Cirrose Hepática – Sintomas: Pele e Olhos Amarelados

Apesar de os vários tipos de cirrose apresentarem sintomas e sinais próprios, todas as cirroses em fase adiantada têm um mesmo quadro clínico característico. Isso porque todas as formas graves determinam no fígado o mesmo tipo de alterações anatômicas: destruição e regeneração celular defeituosa (fibrose), que levam a distúrbios funcionais semelhantes. O aparecimento de determinado sintoma e a intensidade das manifestações clínicas variam conforme a extensão das lesões anatômicas do fígado.

Sintomas da Cirrose Hepática

Quando grave, a cirrose hepática pode acarretar a formação de “barriga d’água “(ascite), que consiste no acúmulo de grandes quantidades de líquido na cavidade abdominal. Em casos mais sérios, como acontece com os alcoólatras e com os desnutridos crônicos, a ascite pode atingir vários litros de líquido.

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O fenômeno é explicado pela compressão das velas porta e mesentérica anterior pelo processo de fibrose hepática; disso decorre o aumento da pressão no interior das veias e, conseqüentemente, da transudação dos líquidos nelas contidos para a cavidade peritoneal. Além disso, também contribui para o processo a diminuição da produção de proteínas plasmáticas (albumina e globulina) pelo fígado doente.

A falta dessas proteínas deixa o sangue mais fluido e favorece a saída de sua parte líquida do Interior das veias. A principal conseqüência da ascite são os inchaços dos membros inferiores, devidos à compressão das veias abdominais; disso decorre elevação do diafragma e compressão pulmonar, que causam dificuldades respiratórias.

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Quando o fígado está lesado, alguns processos metabólicos dos hormônios (principalmente os masculinos e femininos) não são executados adequadamente. No homem, o acúmulo de hormônios femininos no sangue pode levar à atrofia dos testículos e à diminuição dos pelos do corpo (especialmente os axilares).

Também pode ocorrer aumento das glândulas mamárias (ginecomastia), diminuição do desejo sexual e da potência, infertilidade e dilatação dos vasos sanguíneos periféricos. A dilatação dos vasos sanguíneos aparece na pele como formações estreladas que lembram pequenas aranhas (telangiectasias).

Pele e olhos amarelados

A bilirrubina, um dos pigmentos da bile, é normalmente transformada pelo fígado e excretada por meio de complexo processo metabólico. Na cirrose, esse pigmento fica retido no sangue e determina coloração amarelada da pele e da parte branca do olho (icterícia). Quando os tecidos hepáticos atingem um grau muito intenso de degeneração, pode instalar-se o coma hepático, a mais grave complicação da cirrose.

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Clinicamente, o coma hepático pode determinar o aparecimento de diversos sintomas, representando deficiências das várias funções do órgão: hemorragias, icterícia acentuada.febre alta, tremores das mãos e dos dedos e alterações das funções nervosas, que podem, por exemplo, levar à confusão mental. Essas modificações decorrem da enorme diminuição da capacidade desintoxicante do fígado. O coma pode evoluir para um estado de prostração intensa, inconsciência e, finalmente, morte. O coma hepático, porém, nem sempre é tratada muitas vezes, com medidas terapêuticas adequadas, o coma regride e o paciente sobrevive.

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