Enfisema Pulmonar – Causas, Sintomas e Tratamentos

Enfisema Pulmonar

O excesso de cigarros e a poluição atmosférica são alguns dos fatores que favorecem o aparecimento do Enfisema Pulmonar.

O crescente envenenamento do ar é um dos importantes fatores na gênese das moléstias respiratórias, entre as quais se registra o enfisema pulmonar, que constitui uma hiper distensão permanente dos alvéolos pulmonares, acompanhada por destruição de tecido e estreitamento dos septos pulmonares. Existem quatro tipos básicos de enfisema pulmonar: o obstrutivo crônico, o senil, o localizado e o compensador (vicariante).

O Enfisema Pulmonar obstrutivo crônico consiste em geral na distensão de vários elementos respiratórios: alvéolos, ductos, sacos alveolares, bronquíolos. Isto é: praticamente todo o pulmão encontra-se ofendido. O enfisema senil é resultado da degeneração, pela idade, dos septos alveolares. Sendo consequência natural da velhice, frequentemente não é acompanhado de sintomas.

Em virtude de uma obstrução brônquica localizada, que funciona como uma válvula que permite apenas a entrada (e não a saída) de ar dos alvéolos, surge o enfisema localizado. O enfisema compensador é uma hiperdistensão do parênquima pulmonar devida à falta de funcionamento do tecido das vizinhanças, tanto por fibrose quanto por colapso.

 

Causas

O enfisema obstrutivo crônico parece ser mais frequente em homens do que em mulheres e a idade de maior incidência está entre os 50 e os 60 anos. As lesões enfisematosas quase sempre associam-se a tosses produtivas (com secreção catarral), e muitas vezes estão ligadas ao uso continuado e excessivo de cigarros.

Frequentemente o enfisema se liga a alterações inflamatórias, que se manifestam nos brônquios e bronquíolos.

A perda ou alteração de tecido elástico – as alterações atróficas – e um suprimento sanguíneo deficiente (no caso de bronquite crônica com estreitamento vascular) também atuariam como causas predisponentes do enfisema.

Outro fator concorrente na formação do enfisema é a obstrução parcial dos brônquios. Com a inspiração, as vias aéreas se alargam e o ar entra; na expiração, essa passagem se estreita e o ar tem sua saída dificultada, tendendo, dessa maneira, a causar distensão alveolar. A bronquite crônica resultante do hábito defumar ou a inalação de fumaça e poeira também contribuem, juntamente com outros fatores, para uma relativa obstrução brônquica, o que piora o processo.

Sintomas do Enfisema Pulmonar

O quadro clínico do Enfisema Pulmonar apresenta algumas características bem definidas. Ocorre aumento do diâmetro Antero-posterior do tórax, dada a permanente hiperinsuflação pulmonar. O diafragma fica permanentemente abaixado e o tórax dá a impressão de que a pessoa está sempre em inspiração profunda. É o típico tórax em tonel. A respiração torna-se difícil e os músculos torácicos precisam auxiliá-la. Os movimentos da caixa torácica diminuem.

O principal sintoma do Enfisema Pulmonar é a dispneia (dificuldade respiratória).

A princípio só é constatada durante os exercícios físicos. Pode permanecer assim durante anos, e os doentes acabam por se acostumar com ela. Outras vezes, vai progressivamente dificultando a atividade normal da pessoa, chegando a impedi-Ia de andar. A dispneia se agrava pela exposição ao ar frio e, portanto, torna-se mais severa durante o inverno.

O comprometimento pulmonar acarreta progressiva insuficiência cardíaca e, após certo tempo, a dificuldade cardiorrespiratória pode provocar incapacidade física total. Às vezes não existe tosse, mas como a maioria dos pacientes sofre de bronquite crônica, geralmente já estão tossindo vários anos antes do aparecimento da dispneia.

É freqüente o aparecimento de considerável expectoração, que facilita os processos infecciosos, tornando o catarro purulento. A hipoxia (diminuição da taxa de oxigênio do sangue) prejudica o sistema nervoso e, em conseqüência, podem surgir distúrbios neurológicos: confusão mental, desatenção etc.

Complicações

As complicações do Enfisema Pulmonar consistem principalmente em infecções agudas e em insuficiência cardíaca por vezes letais. Pode ocorrer também pneumotórax espontâneo quando há ruptura de uma bolha de ar na superfície pleural.

Efetuado o diagnóstico, no qual podem ser empregados raios X, além de testes respiratórios e vários outros exames, inicia-se o tratamento, com a administração de antibióticos, broncodilatadores e outros medicamentos para tratar o Enfisema Pulmonar.



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