Arteriosclerose tem cura? O que é? Causas, Tratamentos e Dicas

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Fumo, comidas gordurosas, obesidade, pouca atividade física e alta taxa de colesterol predispõem à arteriosclerose.
Gorduras depositadas nas paredes das artérias causam a afecção chamada arteriosclerose.

O QUE É ARTERIOSCLEROSE

Com o passar do tempo, formam-se placas gordurosas na espessura das paredes, estreitando o calibre (luz) do vaso, ou sobre elas se depositam coágulos sanguíneos. O crescimento ou o possível desprendimento de um desses coágulos obstrui a artéria onde se formou; ou o coágulo pode ir para mais longe, até encalhar numa artéria menor.

Consequentemente, há falta de irrigação dos tecidos. Quando o processo se dá nos vasos sanguíneos que alimentam o coração, ocorre o ataque cardíaco ou, mais corretamente, a oclusão coronária. Se for no cérebro, denomina-se acidente cerebrovascular ou trombose. Oclusão de outras artérias causa enfermidades graves.

A ÉPOCA PROPÍCIA

A incidência da arteriosclerose apresenta-se bem maior entre pessoas de idade madura. Verificou-se também que os homens são mais atingidos pela enfermidade que as mulheres.

Após a menopausa, porém, estas passam a correr a mesma porcentagem de risco. A complicação surge na mesma proporção quando a mulher foi submetida à retirada cirúrgica dos ovários. Supõe-se que os hormônios femininos sejam responsáveis pela relativa imunidade da mulher em relação à arteriosclerose.

Por isso, essa proteção tem vigência apenas na fase fecunda. O estrógeno agiria sobre o metabolismo das gorduras, que, com toda a probabilidade, concorre para o aparecimento da doença. O fator hereditário também desempenha papel bastante importante.

Obesidade e vida sedentária predispõem igualmente à arteriosclerose: estatísticas de companhias de seguro de vida acusam maior frequência de enfermidades das artérias coronárias em indivíduos com excesso de peso.

A diminuição da atividade física talvez cause não só aumento de peso, como também modificações no afluxo da corrente sanguínea que facilitam a formação de placas gordurosas nos vasos.

Pesquisas estabeleceram uma correlação positiva entre complicações arterioscleróticas e a menor movimentação muscular nas horas de repouso, admitindo-se até que televisores e automóveis, por exemplo, estejam contribuindo para isso.

DOENÇA NO CENÁRIO ATUAL

O aumento da mortalidade por arteriosclerose nos últimos anos fez pensar que algum elemento da vida moderna pudesse representar papel preponderante em seu aparecimento precoce. De fato, a degeneração arterial, além de se estar tornando mais freqüente, atinge cada vez mais os jovens.

A tensão emocional em que o homem vive aumentaria a constrição vascular, favorecendo a formação de placas de gordura. “A vingança contra a pressa e a correria da civilização se faz através das artérias”, dizia o médico britânico Osler, no início do século XX. As alterações psíquicas (agitação, nervosismo) foram apontadas como co-responsáveis pela maior incidência de doenças coronárias.

O assunto é, porém, discutível, uma vez que durante a primeira Guerra Mundial – quando toda a população esteve submetida a grande tensão psíquica – houve diminuição (em números absolutos) de mortalidade causada por esse tipo de doença.

Quanto à alimentação, a curva de mortalidade é paralela ao consumo de gorduras alimentares. Fazendo uma comparação entre indivíduos de países diferentes, mas com o mesmo tipo de atividade profissional, mesma condição social e hábitos de vida semelhantes, a maior incidência de arteriosclerose ocorre onde há maior consumo de gorduras.

Durante a II Guerra Mundial, a mortalidade na Finlândia e na Noruega caiu fortemente, dada a diminuição de proteínas e gorduras na alimentação. O mesmo não aconteceu na Dinamarca, pois aíforam multo menores as restrições alimentares.

Outras pesquisas evidenciaram que a hipertensão sanguínea também favorece o aparecimento de acidentes vasculares. Finalmente, o fumo excessivo – talvez pela vasoconstrição que provoca —é outro fator predisponente.

GORDURA INCÔMODA

Constituinte essencial das estruturas celulares, sobretudo no tecido nervoso e glandular, o colesterol é encontrado no figado – onde se armazena – e no sangue – onde intervém no transporte de gorduras. A arteriosclerose aumenta o nível sanguíneo do colesterol, bem como de gorduras e proteínas (lipoproteínas).

Hoje está comprovada a correlação entre o aumento dessas substâncias no sangue e a maior incidência de complicações arterioscleróticas. Ainda não se sabe ao certo se a causa é o aumento direto de colesterol e lipoproteínas ou se existe algum fator que por si só elevaria a taxa desses elementos no sangue.

Tal fator, que tem sido atribuído a condições hereditárias ou de outra natureza, ainda não foi precisado. Em países com alimentação mais rica, sobretudo quanto às gorduras, há maior índice de doenças circulatórias. O tipo de gordura na dieta também constitui fator importante.

Manteiga, carnes gordas e ovos, por conterem grande proporção de ácidos graxas saturados, aumentam o nível sanguíneo de colesterol e lipoproteínas.

Por outro lado, óleos vegetais, como azeite de milho, algodão e soja, que têm grande porcentagem de ácidos graxas insaturados, tendem a diminuir os níveis de colesterol e lipoproteínas no sangue, quando administrados em grande quantidade, fazendo por isso par te da dieta.

Fontes:

1, 2

Imagem:  clubedascomadres.com.br



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