Câncer na Garganta (Laringe) e Tumores Benignos – Cirurgia

Em princípio, qualquer esforço vocal prolongado provoca irritação traumática da laringe. Outros tipos de irritação, porém, são de natureza química, como o que resulta do hábito defumar e beber, ou de natureza física, como o frio, o calor e as irradiações. Cordas vocais irritadas, em geral, se inflamam, temporária ou permanentemente. Inflamações crônicas, assim como as que evoluem para cicatrização, afetam a elasticidade e a condição vibrátil normal das cordas vocais e podem levar ao aparecimento de tumores benignos ou malignos.

TUMORES BENIGNOS

 

Considera-se benigno o tumor que, pela natureza dos elementos que o formam, tem crescimento lento, é encapsulado e não invade as estruturas vizinhas. Os tumores belignos da laringe, salvo formas muito raras, agrupam-se sob a denominação comum de pólipos. São tumores de aspecto vegetante (crescem em direção à luz da laringe), desenvolvidos à custa da mucosa que reveste internamente a laringe. Ocorrem em geral ao nível das cordas vocais.

A suspeita de um rumor na laringe nasce quase sempre de sinais como diflculdade para falar (disfonia), rouquidão e tosse seca, com agravamento progressivo. A princípio, a anormalidade responde a tratamentos comuns como o de inalações e aspersão de líquidos medicamentosos na garganta, gargarejos com drogas anti-sépticas e outros recursos clínicos triviais.

Mas a laringite causada pelos pólipos acaba por se tomar rebelde a essa medicação paliativa, à medida que o tumor evolui. O exame laringoscópico revelará então a presença do pólipo, que em geral o médico pode reconhecer como benigno pela simples aparência. Em caso de dúvida, recorre-se à biópsia (extração de umfragmento da lesão, para exame de laboratório).

laringe

 

Uma vez confirmado o caráter benigno do tumor, o tratamento recomendado é o da cirurgia. A operação é muito simples e só exige anestesia locaL Com auxílio do laringoscópio, espelho ajustado a um foco de luz, o cirurgião extirpará o tumor, com uma pinça cirúrgica especial.

Nas crianças, sobretudo na primeira infância, são mais comuns os papilomas, tumores benignos semelhantes aos pólipos, mas numerosos e unidos em cachos. Seu volume, proporcionalmente bem maior que o dos pólipos, envolve o perigo de obstrução da laringe e conseqüente asfixia. Também aí o tratamento é a cirurgia, que, porém, envolve dificuldades não existentes quando se trata de operar adultos. Será necessário adotar anestesia geral e empregar o broncoscópio. Cuidadosamente, o cirurgião extirpará o papiloma, de uma vez ou em partes.

Câncer na Laringe

O mais comum dos tumores malignos da laringe é o carcinoma (tumor maligno próprio das células epiteliais). Suas causas, como todas as causas de câncer, são muito discutíveis e ainda dependem de resultados das pesquisas que se promovem em todo o mundo. Parece provável, porém, que as causas estejam relacionadas com o hábito defumar, o sexo (câncer da laringe ocorre em nove homens para cada mulher), a idade, a Ingestão constante de bebidas alcoólicas, a poluição atmosférica das grandes cidades e numerosos outros fatores.

Essas indicações, porém, são apenas estatísticas, pois a relação de causa e efeito ainda não está comprovadamente estabelecida pelas pesquisas.

Na maior parte dos casos, o tumor maligno acomete as cordas vocais, o que provoca os sintomas típicos. A forma mais frequente do crescimento tumoral é o ulcerado, característico pelo mau hálito que provoca, por causa da necrose e da infecção secundária que se instala sobre a lesão. No tumor ulcerado ocorre uma ferida resultante da destruição do revestimento epitelial da laringe e recoberta por uma crosta infectada.

O diagnóstico poderá ser confirmado por biópsia, embora os sintomas possam apoiar o diagnóstico clínico. Tumores vegetantes, por exemplo, podem projetar para dentro da laringe uma massa tumoral capaz de causar acentuada dificuldade respiratória. Por sua vez, tumores infiltrantes (os que crescem em direção ao interior da parede da laringe) poderão comprimir vasos sanguíneos e comprometer a irrigação do cérebro. Quando se profeta em direção da faringe, o tumor vegetante pode causar dificuldades de deglutição (disfagia).

Em período assim avançado, o tumor provoca dores devido ao envolvimento de terminações nervosas locais. Essas dores podem ser percebidas na região do ouvido e da faringe. por causa das conexões nervosas existentes entre os três órgãos. A partir desse estágio, se não sobrevier tratamento, o câncer pode alcançar o início do esófago, a parede lateral da faringe, a base da língua, a tireoide e a traqueia. Além disso, células cancerosas, levadas pela corrente sanguínea ou pelos vasos linfáticos, poderão alcançar órgãos distantes e dar origem a metástases, sobretudo nos pulmões e no fígado.

Tratamentos para Tumores na Laringe

A eficácia do tratamento – radioterapia, cirurgia, ou ambos. combinados – dependerá do estágio de evolução alcançado pelo tumor. O tratamento radioterápico consiste em expor o tumor a raios gama provenientes de cobalto radiativo ou rádio. Esses raios matam as células cancerosas e quase não afetam as demais, quando aplicados em doses adequadas. A cirurgia poderá envolver simplesmente a remoção do tumor, quando pequeno.

Em outros casos, porém, poderá ser necessária uma intervenção mais enérgica: remoção de corda vocal juntamente com o tumor; laringectomia parcial horizontal (que diminui o tamanho da laringe, mas não suprime a fonação); hemilaringectomia (extirpação de metade vertical da laringe, com conseqüente diminuição de seu diâmetro),, laringectomia total, em que a laringe é extirpada e o paciente passa a respirar por meio de traqueostomia permanente.

Todas essas operações poderão exigir, complementarmente, o esvaziamento dos gânglios linfáticos satélites, caso estejam retendo células cancerosas desprendidas do tumor principal.

Vários recursos modernos poderão permitir que o paciente reaprenda a falar, até mesmo com auxílio de um aparelho fonador eletrônico (que funciona ajustado ao pescoço). Ao contrário do que acontece com os tumores benignos, em que 98% dos operados conservam a fonação, os casos de tumor maligno em geral só chegam a ser diagnosticados depois de afetarem as cordas vocais, eis vezes de modo irreparável.

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