Doença Hemolítica – O que é? Quais os Tratamentos, Quais os sintomas?

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Decorrente da incompatibilidade entre o tipo sanguíneo da mãe e o do filho,pode causar a morte da criança antes ou logo depois do parto.

Graças a uma “vacina” especial, a imunoglobulina anti-Rh, mulheres com sangue Rh negativo, casadas com homens cujo fator Rh é positivo, podem pensar numa segunda gravidez, o que até 1959 não seria recomendado.

Realmente, nessas condições de incompatibilidade sanguínea en­tre mie feto, verifica-se logo após o parto (72 horas) a auto-imu­nização do organismo feminino, que desenvolverá defesas para que o caso não se repita.

O próximo bebê sofrerá a doença hemoli­tica, também conhecida como eritroblastose fetal. É uma das alterações hematológicas mais diretamente implicadas como causa de morte no período pré e pós-natal. Pode causar a morte do feto já durante o primeiro trimestre da gravidez.

Neste artigo falaremos sobre Doença Hemolítica – O que é? Quais os Tratamentos, Quais os sintomas?

Doença Hemolítica – O que é? Quais os Tratamentos, Quais os sintomas?

SANGUES INIMIGOS

Se bem que a causa mais impor­tante da incompatibilidade seja apresentada pelo fator Rh, a Doença Hemolítica também surge em função dos outros antígenos dos diferentes grupos sanguíneos (ABO, MN). Mas essa eventualidade não só é mais rara, como a doença assume características menos graves.

A eritroblastose fetal se deve à excessiva destruição dos glóbu­los vermelhos do feto ou recém-nascido, em virtude da presença de anticorpos estranhos no organismo da criança.

Esses anticorpos externos desenvolvem-se no organismo da mãe Rh negativo que previamente tenha gerado criança Rh positivo ou recebido transfu­são de sangue Rh positivo.

As características mais importantes da doença são anemia he­molítica com intensa palidez, coloração amarela da pele e das mu­cosas (icterícia), formação compensatória de glóbulos vermelhos no figado, baço e medula vermelha dos ossos da criança (entro­poese), além de inchaço (edema).

Ter um cuidado com o sangue é importante para evitar a Doença Hemolítica.

TRANSFUSÃO

Numa transfusão, se forem postos em contato os dois tipos de sangue, o portador de Rh negativo que recebeu sangue Rh positivo desenvolve reação de defesa com formação de anticorpos anti-Rh.

O mecanismo pode se manifestar quando a mulher Rir negativo re­cebe transfusão Rh positivo ou quando uma gestante Rh negativo, casada com um homem Rh positivo, gera uma criança Eh positivo.

Se o pai e mãe forem Rh negativo, a criança será também Rh negativo – nada sofrendo, portanto. Outra possibilidade é que, mesmo sendo o pai Rh positivo, poderá ainda ser heterozigoto.

Dessa maneira, legará ao filho um gemera Rh negativo que, se unindo ao gameta materno (obrigatoriamente Rh negativo), vai ge­rar uma criança Eh negativo.

GLÓBULOS MORTAIS

Se a gestante e o feto tiverem Rh negativo, tudo correrá normalmente. Mas se o feto herdar o Rh po­sitivo do pai, criar-se-á incompatibilidade entre o sangue da crian­ça e o da mãe.

Na primeira gravidez desse tipo,formam-se no sangue da gestante anticorpos destinados a bloquear o fator Rh do sanguefetal, quando esse elemento atravessar a placenta.

A formação dos anticorpos maternos demanda certo tempo; daí nada ocorrer na primeira gestação. Mas nas seguintes, o nível dos anticorpos maternos aumentará, por sensibilização.

E como os an­ticorpos também passam pela placenta para ingressar no organis­mo do bebê, a situação poderá oferecer algum perigo ao feto.

Os anticorpos maternos, anti-Rh, agora no interior do feto. irão agredir-lhe os glóbulos vermelhos até destruí-los. Surge nesse mo­mento a eritroblastose fetal. As características patológicas podem variar desde moderada anemia até uma icterícia grave ou até mes­mo mortal.

À PROCURA DOS SINTOMAS DA DOENÇA HEMOLÍTICA

O reconhecimento clíni­co da moléstia deve ser suspeitado sempre que houver incompatibilidade sanguínea entre mãe e feto.

Toda a mãe Rh negativo deve ser considerada suspeita de sensibilização (apesar de o fenômeno ser incomum na primeira gravidez), mesmo que não tenha recebi­do transfusão de sangue anteriormente.

Procede-se, com esse objetivo, a execução repetida de dosagem de anticorpos anti-Rh afim de detectar um possível aumento de taxa – que, se ocorrer, indicará sensibilização da mãe.

Se houver aumento acentuado dos níveis de anticorpos maternos, eles acaba­rão passando ao corpo do feto, destruindo suas hemácias.

Muitas vezes, contudo, verifica-se hemólise gradual (destruição de hemácias) e a doença surge, em pleno apogeu, na época do nas­cimento.

As características da moléstia dependem, fundamental­mente, da severidade do processo hemolítico. O recém-nascido é marcadamente anêmico; a anemia, por sua vez, leva a insuficiên­cia cardíaca.

Paralelamente, surgem mais distúrbios: edema gene­ralizado, dificuldade respiratória, derrame em várias cavidades do corpo, sobressaindo a “barriga-d ‘água “(ascite).

A destruição excessiva das hemácias leva à produção exagerada de bilirrubina – pigmento avermelhado metabolizado pelo fígado. Seus níveis sanguíneos atingem valores que o figado não pode metabolizar adequadamente. A alta concentração desse pigmento no sangue é que leva à icterícia.

Esses são alguns sintomas das Doença Hemolítica.

OS CUIDADOS

O tratamento da doença hemolítica do re­cém-nascido compreende uma série de medidas terapêuticas ten­dentes a impedir as lesões que a criança possa apresentar em de­corrência da moléstia. Uma das primeiras medidas consiste na an­tecipação da data do parto- Assim, efetua-se a operação cesariana por volta da 33,a semana da gestação.

A medida é recomendada sempre que a taxa de anticorpos anti-Rh no sangue da mãe atinja valores perigosos para o feto.

Outra medida bastante empregada é a transfusão para substitui­ção total do sangue (exsanguinotransfusão), uma vez que o orga­nismo da criança está sensibilizado passivamente pelos anticorpos anti-Rh maternos que atravessam a placenta e estão destruindo suas hemácias.

Procede-se então à retirada desse sangue “marca­do’: que á substituído por outro, em geral Eh negativo. Nessa substituição, os anticorpos anti-Rh maternos são retirados do cor­po da criança em grande proporção.

Neste artigo falamos sobre Doença Hemolítica – O que é? Quais os Tratamentos, Quais os sintomas?

Imagem- tuasaude.com



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