Câncer de Mama Benigno e Maligno – Sintomas e Tratamentos

Câncer de Mama Benigno e Maligno

Os tumores da mama podem ser benignos ou malignos. São consideradas benignas as afecções localizadas, com estrutura tecidual semelhante à da mama e sem crescimento a distancia. Quase iodos os tumores benignos estão encerrados em uma cápsula fibrosa, que os circunscreve e facilita sua extirpação.

Há várias formas de tumores benignos das mamas. Um deles, o fibroadenoma, geralmente se apresenta como um nódulo pequeno, duro, encapsulado, e sua frequência é de 12% nos casos de afecções mamárias.

Evolução

Podem provocar hemorragias, necrose (em virtude de seu crescimento) e calcificação; raramente se transformam em malignos. Os fibroadenomas sofrem influências hormonais em sua formação e crescimento, pois geralmente aparecem nas mulheres jovens, quando há maior atividade do estrógeno (hormônio sexual feminino).

Normalmente, seu crescimento é lento. Porém, durante a gravidez, ele se acelera. O único tratamento é o cirúrgico. A mastopatia fibrocística é outra afecção mamária. Não tem, às vezes, caráter de tumor ou inflamação, tratando-se de desordens ocorridas na estrutura do tecido mamário.

É muito freqüente. incidindo em aproximadamente 53% das mulheres. Acredita-se que também essa alteração tenha relação direta com os hormônios.

Essa afecção diminui durante a gravidez e a melhora persiste ainda muito tempo após o parto. O mal pode ser influenciado também por predisposições congênitas, que redundam em sensibilidade anormal aos distúrbios endócrinos (hormonais). A moléstia geralmente dá sinais de si no ciclo menstrual, no intervalo da maior atividade genital até a menopausa; principalmente entre os vinte e 35 anos.

Sintomas

Seus sintomas predominantes são a dor pré-menstrual, que geralmente cede depois do aparecimento das regras, e a manifestação de nódulos de diferentes tamanhos,facilmente perceptíveis pela mulher. O tratamento é baseado no uso de hormônios, para corrigir o desequilíbrio hormonal, e na cirurgia.

Tumor maligno da mama

De cada dez cânceres malignos da espécie humana, um se encontra na mama.

Mas é que reage melhor ao tratamento e a média de sobrevida e mesmo o número de curas é maior nessa afecção. A ausência de metástases condiciona o tratamento: se o tumor não se propagou, as chances são muito maiores.

A propagação se inicia pelos gânglios linfáticos (nódulos existentes no sistema linfático) localizados na axila. Várias causas são apontadas como provocadoras de câncer: o fator cancerígeno do leite – que tem sido estudado em laboratórios -, desconhecendo-se ainda se é provocado por um vírus filtrável, ou por um fator hormonal desconhecido; a idade, hipótese baseada na maior incidência do câncer nas pessoas mais idosas; o número de partos, pois as mulheres que têm muitos filhos (multíparas) parecem menos expostas; e o abandono do aleitamento: verificou-se que, em duzentos casos, 90% das pacientes haviam suprimido a lactação de peito.

O câncer pode ser epitelial (quando ocorre no epitélio) ou conjuntivo (se aparece no tecido intercelular), chamando-se, respectivamente, carcinoma ou sarcoma. Os carcinomas invadem a pele com muita rapidez e provocam metástases com relativa facilidade. Os sarcomas evoluem com lentidão, desenvolvem metástases por via sanguínea e geralmente são curados com cirurgia radical (retirada da mama, se não houver a propagação a distância).

Existe ainda o câncer inflamatório, também chamado mastite carcinomatosa, que é algo semelhante a um processo supurativo da mama. O câncer da mama tem tendência a propagar-se, espalhando-se e afetando órgãos vizinhos e distantes. Essa propagação é a causa da incurabilidade do tumor.

Através da penetração da circulação linfática e sanguínea, o câncer invade os pulmões, o cérebro, o figado, os ossos, os tecidos moles e outros. Muitas vezes torna-se difícil, até para os próprios médicos, reconhecer os sintomas do câncer da mama. Contudo, o sinal mais característico é o nódulo, geralmente descoberto quando a mulher se banha ou troca de roupas.

Auto-exame e diagnóstico

Câncer de Mama auto exame

É importante a mulher fazer sempre um auto-exame em posição deitada. Nos casos de lesão avançada há alterações nos tecidos, facilmente visíveis. E o “caroço “já pode ter chegado até 5 centímetros de diâmetro. Nessa fase. apele do local adquire um aspecto de “casca de laranja ‘ Isso indica que o câncer já começou a se espalhar

O sinal de generalização é a “íngua axilar’: um caroço que cresce na axila. Em casos multo avançados, há ulcerações da pele, aumento do volume tumoral e metástases atingindo ossos, pulmões e outras partes.

Além das informações prestadas pela paciente, o diagnóstico se baseia no exame clínico e na ducto grafia (introdução de uma sonda ou cateter de polietileno nos canais galactóforos e injeção de solução iodetada, que é radiopaca). Pode ser usada também a mamografia, com chapa simples da mama ou o estudo do sistema linfático mamário através da linfografia.

Como fazer o autoexame das mamas

Tratamentos

O tratamento ideal do câncer da mama é o cirúrgico.Há várias técnicas, que são escolhidas de acordo com o crescimento tumoral, a localização e a preferência dos cirurgiões. Nos estágios iniciais (1 e II) é feita a retirada da mama, dos músculos peitorais e dos tecidos da axila. A seguir, é feita a análise de tecidos adjacentes (gânglios ou linfonodos), para averiguar se estão atacados.

Em caso afirmativo, a paciente passa pela radioterapia e quimioterapia para evitar o aparecimento de lesões a distância. De acordo com a idade da paciente, poderão ser usados hormônios sexuais. Tumores do estágio III são tratados inicialmente pela radioterapia de toda a mama, da axila e da face anterior do tórax, no lado correspondente ao da mama afetada (para Irradiar a cadeia de linfonodos da artéria mamária interna).

Ao mesmo tempo é usada a quimioterapia. Se a lesão local (da mama) e as dos gânglios axilares sofreram redução, poderá ser feita a operação, retirando-se a mama. Durante a operação é feita aplicação de produtos químicos anticancerígenos, evitando-se que partículas tumorais caídas durante a cirurgia da mama entrem na circulação e formem novos tumores.

Nos casos de tumores no estágio IV, em que além das lesões externas locais o tumor já deu origem a outras, em pontos diversos do organismo, toda a terapêutica tem um caráter apenas paliativo e transitório. Há casos em que é feita uma cirurgia endócrina – retirada das supra-renais e da hipófise – em tumores mais avançados. Os resultados, porém, são discutíveis.

 

 



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