Escarlatina – Causas, Sintomas e Tratamentos – O que é e Como se pega?

escarlatina

 

Até hoje não se sabe ao certo por que um tipo de bactéria bastante comum, o estreptococo, provoca num indivíduo faringite ou amigdalite, enquanto em outro provoca infecção cutânea e num terceiro, escarlatina. Supõe-se que essa variação se dê em virtude das diferentes maneiras de reagir de cada organismo em particular, mas não há ainda nenhuma teoria definitiva a respeito.

Assim, é bom não esquecer que uma simples dor de garganta poderia preceder uma grave escarlatina, conforme as variações defensivas de cada indivíduo. A escarlatina é uma doença febril aguda, exantemática (de erupção cutânea), causada por estreptococos.

O que é Escarlatina?

Escarlatina é uma doença contagiosa bacteriana que causa dor de garganta, manchas vermelhas na pele e língua vermelha, que se desenvolve em algumas pessoas que têm faringite estreptocócica.

Contágio – Como se pega a doença?

Comprovou-se que os brancos são mais suscetíveis à escarlatina do que os outros grupos étnicos. A maior incidência se dá entre os 3 e os 7 anos. Abaixo dessa idade, a imunidade é quase absoluta. A doença surge mais comumente nas épocas frias. Algumas vezes, o contágio é feito indiretamente, Isto é, através de alimentos, objetos, roupas etc., mas em geral a escarlatina é contraída de outros doentes ou mesmo de portadores aparentemente sãos (sem manifestações clínicas).

Essa forma de contágio, a mais comum, dá-se através de gotículas de saliva dispersas durante a conversa, a tosse, os espirros ou mesmo durante a expiração de pessoas consideradas sadias. A imunidade é avaliada pelo teste de Dick.

Esse teste é feito por meio de uma injeção de pequena quantidade de toxina eritrogênica. Após 24 horas, o indivíduo é examinado. Se não for imune, ou seja, se não tiver anticorpos contra a toxina, em torno do local da injeção aparecerá uma mancha avermelhada.

O indivíduo é então chamado Dick-positivo, pois apresenta suscetibilidade à doença. Caso contrário, é Dick-negativo (a toxina injetada é “neutralizada “pelos anticorpos que o indivíduo já possui) e está imunizado contra a doença porque Já teve contato anterior.

Há autores que defendem a tese de que a escarlatina acomete indivíduos previamente sensibilizados aos estreptococos, atribuindo-se a doença à hipersensibilidade. De maneira geral, a imunidade é definitiva: uma vez tendo contraído a doença, a pessoa fica livre para sempre de possíveis recaídas, graças à elaboração de anticorpos específicos.

Causas

Ainda não são bem conhecidas as verdadeiras causas da escarlatina. Poderia ser produzida pela ação direta da toxina, mas também estariam envolvidos fenômenos alérgicos em virtude de prévio contato com a toxina.

 

 

Sintomas

Após um período de incubação variável – que dura, em média, 2 a 4 dias -, a pessoa contagiada adoece. manifestando súbita elevação da temperatura corporal, que pode atingir até 40°C. Surgem, além disso, sintomas infecciosos gerais: mal-estar, fraqueza, anorexia (falta de apetite), náuseas, vômitos, dor de cabeça e outras manifestações.

A dor de garganta e a dificuldade de deglutição são sintomas freqüentes causados pela angina escarlatiniforme (uma inflamação difusa da garganta).

Os gânglios linfáticos regionais aumentam de tamanho e ficam dolorosos em virtude do processo infeccioso estabelecido. Comum na escarlatina, toda a mucosa bucal, especialmente o palato e a úvula (campainha) fica avermelhada, devido à inflamação.

Mudança de cor da boca e da língua

A língua, que se mostra a princípio esbranquiçada, pode tornar-se intensamente avermelhada, com descamação de seu epitélio e desnudamento das papilas linguais (estruturas intimamente relacionadas com a gustação). O exantema costuma aparecer, em geral, antes de 36 horas após o início das manifestações clínicas, e é levemente pruriginoso, isto é, coça um pouco.

O redor da boca e a região mentoniana apresentam palidez bem nítida, que se separa da região eritematosa das bochechas.

As dobras da pele, principalmente as dos punhos e cotovelos, formam linhas intensamente hiperemiadas, isto é, com aumento da circulação local. Em outras partes do corpo, a compressão da pele faz desaparecer o exantema. A aplicação de um torniquete no braço, por exemplo, pode provocar o aparecimento de minúsculos pontos avermelhados semelhantes a picadas de pulga.

 

Complicações da escarlatina

A duração do exantema é variável: de 12 horas até 5 dias, nos casos mais graves. Não existe, porém, relação entre duração e intensidade do exantema e a gravidade da doença. A febre começa a ceder aproximadamente após uma semana, juntamente com os sintomas gerais. Da segunda à terceira semana surge a descamação geral da pele, principalmente na palma das mãos e na sola dos pés. Vão se sucedendo então melhorias notáveis.

A agressão da toxinajá recuou.fazendo desaparecer o exantema; a febre deixou o paciente repousar, sinal claro de que a batalha entre o agente invasor – o estreptococo – e os anticorpos defensores do organismo foi ganha pelos últimos. A escarlatina foi dominada. Mas sempre podem surgir as complicações, principalmente tratando-se de uma moléstia infecciosa.

A infecção pode propagar-se pelo ouvido médio, pelos seios venosos intracranianos e até mesmo pelo sistema nervoso central, já então constituindo a temível meningite. Além disso, existe a possibilidade de serem afetados locais mais distantes: laringe, pulmões, coração, rins.

Agravamento da escarlatina

Em casos mais graves surge a septicemia: infecção generalizada com permanência de um foco que emite metástases para todo o corpo.

Também podem surgir inflamações nos gânglios linfáticos, até com formações de abscessos. Porém as complicações mais graves – não obstante sejam incomuns – são a doença reumática e a glomerulonefrite difusa aguda.

A primeira trata-se basicamente de uma reação anômala frente a uma agressão estreptocócica em indivíduos suscetíveis, com a possibilidade de acometimento de diferentes órgãos: coração, pulmão, sistema nervoso etc:; a segunda constitui, grosso modo, uma inflamação especifica dos rins com prejuízo maior ou menor de suas funções e anatomia.

Tratamento

Até que surja o exantema, o diagnóstico é praticamente impossível. Com a erupção cutânea, o quadro clínico fica bem mais definido e, observando os sintomas paralelos, o médico pode diagnosticar a escarlatina. No entanto, o diagnóstico também se encontra apoiado em outras técnicas. Geralmente podem ser usados hemograma (exame de sangue), cultura de material da garganta, prova de Schultz-Charlton ou prova de clarificação do exantema.

Esta última consiste no seguinte procedimento: injeta-se pequena quantidade de soro de convalescente ou mesmo soro antiescarlatinoso – que contém, portanto, os anticorpos específicos – na pele do paciente com suspeita de escarlatina.

e a suspeita for procedente, haverá branqueamento local do eritema algumas horas após a injeção. Tal fato se dá porque ocorre neutralização local da toxina eritro gênica que confere vermelhidão ao eritema. Os cuidados gerais são os costumeiros: repouso no leito, alimentação voluntária, uso de analgésicos e antitérmicos.

Higiene é sempre benéfica

Contrariamente ao que dizem as velhas superstições – principalmente quanto a moléstias “da pele” -, o banho não deve ser evitado. Ao contrário, a higiene é sempre benéfica. Com o grande avanço da medicina, propiciado pela introdução dos antibióticos, a gravidade e o perigo de complicação da doença estão cada vez mais afastados.

O arsenal do médico contemporâneo está provido de numerosos antibióticos (penicilinas, tetraciclinas e outros) e quimioterápicos (sulfas) que, criteriosamente empregados, oferecem amplas possibilidades de combate à escarlatina.

Casos mais graves de escarlatina

Nos casos mais graves restam ainda os soros hiperimunes, antitóxicos obtidos a partir de pacientes com a doença ativa, ou mesmo a gamaglobulina, que é uma fração proteica do plasma, relacionada à produção de anticorpos.

A profilaxia é feita em casa ou no hospital, onde o doente deve ser isolado até o desaparecimento total da inflamação da garganta e da descamação cutânea, pois admite-se que as escamas sejam uma fonte potencial de infecção.

É aconselhável a esterilização de roupas e utensílios do doente. Em pessoas que estejam em contato com ele – em particular as Dick-positivo -, o médico poderá fazer uma profilaxia de base de sulfas ou antibióticos para tratar a escarlatina.



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