Câncer do Intestino Grosso – Sintomas, Exames e Tratamentos

Constatada a existência de tumor no intestino grosso, por meio do toque retal, recorre-se ao método que permite a visão direta do trecho lesado. Esse processo é possível graças a um aparelho chamado retossigmoidoscópio. Um jogo especial de lentes associado a uma iluminação adequada, instalados na ponta do aparelho que é introduzido no ânus, permitem a visão direta do interior do reto e do cólon sigmoide (os dois últimos segmentos do intestino grosso).

A retossigmoidoscopia apresenta indiscutíveis vantagens para a identificação dos tumores do reto e do sigmoide, sendo assim um aliado na descoberta do Câncer do Intestino Grosso. Mas, se o processo de degeneração dos tecidos está localizado mais acima, no cólon transverso, no ascendente, no descendente ou mesmo no ceco, o método mais adotado é a radiologia. A radiografia do cólon, feita após introdução de uma substância de contraste por via anal (enema radiopaco), permite visualizar os diferentes trechos do intestino grosso aos raios X.

Diferenças e Sintomas no Câncer no Intestino

 

Cancer-de-Intestino-grosso.jpg
Os exames para identificar um tumor maligno do cólon são de grande importância para distingui-lo de outras doenças intestinais, cujos sintomas podem’ originar confusão. Por vezes, as alterações observadas na radiografia contrastada são interpretadas como câncer, tratando-se, na verdade, de espasmo do cólon. Se for este o caso, poderá ser bem controlado com a administração de medicamentos. A radiografia e outros recursos diagnósticos permitem fazer a diferenciação. No entanto, não basta obter as radiogramas: é preciso também interpretá-las corretamente.

Os exames específicos em geral permitem distinguir o câncer do cólon de diversas outras doenças do intestino grosso. Quando existem divertículos, que são pequenas dilatações formadas no interior da parede intestinal, os sintomas podem, à primeira vista, lembrar os de um tumor maligno. Mas, ao relatá-los, o paciente menciona a longa duração do processo, que não é característica do câncer.

Diarreia, eliminação de muco e sangue e sinais de oclusão parcial do intestino podem desenvolver-se por tempo maior, quando ocorre a inflamação dos divertículos. Em geral, não é seguro basear-se apenas no quadro clínico; o exame radiológico ajuda a fazer o diagnóstico exato. Em alguns casos, a diferenciação é difícil, mesmo com a utilização de todos os recursos.

 

Evolução do Câncer do Intestino Grosso

Desde o começo do século XIX, diferentes técnicas operatórias têm sido testadas para a correção cirúrgica do cólon afetado por um tumor maligno. Com a descoberta das sulfas inabsorviveis e, em seguida, dos antibióticos, conseguiu-se resolver um dos grandes problemas da cirurgia do cólon. A esterilização do conteúdo intestinal afastou o grande risco representado pela infecção intra-operatória. O progresso das técnicas e recursos de anestesia e esterilização permitiu uma grande melhoria de perspectivas para as vítimas de câncer do Intestino grosso.

Ainda no início deste século, a mortalidade operatória dos casos de câncer do cólon era de cerca de 43%. Atualmente, a mortalidade não ultrapassa 2 a 5%, desde que não haja complicações. Mas, para que a intervenção seja bem-sucedida, é essencial o preparo pré-operatório.

O principal objetivo é melhorar o estado geral do paciente e preparar cuidadosamente o intestino para a intervenção. Na maioria dos casos, o doente se apresenta anêmico e enfraquecido. Para compensar, podem ser feitas transfusões de sangue e adota-se uma dieta rica em proteínas e vitaminas.

O cólon é mantido vazio, pelo uso de laxantes suaves e lavagens intestinais. Sulfas e antibióticos, nos dias que precedem a Intervenção, encarregam-se de inibir a atividade bacteriana e afastar os riscos de infecção. A técnica operatória adotada varia conforme a localização do tumor e o grau de difusão do mesmo.

Leia também: 11 Tipos de Câncer mais Comuns entre Homens e Mulheres

Leia Também: