Células Cancerosas – O Que São, Características e Como se Formam

Células vorazes, que se multiplicam em alta velocidade, dão origem aos tumores cancerosos. Porque são assim, ainda é mistério.

O QUE SÃO CÉLULAS CANCEROSAS

Câncer ou tumor maligno é o nome que recebe o conjunto de células cujo crescimento, descoordenado e exagerado, excede patologicamente o das células normais.

É um desenvolvimento ativo, autônomo, invasivo e progressivo, capaz de se propagar a distância (metástases) e – até o momento – irreversível, a não ser quando diagnosticado precocemente. A célula cancerosa representa a unidade do tumor.

Não se conhecem ainda os mecanismos que convertem uma célula normal em tumoral, embora se saiba que ela apresenta alterações que causam a multiplicação exagerada. Sabe-se também que não está sujeita aos mecanismos normais de controle do crescimento.

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As vezes, as células alteradas apresentam modificações tão pequenas que se assemelham bastante às normais; em outras ocasiões, assumem características tão diferentes que perdem qualquer semelhança com o tecido de origem.

Chama-se diferenciação o grau de semelhança morfológico das células cancerosas com as normais: quanto maior a semelhança, mais a célula tumoral será diferenciada. Caso contrário, diz-se que há indiferenciação ou desdiferenciação.

E, entre os dois tipos extremos, existe ampla variedade de aspectos. Os tumores malignos, em geral, têm células pouco diferenciadas e estrutura atípica, diferente da do tecido de origem. O núcleo, geralmente volumoso, tem forma variada e é hiper corado por causa do acúmulo de cromatina.

O número de divisões celulares é elevado, o que explica o desenvolvimento acelerado dos cânceres, embora essa multiplicação apareça freqüentemente condicionada a períodos: daí as fases de quiescência e as de recrudescimento. Não há diferença substancial entre a estrutura do citoplasma das células normais e a do citoplasma das malignas.

TRANSFORMAÇÕES

São inúmeras as alterações funcionais nas células cancerosas. Seu metabolismo apresenta aspectos particulares: o conteúdo de ADN (ácido desoxirribonucleico) e ARN (ácido ribonucleico) encontra-se aumentado; existe também uma alteração no padrão enzimático tissular, embora não existam enzimas especificas que as caracterizem.

Não há diferença significativa no consumo de oxigênio, no quociente respiratório ou no teor de glicogênio entre as células cancerosas e as normais. Outras particularidades perceptíveis nas células tumorais são as de apresentarem maior conteúdo aquoso, conteúdo maior de potássio e menor de cálcio, e ausência de vitamina A.

As células tumorais têm secreção diminuída, motilidade – que lhes permite invadir os tecidos vizinhos – e capacidade de fagocitose (englobam e digerem diferentes estruturas ou substâncias). Outra característica é a metástase, isto é, o crescimento a distância.

Através das correntes sanguínea ou linfática, as células cancerosas são levadas a outros pontos do organismo, onde se Instalam e atacam os tecidos vizinhos.

Há casos de tumores descobertos pela localização de células metastáticas em outros órgãos (como, por exemplo, o encontro, no pulmão, de células cancerosas provenientes de tumor no ovário).

Além disso, as células cancerosas têm a capacidade de absorver alimentos em quantidades desproporcionais. É essa característica parasitária que causa a rápida  e progressiva perda de peso que leva o paciente à caquexia (estado de desnutrição profunda) e à morte.

O mecanismo da inanição progressiva não está totalmente esclarecido. O câncer altera o metabolismo das proteínas para se apropriar dos aminoácidos disponíveis, mas isso, de per si, não explica a desnutrição. Parece que a ulceração e a hemorragia de certos tumores também contribuem para diminuir as reservas do organismo.

Além disso, substâncias tóxicas elaboradas pelas células cancerosas seriam absorvidas pelo organismo, causando anemia e outras alterações, que levariam ao enfraquecimento corpóreo.

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CRESCIMENTO E MULTIPLICAÇÃO

Quanto maior a diferenciação da célula tumoral, menor a velocidade de crescimento do tumor, e vice-versa. Como nos tumores malignos o número de divisões celulares é muito maior do que nos tecidos normais, e como ocorrem muitas variações nessas divisões, as células tumorais perdem suas características morfológicas e seu padrão normal de reprodução.

De uma célula cancerosa resultam até mais de três ou quatro células-filhas de forma bizarra, morfologia atípica e também com características tumorais. Os tumores malignos caracterizam-se por crescimento erosivo e infiltrativo. Estendem-se pelos locais em que encontram menor resistência, destruindo os tecidos normais.

As cartilagens e os tecidos fibrosos são extraordinariamente resistentes à penetração maligna, ao passo que a medula óssea, por exemplo, é relativamente vulnerável à invasão.

O crescimento do tumor maligno é repentino e acelerado, e se faz pelo acúmulo de células. Isso é possível porque as células tumorais parecem capazes de sintetizar proteínas mais rapidamente do que as normais. Os tumores benignos, ao contrário, crescem lentamente e podem permanecer anos sem qualquer manifestação.

Além disso – ao contrário dos cânceres – são recobertos por uma cápsula, o que facilita sua extirpação por meio de cirurgia.

METÁSTASES. A MORTE DISSEMINADA

Nem todos os tumores malignos apresentam repercussões a distância: aqueles que possuem maior capacidade invasora podem não apresentá-la, ao contrário do que ocorre com os de pequeno poder invasivo, numa lamentável espécie de compensação.

Células cancerosas isoladas ou fragmentos de tumor podem agredir outros órgãos, disseminando-se pelos vasos sanguíneos, pelo sistema linfático ou por simples contato com estruturas adjacentes.

A fim de que ataquem os órgãos para os quais se transportaram, é necessário que as células cancerosas encontrem, neles, condições propícias: suscetibilidade ao desenvolvimento tumoral e adequado suprimento sanguíneo.

Do contrário, não se desenvolvem, degeneram e se extinguem, já que, apesar de tumorais, estão sujeitas aos mesmos fenômenos degenerativos das células normais. Enquanto isso, permanecem pouco conhecidas as alterações moleculares capazes de transformar células normais em células cancerosas.

Mas as pesquisas científicas têm levado a uma catalogação de substâncias químicas capazes de causar o câncer e que vão desde as radiações atômicas até o vício do fumo e os hormônios.

Fontes:

1, 2

Imagens: 

familiarego.com.br   aimdigital.com.ar



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