Causas da Diabetes mellitus – Alimentação, Obesidade ou Herança?

Causas da Diabetes mellitus

O mecanismo pelo qual o diabete se instala no organismo contínua desconhecido. Tanto é que, tecnicamente, não se fala em moléstia, mas em ‘síndrome diabética’, e sob tal denominação agrupa-se um complexo de sintomas. Porém, existem algumas possíveis causas da Diabetes mellitus. Entenda mais sobre o assunto nesse artigo completo.

Sintomas da Diabetes mellitus

Os mais evidentes são sede intensa e aumento de apetite, o que não impede que o doente emagreça; a eliminação de urina também cresce consideravelmente.

Cansaço e dificuldade para concentrar-se no trabalho são outros sinais que, reunidos aos primeiros,fazem pensar em diabete. O controle da moléstia – que se desenvolve lentamente – é feito através de dieta e injeções de insulina (hormônio que normalmente se produz no pâncreas). As injeções regulam o nível do hormônio, compensando a secreção deficiente, enquanto a dieta visa a diminuir a ingestão de glicídios.

Veja algumas possíveis causas da Diabetes mellitus:

Causas da Diabetes mellitus

Embora a origem e o mecanismo do diabete ainda não estejam definitivamente esclarecidos, vários fatores que intervêm em seu aparecimento já podem ser apontados com segurança como causas da Diabetes mellitus. São eles: herança, lesões pancreáticas diretas, choques, obesidade, sexo e idade.

Fala-se em herança quando pais diabéticos geram filhos diabéticos. Essa causas da Diabetes mellitus é a transmissão direta ou dominante. A herança pode ser transmitida também deforma indireta ou recessiva. Estão neste caso os pais diabéticos cujos filhos, embora não sendo diabéticos, são portadores de uma tendência, e capazes de transmitir a moléstia à terceira geração (atavismo). Lesões pancreáticas, como fator determinante, são pouco encontradas.

Contudo, podem ocorrer como causa da Diabetes mellitus em conseqüência de infecções das vias biliares, pancreatites agudas, traumatismos, cistos, tumores que venham a destruir o tecido produtor de insulina. Observou-se ainda que o diabete atinge mais os brancos do que os negros e amarelos.

A obesidade, por sua vez, acompanha 40% dos casos. Raramente atinge crianças, embora possa ocorrer nos primeiros meses de vida. E é mais freqüente na mulher do que no homem, numa faixa de idade que vai dos 40 aos 60 anos.

Antes dos 40 incide igualmente em ambos os sexos. E mais: ocorre com freqüência nos países onde a alimentação é pobre em hidratos de carbono e rica em gorduras.

INSULINA E HORMÔNIOS

O diabete sacarino ou diabete melito classifica-se como enfermidade crônica do metabolismo, caracterizada pelo baixo aproveitamento da glicose, por aumento da taxa de açúcar no sangue (hiperglicemia) e pela passagem desse excesso de glicose para a urina, que são decorrentes da diminuição ou parada na produção de insulina.

Existem casos em que a insulina é produzida normalmente – e até em quantidade superior à normal -, mas sua ação não se realiza em virtude de falha inicial no lobo anterior da hipófise, no córtex supra-renal ou na tireoide.

Em conseqüência, instala-se uma forma de diabete denominada normoglicêmica. A secreção anormal desses hormônios pode provocar também a paralisação da atividade das células que secretam a insulina (ilhotas de Langerhans), fato ocasionado, igualmente, por lesões do pâncreas motivadas por pancadas fortes no abdome, câncer pancreático e moléstias infecciosas como o tifo ou a escarlatina.

As lesões provocadas pelo diabete podem ser classificadas como: hialinização, desgranulação, fibrose, degeneração, infiltração celular e esclerose vascular. Algumas complicações, como nevralgias facial ou do trigêmeo, tuberculose, alguns distúrbios ópticos e cicatrização lenta de feridas, podem surgir eventualmente.

 

METABOLISMO DOS AÇÚCARES

Parte da glicose assimilada pelo intestino delgado transforma-se, no fígado e nos músculos, em glicogênio. Este fica armazenado nas células hepáticas, constituindo o principal reservatório orgânico de glicose. O processo pelo qual o glicogênio se transforma em glicose denomina-se glicogenólise, e realiza-se na medida das necessidades orgânicas.

Constitui o principal mecanismo pelo qual a glicemia normal é mantida, ainda que em jejum temporário. Além de obter glicose por absorção intestinal e por glicogenólise, o organismo também o faz por meio de metabolismo das proteínas e gorduras.

É a gliconeogênese, que se processa especialmente no fígado. Todos os compostos derivados da glicólise, os aminoácidos glicogênicos e o glicerol podem ser convertidos em glicose que, desintegrando-se nos tecidos, constitui a fonte essencial de energia, a qual mantém ativos todos os processos vitais.

A insulina tem a função de transformar os açúcares e regular a proporção em que a glicose é absorvida pelas células. Havendo interrupção ou deficiência na produção de insulina, o organismo não assimila satisfatoriamente os açúcares.

Estes passam à circulação sanguínea, elevando o nível de glicemia. Atingindo o dobro da taxa normal, que é de 1 grama de açúcar para cada litro de sangue, os rins já não conseguem reter o açúcar, e este passa para a urina (glicosúria). Em conseqüência dessa sobrecarga de açúcares, o volume de urina aumenta (poliúria).

Agora que você sabe as causas da Diabetes mellitus, entenda mais sobre a insulina.

 

Insulina e a Diabetes mellitus

A insulina é formada por uma molécula de proteína, cuja estrutura química é perfeitamente conhecida. Seu efeito, no entanto, só é mantido enquanto a molécula de proteína não sofre qualquer modificação. Por essa razão, não se administra insulina por via oral, pois os sucos digestivos agiriam sobre sua estrutura, alterando-a.

A quantidade de insulina produzida no pâncreas é regulada por seu próprio nível no sangue, pela concentração de açúcares e pelo consumo que dela se faz no fígado e em outros órgãos. Dessa maneira mantém-se a homeostase: quanto mais rapidamente a insulina for destruído, maior será a produção.

A retirada do pâncreas ocasiona o esgotamento ou, pelo menos, a diminuição de glicogênio nos músculos e no fígado; a gliconeogênese aumenta e a queima de glicose diminui. For outro lado, aumenta a produção de glicose a partir de proteínas e gorduras que são decompostas.

Injetando-se insulina, o processo se inverte: a glicose é queimada, transformando-se em energia, e o estoque de glicogênio no fígado e nos músculos aumenta. Em algumas células, a insulina age, inicialmente, alterando-lhes a membrana, operação que permite uma passagem mais rápida da glicose através dela.

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imagem: MD.Saúde



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