Embolia Pulmonar – Sintomas, Prevenção e Tratamento

A oclusão súbita de vasos do pulmão caracteriza a embolia pulmonar responsável por cerca de 4% dos óbitos que ocorrem nos grandes hospitais.

As causas imprevisíveis de morte natural podem ser agrupadas em três categorias básicas: enfarte do miocárdio, alterações súbitas e graves da circulação cerebral e embolia pulmonar. Esta última caracteriza-se pela oclusão brusca da artéria pulmonar ou de seus ramos, por bolhas de ar, fragmentos de tumor ou mais freqüentemente coágulos sanguíneos (trombos). A formação de trombos está geralmente associada a distúrbios do mecanismo de coagulação do sangue, a retardamento do fluxo sanguíneo em situações que exigem imobilização prolongada (pós-operatórios, doenças crônicas graves, inflamações venosas) e a lesões internas das paredes dos vasos sanguíneos devidas a traumatismos, cirurgias ou partos.

 

Sintomas da Embolia Pulmonar

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Os sintomas de embolia pulmonar são multo variados. E podem até inexistir, quando o vaso obstruído é muito delgado; nesse caso, a área anteriormente irrigado por ele passa a ser suprida pelas artérias adjacentes. Por outro lado, se a obstrução ocorre em vasos de médio e grande calibre, o paciente é acometido por dor torácica súbita e intensa,falta de ar, aumento da transpiração, palpitações, cianose (cor azulada da pele) e choque. A morte pode seguir-se instantaneamente.

Algumas vezes, a embolia manifesta-se por sinais de enfarte pulmonar: dor torácica, tosse, catarro sanguinolento, febre discreta e agitação. Freqüentemente, esses casos se agravam com derrame pleural hemorrágico, infecção purulenta das pleuras e penetração de ar entre as duas pleuras (pneumotórax). Embora tais manifestações clínicas muito evidentes permitam a realização do diagnóstico, este deve ser confirmado pelo exame radiográfico.

Prevenção e Tratamento da Embolia Pulmonar

A embolia pulmonar pode ser evitada em grande número de pacientes, cuidando-se de movimentá-los o mais cedo possível após intervenções cirúrgicas. Nos doentes idosos ou com varizes, administram-se também medicamentos anticoagulantes. A cura requer repouso no leito, associado ao uso maciço de anticoagulantes. Nos pacientes com falta de ar ou cianose, deve-se administrar oxigênio; para combater as dores torácicas muito fortes, utilizam-se os opiáceos.

Finalmente, prescrevem-se antiespasmódicos para facilitar a circulação sanguínea pulmonar. Em casos desesperados, recorre-se à cirurgia para remover os êmbolos (corpos estranhos que ocasionam a embolia). Tal procedimento, porém, não tem grandes possibilidades de êxito.

 

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