Conceito de Doença, o que é? Explicações e Resumos

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Do ponto de vista clínico, doença é qualquer irregularidade nas funções orgânicas. Por causar sofrimento e, eventualmente, a morte, ela é considerada um mal. E a medicina busca meios para combatê-la.

CONCEITO DE DOENÇA

A doutrina religiosa persa de Zoroastro considerava o universo como o campo de batalha em que se digladiavam o princípio do bem e da luz (Aúra-masda) e o princípio do mal e das trevas (Arimã). Esse tipo de maniqueísmo reaparece, de certo modo, na própria religião cristã (oposição Deus/Diabo).

Bem e Mal, conceitos fundamentais do pensamento religioso e da ética tradicional, marcam inclusive – às vezes deforma velada – muitas concepções científicas. É o que tem ocorrido na medicina.

De fato, toda a medicina se apóia no conceito – de natureza filosófica – de que a doença é um mal e a saúde um bem, o médico aparecendo como o agente habilitado desse bem. Daí o prestígio semi-reverente do profissão, muitas vezes qualificada de sacerdócio”.

Todavia, a ideia de que a saúde seja um bem e a doença um mal (enquanto privação ou negação daquele bem) tem sido, em muitos casos, rediscutida.

A rigor, desde que seja afastada a noção religiosa ou filosófica de uma finalidade universal, a doença deixa de aparecer como um mal, tornando-se mais propriamente um incidente decorrente do processo natural, de caráter flsico-químico, que caracteriza a evolução do planeta.

Desde que os indivíduos sejam vistos como meras manifestações transitórias da vida, e desde que se veja a vida apenas como “um equilíbrio químico que ocorre na superfície da Terra” (como a definiu Ingenieros), a noção de doença adquire outra conotação.

Sem dúvida, quando vírus se instalam num organismo e o desorganizam e até aniquilam, desencadeia-se um drama existencial, que atinge a vítima e os que partilham seu sofrimento.

Mas, do ponto de vista do conjunto da natureza, a ocorrência se insere num processo natural global feito de vidas e mortes – como já ressaltara o filósofo grego iferáclito.

De qualquer modo, porém, do ponto de vista do indivíduo humano, a doença está associada a sofrimento e perda, constituindo-se num “mal”. A tal ponto que “doença” e “mal” são palavras usadas como sinônimas (“mal de Chagas“, por exemplo).

DOENÇA E DISFUNÇÃO

Seria fácil compreender o significada de doença, com base objetiva, se se conhecesse o objetivo da própria vida. Nesse caso, a doença seria uma disfunção qualquer. Isto é, uma alteração de funcionamento que, por qualquer causa, impedisse ou dificultasse o desempenho de determinada função por um órgão ou um conjunto de órgãos.

Aparentemente, doença é sempre entendida assim. Quase todos os órgãos e os dispositivos que os constituem apresentam hoje funções bem conhecidas.

E é justamente quando esses padrões de desempenho deixam de ser alcançados que se caracteriza uma anomalia – que recebe o nome de doença.

O NORMAL E O PATOLÓGICO

Às vezes, porém, o problema se complica. Em primeiro lugar, os padrões de desempenho de determinado órgão nem sempre estão bem definidos.

O hipotálamo, por exemplo, é um órgão insuficientemente estudado, assim como outras glândulas. Também o cérebro encerra mistérios. E, o que é pior, o desempenho total do conjunto parece ainda bastante obscuro, quando se trata de avaliar como o indivíduo deveria reagir no meio social.

Os psiquiatras estão muito longe de chegar a um acordo quanto a isso. E, sem dúvida, nesse campo é muito mais difícil – talvez até impossível, como querem alguns – distinguir com nitidez entre o normal e o patológico.

Parece desejável, por exemplo, que o indivíduo esteja perfeitamente ajustado ao meio social, que não manifeste impulsos de hostilidade nem de temor em relação a esse meio. Mas uma análise dessa posição logo revela sua fragilidade.

Tanto é assim, que a humanidade cultua heróis que Carlyle demonstrou serem desajustados típicos – seja Crista ou Maomé, Pasteur ou Einstein. Essas pessoas foram casos expressivos de desajustamento e inconformismo, por isso mesmo empenhadas em modificar o meio social em que viveram.

Na verdade, como mostram as análises sociológicas e políticas, muitas vezes o comportamento desajustado de certos indivíduos indica que o “mal” se encontra não do lado deles, mas na sociedade, estruturada de forma injusta.

No caso, o ajuste do indivíduo a um tal meio social iníquo é que significaria alienação – no sentido não necessariamente clínico, mas no sentido sócio-político.

Por outro lado, a etiqueta de patológico, no campo do comportamento, esteve e está frequentemente a serviço da discriminação ou da repressão social e política – como mostra Michel Foucault em seus estudos sobre a loucura ou como exemplifica o tratamento dispensado aos dissidentes soviéticos,

DOENÇA E MEDICINA

O papel da medicina parece ser o de, estudar e definir com clareza os padrões de desempenho dos órgãos e organismo, mediante verificação estatística e experimentação causal: distinguir e avaliar os desvios que podem ocorrer nesses padrões: identificar as possíveis causas que determinam esses desvios; pesquisar e avaliar os meios disponíveis de controle dessas causas; desenvolver técnicas capazes de implementar os dispositivos de controle das causas das doenças.

De tudo isso resulta que, na medicina, o trabalho mais importante talvez não seja o do médico em si, mas o do pesquisador que se encontra por trás dele. No entanto, a conjugação das atividades de ambos é indissolúvel, e de nada valeria o trabalho de um sem o concurso do outro.

O papel da medicina moderna dá ênfase à pesquisa, que, por sua vez, só pôde desenvolver-se depois que foi descoberto o microscópio eletrônico e realizado o aperfeiçoamento das técnicas histológicas e bioquímicas.

A razão disso é que o estudo das manifestações – sinais e sintomas – nunca poderá ser tão esclarecedor quanto o entendimento ulterior das causas das doenças.

E, como todas as funções orgânicas são, essencialmente, resultado do coordenação de atividades celulares, a resposta mais exata e completa tem de ser procurada no interior desse microrganismo. O que efetivamente parece ser a orientação moderna.

Fonte:

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Imagem: ultracurioso.com.br



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