Doenças Profissionais – O que são? Quais os riscos e Tratamentos, confira

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A natureza de certas profissões pode acarretar doenças específicas, exigindo proteção especial para os trabalhadores. Somente um fator constante e inerente ao trabalho é que pode ser apontado como um elemento desencadeante de doenças profissionais. “Acidente” muito conhecido foi o dos primeiros radiolo­gistas.

Desconhecendo os efeitos letais dos raios X, muitos dos primeiros pesquisadores ao empregarem esses raios perderam a vi­da.

Mais tarde verificou-se que a instalação de barreiras de chum­bo e outros elementos de proteção impediam que os operadores re­cebessem sobrecargas perigosas de radiação.

É utilizado atualmente um pequeno aparelho sensível às radia­ções, capaz de registrar suas intensidades. Com esse aparelhinho na lapela, o médico radiologista ou o técnico pode saber exatamen­te qual o grau de intensidade e, consequentemente, a periculosida­de da radiação a que se expõe.

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As radiações alteram a composição química das células vivas e, por isso, podem determinar importantes alterações biológicas ge­neralizadas. Os distúrbios celulares podem provocar anemias, leu­cemias e até mesmo a destruição das células formadoras de espermatozoides ou de óvulos, determinando a esterilidade.

Além dessas enfermidades, as radiações produzem queimaduras graves e, facilmente, determinam mutações, isto é, modificam os genes dos cromossomos, causando alterações estruturais transmissíveis as gerações subsequentes.

Neste artigo falaremos sobre Doenças Profissionais – O que são? Quais os riscos e Tratamentos, confira.

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Doenças Profissionais – O que são? Quais os riscos e Tratamentos, confira

AVIADORES E MERGULHADORES

Indivíduos que trabalham em locais expostos a diferenças de pressão atmosférica – como mergulhadores e aviadores em aparelhos destituídos de cabina prèssurizada, assim como alguns trabalhadores em indústrias de explosivos estão sujeitos a vários perigos.

Exemplo típi­co é o do súbito aumento de pressão, determinando um trauma mecânico capaz de esmagar a caixa torácica; bem assim, a súbita diminuição de pressão causando a ruptura de vísceras ocas.

Outro exemplo é o do chamado “mal-dos-caixões”: doença ob­servada pela primeira vez em indivíduos que trabalhavam na cons­trução depilares submarinos, em condições depressão atmosférica aumentada. Também pode ocorrer em aviadores que ascendem a grandes alturas sem proteção adequada.

Os mergulhadores que uti­lizam escafandros também podem sofrer o mesmo mal. A rápida descompressão permite o escape de gases dissolvidos no sangue, es­pecialmente do nitrogênio, que vão formar bolhas.

Estas funcionam como êmbolos e, de maneira semelhante a uma rolha, poderão obs­truir vasos sanguíneos, determinando menor irrigação dos órgãos e tecidos situados além da interrupção. Nos casos mais graves essa obstrução vascular poderá provocar a morte.

SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS E HORMÔNIOS

Verifi­cou-se que alguns trabalhadores em contato frequente com hormô­nios femininos absorviam-nos e chegavam a desenvolver caracte­res sexuais secundários femininos, como o crescimento de seios.

Por outro lado, muitas substâncias químicas podem provocar diversas doenças profissionais com graves consequências para o indivíduo.

O álcool metílico, por exemplo, pode ser inalado nas in­dústrias onde é utilizado; sua inalação provoca alterações orgâni­cas pulmonares e, mais tarde, com a transformação da substância pelo organismo, o nervo óptico pode ser afetado.

Quando as alte­rações são intensas pode sobrevir estado de coma e cegueira total. Dentro de certos limites, esses efeitos são reversíveis.

A literatura médica registra uma intoxicação por álcool metílico ocorrida na África do Norte, durante a segunda Guerra Mundial: os árabes da região bebiam grandes quantidades desse álcool, caindo em coma e ficando cegos.

Atribuíam esses efeitos a uma vingança de Alá, que, no Corão, proibira os muçulmanos de tocarem numa só gota de álcool. (O álcool menos nocivo é o etílico: além da bebedeira e da ressaca, não provoca alterações orgânicas mais graves, a não ser que seu uso seja constante.)

OUTRAS SUBSTÂNCIAS QUE CAUSAM DOENÇAS PROFISSIONAIS

Outra substância química perigosa é o monóxido de carbono, gás incolor e inodoro resultante da oxidação incompleta de dIferen­tes substâncias que contém carbono.

É produzido em grande quan­tidade por motores de explosão; daí o perigo que representa para garagistas, para operários que trabalham com gás de iluminação e minérios de carvão.

Outro perigo é o da inalação de compostos de chumbo volatili­zados ou finamente divididos, a que estão sujeitos os trabalhado­res de indústrias de chumbo, de baterias elétricas, tipografias e re­finarias de gasolina à base de chumbo.

PULMÕES E AS DOENÇAS PROFISSIONAIS

Normalmente, existem numerosas substâncias, potencialmente nocivas, dispersas em qualquer ambiente. No entanto, o homem conta com mecanismos defensivos como a tosse, a produção de muco e a barreira dos minúsculos pêlos que revestem as vias respiratórias superiores.

Esse conjunto protetor filtra o ar e expele o material estranho inalado.  Porém, quando o ar inalado está intensamente contaminado por partículas, a capacidade de eliminação de matérias estranhas é ultrapassada e, como resultado, os pulmões são invadidos pelas partículas.

COMPLICAÇÕES

Muitas vezes essa inva­são de corpos estranhos pode produzir lesões no tecido pulmonar. Todas as doenças profissionais que atingem os pulmões são agru­padas genericamente sob o título de pneumoconioses. As três afecções mais comuns são a silicose, a asbestose e a beri­lose.

O pó de sílica (substância fundamental da areia comum) é um material utilizado em indústrias, pedreiras e usinas de metais.

Sua aspiração por períodos prolongados pode determinar uma rea­ção pulmonar característica: inflamação seguida de um processo de cicatrização (fibrose).

A progressiva cicatrização do pulmão acaba por estabelecer uma insuficiência respiratória grave, deter­minando paralelamente uma diminuição da resistência pulmonar às infecções. Com o tempo, ocorre progressiva incapacidade fisica e, nos casos mais intensos, pode sobrevir a morte.

A inalação de pó ou de vapor de berilo, substância utilizada em lâmpadas fluorescentes e em alguns objetos metálicos, ou de fibras de asbesto traz as mesmas consequências.

Neste artigo falamos sobre Doenças Profissionais – O que são? Quais os riscos e Tratamentos, confira.

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