Câncer de Ovário – Sintomas, Benigno, Maligno, Metástase e Tratamento

O câncer de ovário tem essa denominação por produzirem hormônios que atuam sobre o organismo como os produzidos normalmente pelas próprias glândulas secretoras. Sua origem é um dos três tecidos fundamentais do ovário: o mesênqui­ma, de origem mesodérmica, que normalmente se diferencia em sentido feminino por estímulo das células germinais.

 

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Câncer de Ovário

Os sintomas dos tumores feminilizantes estão em relação com a idade da paciente e são pro­vocados pelo hiperestrogenismo, ou seja, pela produção anormal de estrógeno pelos tumores.

Em meninas, um sintoma típico é a chamada puberdade preco­ce, com o aparecimento dos caracteres sexuais secundários. Um outro sinal é a menstruação abundante (metrorragia) e irregular. Isso pode ocorrer até em meninas de menos de cinco anos.

Nas mulheres em período fértil surgem hemorragias genitais cí­clicas ou esporádicas, muitas vezes precedidas por períodos de amenorreia (falta de menstruação). Ocorre também aumento da mama, o que pode provocar a formação de tumores benignos na região. Durante a menopausa, a ocorrência mais comum é o apa­recimento de hemorragias genitais abundantes.

Sintomas

Na verificação dos sintomas do câncer de ovário é preciso excluir os provocados pelos tumores funcionantes malignos, que são as alte­rações dos caracteres sexuais secundários, a puberdade precoce e o ressurgimento da vida sexual ativa após a instalação da meno­pausa.

Isso porque esses sintomas indicam a ocorrência de tumo­res funcionantes. Por outro lado, os tumores ovarianos malignos inativos não produzem sintomas durante algum tempo.

Um sinal que pode indicar a natureza maligna do tumor é desen­volvimento rápido.

A própria paciente nota que o tumor cresceu muito em pouco tempo. Mas nem todos os tumores que aumentam rapidamente de tamanho são malignos, apesar de serem sempre sus­peitos. Às vezes, o crescimento rápido do abdome pode ter sido de­terminado por um aumento de líquido no peritônio (ascite).

Geralmente, os sintomas que aparecem com maior frequência são as dores no baixo ventre, distensão abdominal, massa tumoral palpável, falta de apetite, fraqueza, perda de peso, diminuição dos movimentos intestinais e corrimento vaginal intenso, resultantes do crescimento anormal do tumor que, ao comprimir os órgãos, determina problemas urinários, gastrintestinais, genitais, dores, falta de apetite, indigestão, emagrecimento e queda do estado geral da paciente.

O ciclo menstrual não sofre alterações, a não ser em casos de tumores funcionantes ou em outras afecções associadas, ou na disseminação do tumor ao endométrio (metástase).

Diagnóstico e Tratamento

Para diagnosticar um caso de tumor maligno de ovário, procede-se sistematicamente à constatação da presença de um tumor ovariano, à verificação de sua malignidade e do tipo de tecido de que é constituído. Atual­mente, o melhor método de combater a malignização ou os pró­prios tumores malignos é o diagnóstico e o tratamento precoces.

Toda mulher de mais de 35 anos deve fazer exame ginecológico a cada seis meses; qualquer aumento de volume ovariano deve ser examinado. Alguns fatores entram em jogo na orientação do tra­tamento do câncer de ovário.

O tratamento varia se o tumor é maligno ou benigno, conforme a idade da paciente e se o tumor é uni ou bilateral.

Câncer de Ovário Benigno

No caso de tumores benignos unilaterais, em mulheres em pe­ríodo fértil, o tratamento de escolha é a anexotomia, ou seja, a reti­rada do ovário e trompa do lado afetado. Já no caso de tumores bi­laterais indica-se a retirada de ambos os ovários e trompas, acompanhada da retirada completa do útero, principalmente quando este apresentar lesões.

Em certos casos de tumores fun­cionantes é considerado conveniente examinar os dois ovários, pois poderão estar presentes no outro ovário pequenos tumores in­clusos no estroma ovariano (tecido de sustentação) e que não são visíveis à simples inspeção.

Quando um tumor suscita dúvidas quanto a sua benignidade, re­comenda-se uma biópsia de congelação, que consiste no exame microscópico do tecido do tumor, realizada ao mesmo tempo que se faz a intervenção cirúrgica. Esse exame poderá informar a tem­po se o tumor é ou não benigno e evitar, portanto, que o cirurgião se decida a não mutilar a paciente com a retirada total dos anexos e útero e mais tarde seja obrigado a realizar nova cirurgia para es­se fim, no caso de o tumor ser maligno.

Câncer de Ovário Maligno

Algumas vezes os cânceres mos­tram características tipicamente malignas, enquanto que em ou­tros casos se disfarçam sob o aspecto de um tumor benigno. No ca­so de o tumor apresentar-se com características malignas, aparece como massas sólidas que ocupam na pélvis o lugar do ovário, des­locando o útero.

Quando são bilaterais e de grande tamanho, ul­trapassam a pélvis, localizando-se na cavidade abdominal.

Frequentemente, observa-se a disseminação peritoneal do tu­mor, encontrando-se sobre o peritônio uma série de nódulos verru­cosos de diversos tamanhos, geralmente acompanhados de ascite (barriga-d’água).

Os tumores malignos dos ovários mais comuns são os deriva­dos do tecido epitelial. Podem ser inativos ou funcionantes. Entre os inativos encontram-se os tumores cilioepiteliais, os tumores eis-ticos epiteliais, alguns disgerminomas, os mesonefromas (inclusão no ovário de células renais) e os teratomas. Os tumores funcionan­tes malignos são os tumores das células da granulosa e os hiperne­fromas ou tumores de “restos ad-renais.

Câncer de Ovário – Metástase

Por outro lado, quando se trata de tumores malignos primitivos dos ovários, a técnica pa­drão adotada é a pan-histerectomia, ou seja, a retirada de ambos os ovários e trompas, útero e o terço superior da vagina, completa­da sempre que possível pela extirpação do grande epíploon, sede freqüente de metástases.

Quando câncer de ovário se encontra em estágio avançado, procede-se ao tratamento radioterápico complementar. Para esse trata­mento são utilizadas, ocasionalmente, drogas que bloqueiam o crescimento das células tumorais (tratamento quimioterápico) e ao mesmo tempo as sensibilizam à ação da radioterapia.

Fonte em Inglês: 1

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