizam a angina pectoris, ou mesmo os temidos enfartes do miocárdio.

Cerebral

Outra localização frequente é a cerebral. Nesse caso, a doença se manifesta através de uma deterioração progressiva da inteligên­cia, distúrbios na visão e na articulação de palavras, diminuição progressiva da memória, distúrbios do comportamento e propen­são a sintomas epilépticos.

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Se o processo arteriosclerótico atingir os vasos que irrigam os membros inferiores, os sintomas se traduzem em dores e cãibras após o andar; a pele das pernas escurece e se torna mais espessa. Nos casos mais graves, há necrose (morte dos tecidos) dos dedos do pé ou de toda a extremidade.

Quando a lesão se localiza nas artérias pulmonares, instala-se uma dj/Iculdade crónica de respiração e insuficiência cardíaca se­cundária. Se a localização for renal, pode produzir o aumento da pressão arterial do sangue e o acúmulo, no organismo, de substân­cias tóxicas que não são mais eliminadas pelo rim afetado.

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