Tumor e Câncer nos Rins – Tumor de Wilms – Dúvidas e Tratamentos

A exemplo do estômago,figado e pâncreas, o rim pode ser afetado por tumores de diferentes tipos. Entre eles, os tumores malignos são responsáveis por um número relativamente grande de mortes. Os benignos são geralmente pequenos e bem delimitados. Seu aparecimento não costuma provocar alterações importantes nos rins epor isso não têm grande importância clínica.

Setenta e cinco por cento dos tumores malignos dos rins são os chamados hipernefromas. Esses tumores ocorrem geralmente em pessoas entre os cinqüenta e setenta anos de idade e podem-se formar em qualquer parte do rim, mas comumente se localizam numa das extremidades do órgão.

Formam uma massa esférica de tamanho variável que muitas vezes destrói o rim. Sua presença é eventualmente assinalada pelo aparecimento de sangue na urina (hematúria), dor na regido lombar e, quando o tumor é bastante volumoso, por um abaulamento de toda a regido abdominal. A hematúria é um sinal importante, presente em quase todos os casos.

Como todos os cânceres, o hipernefroma quase sempre tende a produzir metástases que afetam geralmente os pulmões, ossos, fígado, supra-renais e cérebro.

rins

Tumor de Wilms

Muito incomum em adultos, o chamado tumor de Wilms constitui o segundo tumor mais freqüente em crianças menores de dez anos. São encontrados particularmente em crianças abaixo de dois anos de idade. São tumores esféricos, volumosos, chegando a pesar 15 quilos. Tendem a romper a cápsula fibrosa do rim e atingir os tecidos vizinhos, inclusive o intestino. Como os hipernefromas, podem provocar o aparecimento de sangue na urina, bem como dor, geralmente localizada no abdome.

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Prevenção e Tratamento de Tumor / Câncer nos Rins

Como em todos os tipos de câncer, o sucesso do tratamento depende principalmente da precocidade com que é diagnosticado o tumor.

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O diagnóstico, na maioria dos casos, só pode ser feito com auxílio de radiografias. O tipo mais comum de exame é a urografia excretora. Nesse processo são feitas três ou mais chapas de raios X, após a injeção de uma substância de contraste numa veia do paciente. O contraste, opaco aos raios X, é levado pelo sangue até os rins em poucos minutos. A radiografia permite visualizar os vasos sanguíneos no interior do rim, os cálices e a pelve renais, os ureteres e a bexiga.

Há, no entanto, outro tipo de exame radiográfico, mais especializado, que recebeu o nome de pielografia ascendente. O processo consiste inicialmente numa injeção de substância contrastante no interior do ureter, por intermédio de uma sonda especial que é introduzida pela uretra do paciente (canal que liga a bexiga com o exterior). Dos ureteres o contraste é forçado a subir até os rins por pressão.

O tratamento, quando possível, é cirúrgico. O rim afetado é totalmente retirado, juntamente com os tecidos vizinhos; esse processo de ablação tem o nome de nefrectomia radical. O tratamento cirúrgico deve ser complementado pela irradiação profunda da região com substâncias como o cobalto radiativo. É interessante notar que o tipo de radiação empregado para o tratamento do câncer é basicamente o mesmo dos raios X. A diferença está apenas na intensidade do fluxo das radiações. As da bomba de cobalto têm uma intensidade muito maior que as dos raios X.

Modernas drogas antitumorais também têm sido empregadas com sucesso. São os citostáticos, substâncias com a capacidade de inibir quase por completo o crescimento celular. Desse modo, inibem o desenvolvimento do tumor.

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