Difteria – Sintomas, Diagnóstico – Causas e Tratamentos

Apesar da existência da vacinação antidiftérica, a difteria é de grande incidência no Brasil. As condições de vida, de educação e de higiene pessoal são ainda precárias, em muitas regiões.

Causada pelo bacilo Corynebacterium diphteriae, que se aloja nas mucosas humanas – o homem é o único foco infeccioso -, os sintomas da difteria variam para cada caso, conforme a localização do bacilo no hospedeiro e em relação à idade deste.

De maneira geral, a difteria é uma moléstia característica da infância, pois raramente é contraída pelo adulto. Nos primeiros cinco meses de vida, a criança está parcialmente protegida contra a difteria, graças aos anticorpos que recebeu da mãe, no último período da vida intra-uterina.

Sintomas da Difteria

Abatimento, inapetência, fraqueza, mal-estar, febre são as primeiras manifestações que o paciente apresenta quando já se instalou a infecção. Depois, quando a toxina diftérica, produzida pelo bacilo, começa a agir, o quadro clínico varia, de acordo com as estruturas do organismo que são atingidas. A toxina entra rapidamente na corrente sanguínea, atingindo outras estruturas, como o sistema nervoso, o miocárdio, os rins e as supra-renais.

A difteria nasal, à primeira vista, parece com o resfriado. Uma rinite intensa, com o agravar da moléstia, manifesta-se com secreção fétida, às vezes sanguinolenta. A respiração pelo nariz torna-se difícil, por causa da inflamação das mucosas.

Essa forma de difteria raramente aparece como manifestação primária da moléstia. Na maioria dos casos, é secundária à angina diftérica. Quando é grave, a parede da cavidade interna das narinas fica forrada por uma pseudomembrana branco-amarelada, típica da doença.

Difteria

 

Tipos da Doença

A difteria faríngea ou angina diftérica é a mais típica das formas de difteria que atinge adultos e crianças. O período de incubação varia de três a seis dias; depois disso começa a febre, geralmente baixa; o paciente fica pálido, o pulso se acelera.

O bacilo instala-se nas amígdalas e começa a destruir o tecido epitelial com que está em contato. Como as amígdalas são muito vascularizadas, as toxinas diftéricas passam para a corrente sanguínea, por onde se disseminam por todo o organismo.

À medida que a doença progride, aumenta também a sensação de dor e “aperto” na garganta, que se acentua com a deglutição. A faringe fica logo avermelhada e, a cada dia,forma-se uma nova porção da pseudomembrana. A mucosa torna-se opaca e depois cobre-se de uma crosta (saburra) que vai aumentando de espessura e atinge todas as estruturas da orofaringe (especialmente amígdalas e véu palatino).

Essa pseudo membrana ‘fixa-se” à superfície da região onde se aloja, e qualquer tentativa de retirá-la provoca sangramento.Durante o processo infeccioso, os gânglios submandibulares podem inflamar-se e aumentar de volume, causando o aspecto conhecido como “pescoço de touro”.

Uma forma especialmente grave de angina é a difteria maligna, na qual se intensificam os sintomas do comprometimento do organismo e pode até levar à morte.

Se a pseudomembrana se desenvolve mais na mucosa da laringe ou da traqueia, manifesta-se o crupe ou difteria laringotraqueal. Seus sintomas são a disfonia (rouquidão) e tosse seca e rouca, que aparecem porque o processo inflamatório atinge as cordas vocais. Numa segunda etapa, o paciente torna-se dispneico (falta-lhe o ar), porque a laringe se estreita com o desenvolvimento do processo inflamatório. A cada movimento respiratório, principalmente para inspirar, começam a intervir todos os músculos torácicos e abdominais. O doente, então, sente um cansaço intenso e sua respiração é ruidosa.

Complicações da difteria

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As toxinas diftéricas produzidas pelo Corynebacterium diphteriae são as maiores responsáveis pelas eventuais complicações do quadro clínico.

A passagem da toxina para o sangue pode provocar alterações, principalmente no aparelho circulatório, mas também no sistema nervoso, nos rins e nas supra-renais.
A miocardite diftérica pode manifestar-se, por volta da segunda semana da doença, ou até em plena fase de convalescença. Alterações circulatórias às vezes aparecem por volta do quinto dia depois dos primeiros sintomas da difteria.

Quando o miocárdio é afetado, podem surgir náuseas, vômitos e dores no abdome, em virtude do comprometimento indireto do fígado, que aumenta de volume, pois “incha” com o sangue (que o coração não tem mais força para fazer circular normalmente).

O sistema nervoso também pode ser atingido pelas toxinas. Quando há complicações neurológicas, pode advir paralisia. O momento em que se manifesta e a extensão da paralisia dependem da gravidade do processo. Outras complicações ocorrem se as glândulas endócrinas, em especial as supra-renais, e os rins forem atingidos pelas toxinas.

Diagnóstico e Tratamento

Como a quantidade de toxinas diftéricas é que vai determinar a gravidade da moléstia, quanto mais cedo se efetuar o diagnóstico, melhores as possibilidades. Para isso, além do quadro clínico, são necessários exames de sangue comuns e exames específicos, como a análise microscópica de material extraído da lesão e cultura bacteriológica em meios especiais, com inoculação em cobaias.

Uma vez constatado um caso de difteria, é preciso usar imediatamente o soro antidiftérico (preparado pela inoculação da toxina, em doses especiais, em cavalos). Dessa maneira, estimula-se a produção de anticorpos específicos que serão, depois, transformados em medicamentos. O soro antidiftérico funciona de maneira a “inibir” a periculosidade das toxinas quando elas ainda estão no sangue. Mas, seja estão fixadas nas células dos tecidos, não há como impedir as possíveis complicações. Por isso, quanto mais rápida for a aplicação do soro, menores serão as possibilidades de comprometimento geral do organismo.

Imunização da difteria

É possível que um adulto fique imunizado contra a difteria através de pequenos contatos com o bacilo sem que, nessas ocasiões, haja agressividade suficiente para que a enfermidade se manifeste. Nesses casos, o organismo produz anticorpos.

A faixa de idade mais suscetível de contágio vai do sexto mês aos dez anos de vida, aproximadamente.

Isso é confirmado pela reação de Schick. Injeta-se por via intradérmica uma pequena quantidade de toxina diftérica. Se o sangue da pessoa contém anticorpos específicos não há reação: o indivíduo é Schick-negativo. Caso contrário, a toxina age sob apele e onde foi aplicada a injeção aparece uma mancha vermelha, ligeiramente inchada: o indivíduo é Schick-positivo, isto é, apresenta suscetibilidade à doença.

A reação de Schick indica os indivíduos mais sujeitos à moléstia, mas não revela os portadores sadios que são fonte de contágio. Os portadores “abrigam “nas mucosas o bacilo e podem transmiti-lo a pessoas receptivas, com a mesma capacidade infectante de um doente. Como é impossível distinguir o portador, o recurso éprevenir os surtos com a vacinação em massa de crianças.

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