Doenças e Lesões da Medula Espinhal – Sintomas como Atrofias

Doenças e Lesões da Medula Espinhal

 

São vários os tipos de alterações resultantes de lesões da medula espinhal: motoras, sensitivas, segmentárias, esfincterianas e vesicais. As alterações motoras são distúrbios que ocorrem nos reflexos profundos – que são os responsáveis, por exemplo, pelo movimento involuntário provocado pela clássica marteladinha no joelho -, acompanhados de fraqueza e atrofia musculares, dificuldade de locomoção e de apreensão de objetos.

As sensitivas apresentam uma alteração da sensibilidade quanto à percepção – tátil, térmica ou dolorosa, entre outras. Podem-se apresentar, ainda, como uma dissociação sensitiva, ou seja, como alteração de sensibilidade relativamente a um único tipo de percepção.

As alterações segmentárias são freqüentemente determinadas por lesões em diferentes níveis medulares, ocasionando distúrbios da função nervosa das fibras que aí nasçam ou por aí transitem, o que facilita, evidentemente, a detecção do nível lesado. As alterações esfincterianas e vesicais, por fim, consistem em modificações no controle da micção e da defecação, bem como dos reflexos que exercem esse controle.

 

ESQUEMA COMPLEXO E INCOMPLETO

As degenerações medulares ocorrem isoladamente ou associadas à degeneração de outras porções do sistema nervoso, como o cérebro e o cerebelo. Sua classificação é complexa, variando conforme os autores que tratam do assunto.

Pode-se falar em degenerações da medula espinhal, que se apresentam como escleroses, como degenerações espinocerebelares e como atrofias musculares. Entre as degenerações escleróticas, a esclerose múltipla afeta o cérebro e a medula, levando à degeneração da bainha de mielina do sistema nervoso em diferentes áreas isoladas. Sua causa é desconhecida, a evolução e imprevisível e o prognóstico é incerto.

A esclerose lateral amiotráfica é outra manifestação dessas degenerações. Sua evolução é lenta e progressiva. Sua origem, obscura, dá-se, normalmente, na idade adulta. Lesa os neurônios motores em diversos segmentos medulares. O processo atinge diferentes feixes e conduz à atrofia dos músculos que tais neurônios comandavam, causando sintomas insidiosos: dores vagas, dificuldade de executar tarefas delicadas, fraqueza muscular da mão…

 

ESCLEROSE COMBINADA

Esta é, também, uma doença degenerativa, progressiva, envolvendo as porções lateral e posterior da medula. Resulta de anemia perniciosa. Diferentes segmentos medulares podem estar degenerados, se bem que, com freqüência, a região mediotorácica esteja comprometida.

Fraqueza generalizada, vaga sensação de desconforto abdominal, “pontadas ” e “agulhadas” nos dedos e artelhos, simetricamente, são comuns, podendo surgir, ainda, atrofia dos braços e pernas. Dor não é sintoma comum, mas nos estágios mais adiantados ocorrem paralisias, perda de reflexos e distúrbios mentais.

DEGENERAÇÕES ESPINOCEREBELARES

São enfermidades predominantemente espinhais, com atrofia dos feixes espinocerebelares que vão da medula ao cerebelo. O tipo principal dessas degenerações é a ataxia de Friedreich, uma doença hereditária que começa na adolescência e segue curso progressivo até determinar grande incapacidade neurológica.

Semelhante da ataxia de Friedreich é a doença de Pierre Marie, que produz o mesmo quadro, mas se inicia, normalmente, na idade adulta. Com a doença, ocorre a atrofia dos funículos da via piramidal, em grande parte responsáveis pela motricidade voluntária.

Surgem alterações no equilíbrio e na marcha, que se torna insegura, abrigando, mais tarde, o paciente aficar sentado. São comuns alterações visuais e da formação, e prejuízo da inteligência. As medidas terapêuticas não impedem a progressão normal da doença, que acabará incapacitando o paciente.

ATROFIAS MUSCULARES

Podem ser de vários tipos: atrofia muscular progressiva, paraplegia familiar espástica, atrofia muscular espinhal progressiva da infância, além de diversas outras classificações. A atrofia muscular progressiva tem como sintomas a abolição dos reflexos e a fraqueza muscular, podendo facilitar a instalação de infecções respiratórias, dado o eventual comprometimento dos músculos respiratórios.

A paraplegia familiar espástica e a atrofia muscular espinhal progressiva da infância são enfermidades hereditárias. A primeira é rara e aparece com maior freqüência em indivíduos do sexo masculino, na primeira ou segunda década de vida: a segunda pode surgir já nos primeiros meses de vida. Ambas apresentam curso progressivo e incapacitante.



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