Câncer no Pulmão – Sintomas, Causas e Tratamentos – Cura e Tempo

Cerca de vinte vezes mais frequente nos fumantes inveterados, o câncer no pulmão só pode ser curado quando se estabelece um diagnóstico precoce. Os pesquisadores que concluíram que o tabaco é um dos principais causadores de câncer do pulmão descobriram também que a incidência é maior entre os fumantes inveterados. Mas entre o início do hábito defumar e o aparecimento do câncer do pulmão há um período de latência de cerca de 20 anos.

Mas o fumo não é o único responsável pelo câncer do pulmão. Verificou-se também que a incidência é superior entre habitantes de metrópoles. O escapamento de automóveis, combustão de óleos, gases, fuligem e outras emanações de origem industrial determinam a poluição do ar urbano. E esse ar poluído é, muito provavelmente, um agente cancerígeno.

Devido à própria atividade profissional, algumas pessoas estão mais sujeitas às doenças do pulmão, entre elas o  câncer no pulmão. É o caso dos que se expõem durante muito tempo a determinados agentes químicos. O câncer pulmonar é muito comum, por exemplo, entre trabalhadores de minas, onde chega a originar até 70010 das mortes. Isso foi atribuído à sílica, cobalto, arsênio e principalmente a substâncias radiativas contidas na poeira dessas minas.

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SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

O câncer pulmonar pode surgir e desenvolver-se quietamente, sem nenhum sintoma que o denuncie, por longo tempo. A época de aparecimento dos primeiros sinais varia conforme a localização do tumor. Nos tumores do hilo
pulmonar, os sintomas surgem mais cedo, pois a entrada do brônquio é diretamente afetada, interferindo nas trocas respiratórias. Quando o câncer está localizado no ápice do pulmão, os sintomas são típicos, manifestando-se sempre do lado do pulmão atacado.

A tosse persistente, que o doente não consegue aliviar com sedativos comuns, episódios de bronquite, febre não muito alta e expectoração abundante são sintomas frequentes, À medida que o processo evolui, surgem dores de localização variada, sinal do envolvimento da pleura ou dos troncos nervosos que inervam os membros superiores.

Juntamente com a dor, a respiração fica irregular e difícil. Pequenas hemorragias internas revelam-se no catarro, que aparece com estrias de sangue. Se forem atingidos vasos de maior calibre, pode haver hemoptises (eliminação do sangue em grande quantidade, pela expectoração). Conforme o vaso sanguíneo atingido, varia a intensidade da hemoptise, mas este é sempre um sinal de grande importância para o diagnóstico.

Cansaço e lábios e dedos azulados…

Com o passar do tempo, o doente sente-se cada vez mais cansado, é incapaz de desempenhar as atividades normais, torna-se anêmico, emagrece. É frequente que os lábios e os dedos fiquem azulados, em decorrência da escassa oxigenação do sangue; às vezes ocorre também o engrossamento das extremidades dos dedos. Em fase mais avançada, pode evidenciar-se o aumento de gânglios linfáticos nas axilas e nas regiões laterais do pescoço, que ficam duros e indolores.

Isoladamente, os sintomas descritos podem não ser característicos apenas do câncer, mas de muitas outras doenças pulmonares. Só exames laboratoriais complementares podem revelar a existência deformação de tecido tumoral.

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Diagnóstico: Exames

Mesmo que não haja sinal de perturbações pulmonares, o exame radiológico periódico permite identificar e prevenir a evolução do processo do câncer no pulmão.

A radiografia em si já diz muito, mas não permite distinguir, por vezes, uma lesão tumoral de outro tipo de afecção. Os exames de laboratório são mais determinantes. A análise do material expectorado, ou do líquido pleural, identifica a presença de células de formação neoplásica.

A biópsia (isto é, a retirada de tecido pulmonar por via bronquial para exame ao microscópio) é um dos recursos mais efetivos. Se isso não for possível, recorre-se à abertura do tórax para identificar a natureza da afecção.

Leia também: Câncer do Endométrio e Câncer no Intestino.

Tem Cura?

Sim! Precisa ter acompanhamento médico. Quanto mais cedo diagnosticado o  câncer no pulmão, melhor. Não se deve perder a fé!

Os tipos de Câncer

Cerca de 5% dos casos de  câncer no pulmão são benignos. E 95% são de natureza maligna, ou seja, a formação tumoral substitui inteiramente o tecido original. O câncer do pulmão mais frequente forma-se no epitélio que reveste os brônquios e por isso é denominado carcinoma broncogênico.

Na maior parte dos casos, o câncer localiza-se no hilo pulmonar (câncer hilar) ou junto ao hilo (para-hilar). Nas fases iniciais de desenvolvimento do tumor, são evidentes zonas restritas de crescimento da formação neoplásica (cancerosa). À medida que o processo avança, o pulmão é tomado pelo tecido tumoral, seja qual for o ponto de origem. O pulmão torna-se uma massa compacta, duríssima, de cor branco-acinzetada e contorno indistinto.

Freqüentemente, as células tumorais penetram na corrente sanguínea e linfática; por esse caminho são levadas a outros setores do organismo. E aí se instalam e proliferam. Formam-se então ninhos de células, que originam outras manifestações tumorais, as metástases, que são os tumores secundários. Essas manifestações secundárias, decorrentes de migração de células cancerosas, podem instalar-se em qualquer outro ponto do organismo.

A maioria dos tumores secundários não tem interesse cirúrgico. Sua presença indica que o câncer primário está instalado em outro ponta, que precisa ser localizado. Para a cirurgia são importantes as metástases que ocorrem nos gânglios linfáticos, nos hilos pulmonares (sulcos por onde penetram os brônquios), no mediastino (espaço entre os pulmões) e no pescoço.

Outros pontos em que as metástases aparecem freqüentemente são a pleura, o figado, os rins, o cérebro, os ossos e a hipófise. A análise do tipo de células que formam um tumor pode identificar se ele é primitivo ou se as células pro vêm de outro tumor, isto é, se se trata de uma metástase.

Leia também: 11 Tipos de Câncer mais Comuns entre Homens e Mulheres

Tratamento do Câncer no Pulmão

Quando o médico constata a necessidade de cirurgia, várias são as soluções que podem ser adotadas, conforme a localização do tumor. Se o pulmão está inteiramente atacado, o recurso é sua extirpação total, a pneumectomia. Mas se o tumor está bem localizado, circunscrito a apenas um dos lobos pulmonares, a lobectomia (extirpação do lobo atingido) será aconselhável.

Os aperfeiçoamentos da cirurgia do  câncer no pulmão permitem hoje em dia que se obtenham resultados satisfatórios, a longo prazo, desde que a operação seja favorecida pela precocidade do diagnóstico. Quanto mais cedo for frita a intervenção, maiores serão as probabilidades de cura.

 



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