Câncer de Colo de Útero – Sintomas e Tratamentos

No câncer de colo de útero, quase sem sintomas nos estágios iniciais, o câncer cervical ataca mais frequentemente as mulheres com mais de 35 anos de idade.

É comum a negligência para com as moléstias do aparelho genital feminino. As próprias pacientes costumam ir adiando a consulta ao ginecologista, por descuido ou por medo. Sem dúvida é por essa razão que os números das estatísticas sobre o câncer no útero crescem de maneira alarmante no sentido de mortalidade, a cada dia que passa.

Sintomas do câncer de colo de útero

A hemorragia genital, no início, é quase imperceptível. Resume-se a pequenas perdas sanguíneas, sem qualquer relação com o período menstrual e geralmente provocadas durante o coito ou no esforço de evacuação. As perdas sanguíneas se associam a um corrimento escuro e malcheiroso, ou a um corrimento rosado, característico do câncer do colo do útero, principalmente nos casos mais avançados. Dada sua pouca quantidade, custa a despertar suspeita por parte da mulher.

À medida que o câncer vai evoluindo, provoca a morte dos tecidos, que se infectam e exalam mau cheiro. No chamado carcinoma in situ, sendo o colo do útero uma região praticamente desprovida de sensibilidade dolorosa, há uma evolução praticamente sem sintomas. Com a progressão do tumor, ocorre invasão dos tecidos vizinhos, diminuindo as possibilidades de cura.

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Além dos três sintomas principais – hemorragia, corrimento e dor -, a presença do câncer de colo de útero pode fazer surgir um estado crônico de irritação da vulva e da vagina (prurido genital). Resulta da infecção secundária da vagina e da vulva, podendo provocar ainda o aparecimento de eczemas e furúnculos, que se localizam sobretudo nos grandes lábios, face interna das coxas e nas regiões inguinais.

Os sintomas gerais do câncer de colo de útero consistem em anemia, hipoproteinemia (diminuição das proteínas) e desnutrição crônica (fase de debilidade lenta), podendo chegar até o extremo da caquexia (fase de extrema debilidade orgânica). Nesses estados finais, muitas vezes surgem infecções urinárias, com alterações degenerativas dos rins, dofígado e até mesmo do miocárdio.

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A medida que o câncer evolui, vai afetando outros órgãos da bacia, principalmente a bexiga e o reto. Em relação à bexiga, começam a surgir sintomas de cistite com micção freqüente e de pequeno volume, e a urina, às vezes, apresenta-se com pus. Se a lesão não for tratada, pode haver invasão da parede da bexiga, com a formação de uma fistula entre a vagina e a bexiga.

Quando o reto é alcançado, a paciente sente a princípio dificuldades para evacuar. A seguir, surge o tenesmo (sensação de evacuação iminente), com eliminação de pequena quantidade de fezes, misturadas a muco e sangue. Conforme a lesão vai progredindo, as dores retais vão se tornando insuportáveis, culminando com a perfuração do rezo.

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A Profilaxia

O emprego de hormônios é muito criterioso, sobretudo em mulheres com mais de quarenta anos, pois sabe-se que existe ação carcinogenética do estrógeno tanto em animais inferiores como na espécie humana.

O exame periódico semestral em mulheres acima dos 35 anos deve ser incrementado como medida profilática por excelência. As vezes, esses exames ginecológicos podem acusar a presença no útero de pequenas lesões, benignas, mas pré-cancerosas. A exemplo das campanhas relativas à prevenção das moléstias infectocontagiosas, também a profilaxia do câncer ginecológico deveria ser divulgada de maneira sistemática pelas autoridades sanitárias, principalmente no interior dos Estados, onde a população ainda está sujeita a toda uma série de preconceitos.

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Tratamento do câncer de colo de útero

Varia segundo as diferentes escolas ginecológicas e conforme o tipo ou estágio do câncer de colo de útero.

O tratamento por radioterapia consiste, grosso modo, na irradiação da área afetada por um feixe específico de radiações, emanadas da conhecida “bomba de cobalto ‘ Essas radiações destroem as células cancerosas, possibilitando a regeneração dos tecidos normais. Nos casos iniciais utiliza-se a cirurgia. Também é muito usado, no caso do câncer de colo de útero, o tratamento combinado, ou seja, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e cirurgia.

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