Caxumba – Causas, Sintomas, Quanto Tempo Dura e Prevenção

A caxumba é uma doença contagiosa causada por um vírus que passa de uma pessoa para outra através da saliva, secreções nasais e contato pessoal próximo. Atinge mais comumente crianças. Para saber mais sobre a caxumba, acompanhe o nosso post!

 

caxumba

O que Causa a Caxumba?

Como quase todas as doenças da infância, a caxumba é cau­sada por um vírus que penetra no organismo pelas vias respirató­rias, onde se aloja. Depois permanece incubado, em secreta prolife­ração, por cerca de três semanas, e então cai na corrente sanguínea e se distribui por todo o organismo.

Difundido pela circulação do sangue, afeta várias partes do organismo, com nítida preferên­cia pelas parótidas, que são as maiores glândulas salivares. For isso o nome da doença é parotidite epidêmica.

O vírus causador da caxumba é habitante permanente das gran­des cidades. Quando entra em ação, determina o aparecimento de pequenas epidemias nos locais em que há maior concentração de crianças. Em escolas, parques infantis, clubes, quando uma criança aparece com caxumba, não demora muito para que as de­mais apresentem os sintomas da doença.

Com a entrada do vírus, desencadeia-se logo no organismo uma reação defensiva. O primeiro contato com o vírus determina a for­mação de anticorpos. For isso eles são em geral produzidos na infância. Quando aparece a parotidite. E a proteção que oferecem é quase sempre definitiva.

Os anticorpos não saem mais do orga­nismo e a proteção está assegurada para o resto da vida. No en­tanto, pode acontecer uma reinfecção, se os anticorpos não forem produzidos em número suficiente para garantir imunidade defini­tiva. E a nova manifestação pode evidenciar-se inclusive na mesma parótida que foi afetada da primeira vez.

Portanto, não é verdadeira a crença de que a doença se repete porque “da outra vez só foi atingido um lado.

Sintomas da Caxumba

As primeiras manifestações que surgem após as três semanas de incubação ainda não servem para identificar a ca­xumba. São iguais às de qualquer outra doença infecciosa: mal-estar, dor de cabeça, falta de apetite, ligeira febre e dores muscula­res e articulares difusas.

Depois de um ou dois dias, a criança sente como que uma dis­tensão sob o lóbulo da orelha. É o começo do inchaço da parótida. Mais um ou dois dias, e a inflamação fica bem evidente. Atrás da mandíbula, aparece uma massa rígida, com consistência de borra­cha e contornos mal definidos.

A pele da região fica esticada e brilhante, o lóbulo da orelha é empurrado para cima e para fora, desaparece o sulco que contorna o ângulo da mandíbula.

A parótida fica dolorida; é difícil abrir a boca e isso se junta à falta de apetite para que a criança rejeite ainda mais os alimentos. Para mastigar e deglutir ela sente dores fortes e mesmo falar ou movimentar a cabeça torna-se difícil.

Quanto Tempo Dura?

Depois da manifestação aparente, não resta muito tempo para a doença chegar ao fim. Após uma ou duas semanas, o inchaço da parótida vai diminuindo gradualmente. As condições gerais da criança são boas e o difícil é mantê-la em repouso ainda. Depois o inchaço some e tudo volta ao normal.

Complicações

Quando os órgãos atingidos pelo vírus são afetados mais profundamente, podem surgir complicações. Mas é raro, e quando sucede é geralmente em adultos. A complicação mais temida é a orquite (inflamação dos testícu­los).

Em geral, a inflamação dos testículos começa quando o in­chaço da parótida já está regredindo. Eventualmente, pode ocorrer mesmo sem a evidência de parotidite. O testículo fica inchado, do­lorido, quente e aumenta de volume. A febre se eleva e o doente sente-se piorar.

Ao fim de aproximadamente uma semana, os sin­tomas desaparecem. Em metade dos pacientes, a cura é integral. Mas a reação inflamatória se processa em focos e em geral poupa ao menos uma parte dos testículos e não determina atrofia comple­ta, mantendo-se a fertilidade do doente.

A inflamação dos ovários (ooforite), que pode aparecer na mu­lher adulta, é mais rara ainda que a orquite, e não parece ser causa de esterilidade.

O pâncreas pode ser afetado, causando uma pancreatite que, em geral, se cura espontaneamente em poucos dias. Outros órgãos, como o coração, os rins e a glândula tireoide também podem ser atingidos, o que origina miocardite, nefrite ou tireoidite; no entan­to, isso é excepcional.

O sistema nervoso central é frequentemente atingido pelo vírus da caxumba. A dor de cabeça que surge nos primeiros dias às ve­zes pode constituir um sintoma de que ele foi afetado. Mas é rarís­simo que chegue a causar uma complicação mais séria, como me­ningite ou encefalite. E mesmo essas doenças podem ser totalmente curadas, sem deixar marcas.

Tratamento e Prevenção

Repouso

A caxumba é uma enfermidade benigna que evolui e se cura espontaneamente. Por esse motivo, não existe tratamento específico para ela. Ao se observarem os sintomas de caxumba, é importante cuidar do isolamento, para limitar a difu­são da doença. Por mais difícil que seja obrigar uma criança a fi­car repousando no leito, essa medida é fundamental durante todo o transcurso da moléstia.

Higiene

A higiene cuidadosa da boca é eficaz no sentido de evitar a inva­são de bactérias, que poderiam provocar uma infecção secundária. Como a criança sente muitas dores ao mastigar e engolir, a alimen­tação deve ser líquida ou pastosa. Além desses cuidados, os sintomas da doença podem ser alivia­dos, para dar maior bem-estar à criança.

Analgésicos

Se a febre é muito alta, podem ser usados antitérmicos e para combater a dor utilizam-se analgésicos. Alivia-se a dor no local inflamado, aplicando-se com­pressas quentes.

Antibióticos

Os antibióticos não têm nenhum valor no trata­mento da caxumba, pois os vírus resistem à ação deles. Só terão eficácia no caso de manifestar-se uma infecção secundária, produ­zida por bactérias.

Concentração de Anticorpos

Em casos de crianças debilitadas, de adultos com complicações da caxumba, ou ainda em gestantes que entram em contato com doentes, pode ser adotada uma medida especial: administração de gamaglobulina, com elevada concentração de anticorpos.

Nessas circunstâncias especiais a medida permite atenuar a doença e evi­tar complicações. Mas não oferece imunidade definitiva, que só pode resultar dos anticorpos produzidos naturalmente pelo orga­nismo ou pela aplicação de vacina específica.

Fonte em inglês: 1



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