Doença de Addison – Tratamento, Sintomas, O que é, Riscos, Confira!

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Essas alterações, de ordem endocrinológica, caracterizam-se respectivamente pelo hipo e hipertroflamento do córtex das supra-renais.

A ação dos hormônios se faz sentir no crescimento, na reprodu­ção, no metabolismo e até na atividade intelectual e no comporta­mento humano.

Muitas observações podem ser citadas como mar­cando o começo do estudo dos hormônios. Os efeitos da castração no crescimento, na conformação corpórea e no comportamento de animais domésticos, por exemplo, são conhecidos há séculos.

A en­docrinologia (estudo científlco dos hormônios), porém, só se iniciou em meados do século XIX, quando, numa pequena universidade alemã, A. A. Berthold demonstrou, pela castração dos testículos de um galo, que tais glândulas são essenciais ao crescimento da crista e ao comportamento do animal.

Na mesma época, em Londres, Tho­mas Addison descreveu uma estranha doença, quase sempre fatal, em que o paciente se tornava “misteriosamente cinzento’: ficava cada vez mais fraco e mais magro, até morrer. A autópsia mostra­va sempre alterações na supra-renal.

Neste artigo falaremos sobre Doença de Addison – Tratamento, Sintomas, O que é, Riscos, Confira!

Doença de Addison – Tratamento, Sintomas, O que é, Riscos, Confira!

GLÂNDULAS DUPLAS

As supra-renais (situadas acima dos rins) são formadas por uma parte externa – o córtex – e uma interna – a medula.

É tão acentuada a diferença entre elas, que as supra-renais podem ser consideradas glândulas “duplas Os hormônios segregados são também diferentes: A medula pro­duz a adrenalina e a noradrenalina; o córtex segrega, entre outros, os hormônios sexuais, a aldosterona e o cortisol.

Em determinadas circunstâncias, ambas as partes da glândula podem apresentar al­terações na produção hormonal, para mais ou para menos, dando origem a distúrbios e ao surgimento de quadros clínicos diferentes.

O córtex, portanto, pode apresentar hipo ou hiperfuncionamen­lo. No primeiro caso, a alteração é conhecida como doença de Ad­dison; no segundo, como síndrome de Cushing, em homenagem ao médico americano Harvey Cushing (1869-1939), o primeiro a des­crever os sinais e sintomas da hiperfunção cortica.

Glândulas duplas são fatores importantes a se considerar quando o assunto é Doença de Addison.

GORDURA MAL DISTRIBUÍDA

Bastante rara, a sín­drome de Cushing ocorre com maior freqüência entre as mulheres, sobretudo entre os 30 e os 40 anos. Sua causa liga-se a um meca­nismo de superprodução, na hipófise, do hormônio estimulante do córtex supra-renal (hormônio adrenocorticotrófico ou A CTH).

Em geral, a alteração aparece após uma gravidez. A hiperativida­de da hipófise durante a gestação poderia ser um fator predispo­nente para o desenvolvimento de um tumor hipofisário produtor do A CTH.

Os sintomas decorrem da superprodução de cortisol, conduzin­do a uma série de alterações físicas e químicas. O excesso desse hormônio pode causar excitabilidade ou sonolência e, às vezes, psicoses.

A gordura apresenta-se mal distribuída, acumulando-se caracteristicamente no dorso, o que dá ao indivíduo um aspecto grotesco. O peso aumenta, ocorre retenção de sais e água, com consequente edema. O rosto adquire um aspecto típico de “lua cheia’: os braços e as pernas, tornam-se proporcionalmente finos.

A pele vai se adelgaçando de tal forma que sua transparência per­mite a visualização dos vasos sanguíneos mais superficiais. Além disso, podem surgir fraqueza muscular e alterações ósseas, bem como hipertensão arterial.

Por outro lado, portadores de afecções reumáticas e sanguíneas, que necessitam de tratamento à base de corticosteroides, podem, eventualmente, apresentar sintomas da síndrome de Cushing. Essa é a principal razão pela qual os corticosteroides, entre os quais a cortisona, só devem ser tomados sob controle médico.

Gordura mal distribuída é um fator importante a se considerar quando se trata de Doença de Addison.

QUANDO A RESERVA SE ESGOTA

A hipofunção do córtex só se manifesta clinicamente quando grande parte da glân­dula (cerca de 90016) se tornou insuficiente. Isso ocorre graças a sua capacidade funcional de reserva, o que faz com que a deficiên­cia de secreção cortical seja compatível com a vida diária.

Mas torna-se inadequada diante de situações especiais como trauma­tismos, infecções, operações e stress, quando pode aparecer uma crise intensa. A incidência dessa afecção é rara, atingindo homens e mulheres na mesma proporção. A taxa de mortalidade diminuiu desde a introdução de medicamentos corticoides.

Fraqueza muscular e fadiga fácil constituem as primeiras manifestações. A astenia mental também é comum, aumentando com o passar do dia: menos evidente pela manhã, mais acentuada à noi­te. Podem surgir alterações psíquicas: nervosismo, irritabilidade, instabilidade emocional.

Conhecer essas reservas é importante para tratar a Doença de Addison.

ESCURECIMENTO DA PELE E DOENÇA DE ADDISON

O escurecimento (hiper pigmentação) da pele representa uma das características da doen­ça de Addison. O fato é mais evidente nos cotovelos, joelhos, re­giões vizinhas aos órgãos genitais, se bem que a hiperpigmentação possa ser generalizada. Às vezes, os cabelos também escurecem.

Dada a participação cortical na manutenção da pressão arte­rial, a hipotensão pode ser encontrada. Também tonturas, sensa­ções de desmaio, fraqueza geral, perda de peso e desidratação po­dem estar presentes.

Em ambos os sexos – mais pronunciadamen­te nas mulheres – dá-se uma diminuição do crescimento de pelos. Em geral não ocorrem importantes alterações sexuais, embora em casos intensos possa haver parada das menstruações (amenorreia) e perda da potência sexual.

As vezes, a insuficiência cortical é secundária, conseqüência de alguma doença da hipófise (atrofia, tumor), que diminui ou cessa a produção de ACTH.

Outra condição importante é a atrofia da supra-renal, que pode ser encontrada em pacientes submetidos a tratamento corticoide a longo prazo.

A suspensão do medicamento estimula a hipófise a produzir A CTH, o que irá estimular a supra-renal a produzir novamente o cortisol. Aconselha-se que a suspensão de tratamentos com corticoides seja gradativa, afim de que a hipófise comece a es­timular aos poucos a supra-renal.

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Imagem- saudegarantida.com.br



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