Ascaridíase – Dicas, Prevenção, Sintomas, Transmissão e Tratamento

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Essa verminose, intensa nos climas quentes e úmidos, é transmitida por alimentos contaminados e pode até mesmo matar.

ASCARIDÍASE

Embora amplamente distribuída pelas regiões tropicais e temperadas, a ascaridíase, infestação por Ascaris lumbricoides, a lombriga, incide mais intensamente nos climas quentes e úmidos, onde as condições higiênicas da população apresentam-se mais precárias.

As Ascaris são longas, cilíndricas, com extremidades afiladas, especialmente na região anterior. As fêmeas – maiores que os machos – têm a parte posterior retilínea ou ligeiramente encurvada. Já a extremidade posterior dos machos apresenta enrolamento ventral, espiralado.

O tamanho dos vermes é bastante variável. Quando em pequeno número no organismo parasitado, desenvolvem-se intensamente, chegando a atingir 30 ou 40 cm de comprimento. Mas, ao encontrarem inúmeros concorrentes, não podem desenvolver-se, e a dimensão corpórea fica então reduzida a 10 ou 15 cm.

O corpo da Ascaris lumbricoides é recoberto por uma cutícula lisa, brilhante, de cor branca ou rósea. A boca, centrada na extremidade anterior, encontra-se cercada por três grandes lábios, providos de papilas sensoriais. Dois lábios localizam-se na região ventral e o outro na parte dorsal.

Os vermes adultos alimentam-se dos materiais semi digeridos, contidos na luz intestinal. Aí desenvolvem metabolismo anaeróbio, uma vez que o oxigênio é muito escasso nesse local.

O CICLO VITAL

Os espermatozoides do verme macho, desprovidos de flagelos, acumulam-se no útero e na entrada do oviduto da fêmea, onde os óvulos são fertilizados à medida que passam.

Quando postos pelo verme, os ovos férteis contêm a célula germinativa com citoplasma finamente granuloso, envolvido por uma casca muito grossa. Nessa fase, os ovos, que são quase esféricos, medem cerca de 60 x 40 micrômetros. As larvas se desenvolvem no meio exterior, protegidas pela casca ovular.

Exigem apenas a presença de oxigênio. A casca ovular permite seu crescimento Mesmo em regiões bastante áridas. Em temperaturas de 20 a 30°c, a larva se forma em duas semanas.

Sete dias depois sofre a primeira muda, no interior do ovo. Após esse processo, a larva está preparada para infestar novo hospedeiro. Consegue ficar em seu abrigo no decorrer de sete anos, reduzindo ao mínimo seu metabolismo.

Uma vez ingerida, a casca ovular se rompe, atacada pelos sucos digestivos do duodeno. A larva libertada agora está no segundo estágio, e não consegue desenvolver-se na cavidade intestinal, por falta de oxigênio. Realiza então longo percurso migratório, através dos tecidos do hospedeiro.

Invade a mucosa intestinal, ao nível do ceco, e penetra na circulação sanguínea ou linfática. Através da veia porta e da veia cava inferior, ou do canal torácico e da veia cava inferior, chega ao lado direito do coração e se encaminha para o pulmão.

Perfurando a parede intestinal, às vezes as larvas caem na cavidade peritonial. Invadem o fígado, através da cápsula de Glisson, e chegam à circulação porta intra-hepática, atingindo, também por esse caminho, o coração.

O AMADURECIMENTO

As larvas chegam ao pulmão cinco dias após a ingestão dos ovos. Nesse órgão encontram ambiente favorável para o desenvolvimento. Em três dias transformam-se em larvas do terceiro estágio. Atravessam a parede situada entre os capilares e as cavidades alveolares. Nos alvéolos pulmonares realizam a terceira muda.

Passam então para o quarto estágio, quando medem 1 ou 2 mm. Chegando aos bronquíolos, os parasitas começam a ser arrastados pelo muco. Sobem pela traqueia e laringe, são deglutidos com as secreções brônquicas e, assim, alcançam passivamente o estômago e o intestino.

Nos últimos estágios as larvas já suportam a falta de oxigênio e por isso se desenvolvem no intestino. Atingem 3 a 6 mm de comprimento (20 ou 30 dias após a infestação do hospedeiro) e passam pela quarta muda, quando a larva se transforma em adulto jovem. A maturidade sobrevém com o crescimento e o desenvolvimento do aparelho genital.

A fêmea começa a pôr ovos. O aparelho genital feminino contém cerca de 25 milhões de óvulos e cada fêmea pode pôr 200 mil ovos por dia.

Depois de alcançar a maturidade na luz do intestino delgado, as ascárides podem permanecer sem molestar seu hospedeiro, e só são descobertas quando expulsas com as fezes, ou através de um exame coproscópico. Nos casos sintomáticos, as manifestações mais frequentes são desconforto abdominal: cólicas intermitentes, dor epigástrica, má digestão.

As vezes o paciente sente náuseas, perda de apetite e começa a emagrecer. Nas pessoas hipersensíveis aparecem manifestações alérgicas, como urticárias e crises de asma brônquica.

A ação irritativa desenvolvida pelos vermes sobre a parede intestinal provoca espasmos, obstrução do intestino, ou mesmo peritonite. As vezes essas manifestações tornam-se graves, podendo até provocar a morte do paciente. Em infestações maciças as áscaris podem se enovelar, formando um verdadeiro bolo que obstrui o intestino.

LOCALIZAÇÃO

Eventualmente, o verme adulto explora o interior das cavidades. Penetra no apêndice, provocando ação obstrutiva e irritante. A invasão das vias biliares ocorre principalmente em crianças de cinco a doze anos.

Na maioria das vezes um só verme, localizado de preferência no colédoco, provoca manifestações de colecistite, colecistolitíase, ou angiocolite crônica.

A invasão do figado é acompanhada de abscesso hepático. Ao penetrarem no canal pancreático, as ascárides podem determinar pancreatite aguda – quase sempre fatal – em consequência da obstrução das vias excretoras do órgão. Mas as ascárides caminham muito pelo organismo, sobretudo num hospedeiro infantil.

Já foram encontradas na trompa de Eustáquio e ouvido médio, causando otites. Viajam também até o canal lacrimal e as vias pulmonares. As lesões pulmonares podem ser graves, principalmente quando ocorre broncopneumonia ou pneumonia difusa bilateral.

Em crianças muito novas o desfecho pode ser fatal. Nos casos de infestação maciça, o paciente elimina os vermes pela boca ou pelo nariz. O mesmo acontece quando as ascárides são irritadas por alimentos ou drogas. Dia a dia a ascaridíase vai se tornando um problema urbano, em vista das migrações do campo para a cidade.

TRATAMENTO

As condições insalubres, nos bairros pobres dos grandes centros urbanos, têm facilitado a circulação do parasita. O tratamento de uma parte da população vem se mostrando insuficiente, em vista da re-infestação inevitável, uma vez que os hábitos não se modificam.

A educação sanitária, junto com um programa de saneamento do meio, é o único recurso eficiente. Para isso, é preciso substituir os alojamentos inadequados por casas com instalações sanitárias, suprimindo assim a contaminação do solo.

Tanto a lavagem das mãos antes das refeições, como a limpeza das frutas e verduras são outras exigências para a extermínio da ascaridíase.

Fontes:

1, 2

Imagem: saudicas.com.br



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