Endocardite Bacteriana – Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

Quando, a partir de uma infecção em qualquer parte do corpo, germes se instalam no endocárdio, pode ocorrer a inflamação de alguma das válvulas, impedindo-a de funcionar normalmente. O processo inflamatório desenvolve-se, com formação de edema no tecido valvular. Em decorrência, deposita-se na região uma quantidade anormal de massas de fibrina.

Entre as malhas dessa massa, instalam-se resíduos de glóbulos vermelhos e brancos, além dos germes causadores da Infecção. Essas pequenas massas acumulam-se, numa disposição cujo aspecto lembra o de uma série de verrugas aglomeradas (vegetações verrucosas).

Mesmo sem as manifestações da embolia, outros sinais podem servir para identificar a endocardite. As vegetações verrucosas, por si já dificultam o funcionamento cardíaco. Impedem o contato entre as bordas das válvulas que, assim, não podem fechar-se para manter o fluxo sanguíneo normal. Com isso, pode ocorrer um refluxo anormal de sangue pela válvula entreaberta. Essa alteração pode ser percebida pelo médico, quando ausculta, como um ruído típico – o sopro -, originado pelo fluxo irregular do sangue através do orifício formado pela má justaposição das volvas.

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Sintomas

O sopro pode ser a manifestação de várias moléstias que provocam o mau funcionamento valvular. Na endocardite, apresenta uma evolução típica, pois os ruídos podem variar, de um dia para outro, de acordo com a evolução das lesões ao nível valvular.

Outra manifestação comum da endocardite são as petéquias – pontos avermelhados na pele, devido a pequenas hemorragias ocasionadas pela chamada capilarite (inflamação dos vasos capilares).

Podem surgir ainda os nódulos de Osler, lesões cutâneas em forma de pequenos nós dolorosos e ligeiramente endurecidos, de cor escura ou avermelhada. São característicos da endocardite e localizam-se preferencialmente nas palmas das mãos, nas plantas dos pés ou nas falanges. Seu tamanho varia: desde o de uma cabeça de alfinete ao de uma ervilha.
Além desses sinais, a endocardite pode apresentar outras manifestações, típicas de qualquer processo infeccioso: febre alta, prostração, dor de cabeça e falta de apetite.

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Diagnóstico e Tratamento da Endocardite Bacteriana

Atualmente, a maioria dos casos de endocardite tem evolução favorável, graças às maiores possibilidades de identificar os germes e combatê-los com antibióticos específicos.

A identificação do germe é feita através do exame de sangue denominado hemocultura. Consiste em cultivar em meios especiais e individualizar o germe responsável; os dados são completados pela identificação do antibiótico especifico que pode combater esse micróbio. Uma vez identificado o antibiótico, inicia-se logo o tratamento, para evitar complicações.

O repouso e a manutenção de um bom estado geral do paciente são normas básicas para o tratamento, que deve prolongar-se até a completa esterilização das vegetações verrucosas e a normalização do funcionamento cardíaco.

É de importância fundamental que o diagnóstico seja frito o mais cedo possível, para tornar viável e eficaz o tratamento. Pacientes que possuem lesão cardíaca, adquirida ou congênita, devem dedicar atenção particular às infecções, procurando manter sempre um bom estado geral.

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