Esclerose Múltipla – Sintomas, Causas e Tratamento | Tem cura?

Também denominada esclerose disseminada ou esclerose em placas, a esclerose múltipla afeta igualmente homens e mulheres e em geral surge no início da vida adulta, apesar de crianças ou pes­soas idosas também serem às vezes atingidas.

Nessa doença o sistema imunológico corrói as bainhas protetoras que cobrem os nervos.

Os axônios, fibras do sistema nervoso, são responsáveis pela transmissão de estímulos provenientes das células ou das termina­ções nervosas. Atuam como verdadeiros cabos condutores de im­pulsos, que correm dos centros de comando para os tecidos ou vi­ce-versa.

Um revestimento especial, a bainha de mielina, protege as fibras nervosas, assegurando sua perfeita condutibilidade.

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Quadro Clinico

Alguns dias após o aparecimento de certas doenças da pele, como sarampo, catapora e varíola, ou algum tempo após a vacinação contra a raiva, uma afecção difusa do sistema nervoso pode se apresentar, produzindo graves manifes­tações de doença cerebrospinhal

O doente poderá chegar ao esta­do de coma e perder a capacidade de movimentar-se, em virtude da paralisia dos membros, interrompendo-se as comunicações en­tre o cérebro e os núcleos nervosos. O paciente permanece nesse es­tado por alguns dias ou semanas.

A inflamação do encéfalo e da medula espinhal, determinada pela infecção, poderá levar o doente à morte, mas geralmente a enfermidade  regride, ocorrendo restabe­lecimento ao menos parcial das funções nervosas.

Causas da Doença

A causa dessa doença está relacionada a uma reação auto-imu­ne, isto é, a uma reação do organismo contra seus próprios tecidos (no caso, a mielina).

Muitos estudos fo­ram feitos e outros são realizados atualmente para precisar a cau­sa da enfermidade. Acredita-se que a origem da doença seja a in­fecção, principalmente a determinada por vírus. No entanto, a cau­sa e a maneira de instalação da esclerose múltipla ainda não estão perfeitamente esclarecidas.

Sabe-se que os graves sintomas neurológicos e os sinais da in­flamação do encéfalo e da medula espinhal são decorrentes da per­da deflinção nos axônios, durante o período agudo da inflamação.

Por outro lado, o restabelecimento resulta da restauração da fun­ção nos axônios sem a bainha de mielina.

Sintomas: Lesões

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As lesões determinadas pela moléstia variam muito em tama­nho (desde milímetros até alguns centímetros). Ocasionalmente ocorre atrofia do nervo óptico e, com maior raridade, a atrofia de hemisférios cerebrais.

Ao exame microscópico, as lesões apresen­tam características especiais, dependendo do período em que surgi­ram.

Dessa maneira, as lesões recentes mostram um aspecto de reação inflamatória aguda e com a mielina parcialmente afetada ou completamente destruída.

Em lesões mais avançadas, também elementos de sustentação do sistema nervoso e estruturas nobres podem estar prejudicados. Em casos mais severos chega a ocorrer a destruição total do tecido nervoso.

A medida que as lesões se tornam crônicas vai surgindo um te­cido de cicatrização que determina maior ou menor destruição das fibras nervosas; paralelamente ocorre a repressão neurológica.

Cegueira e Incoordenação Motora

Al­guns doentes têm apenas rápidos episódios de disjunção do siste­ma nervoso, seguidos de recuperação total. Já em outros pacientes a doença pode apresentar evolução progressiva, em períodos de meses ou anos. Os sintomas mais comuns, no início da esclerose múltipla, são as sensações de “formigamentos”. “peso’: ‘esquecimento’: in­coordenação de movimentos, distúrbios visuais e, às vezes, dificul­dades em falar (disfasia) e tremores musculares (fasciculação).

Um dos aspectos mais característicos da doença é o desapare­cimento dos sintomas, por períodos de tempo variáveis. À medida que a doença progride, no entanto, maiores porções do tecido ner­voso vão sendo comprometidas e o desaparecimento dos sintomas é cada vez mais esporádico.

A esclerose em placas pode surgir de maneira aguda, apresen­tando sintomas que persistem por minutos ou horas. Por outro la­do, a esclerose múltipla pode instalar-se vagarosamente, com os sintomas evo­luindo lenta eprogressivamente, durante meses ou anos.

Geralmente a fraqueza começa e predomina nos membros infe­riores; em alguns casos é tão intensa que chega a causar paralisia completa das pernas. Comumenle, este estado é acompanhado de espasmos musculares e reflexos exagerados e anormais.

Coordenação motora

A incoordenação motora, por sua vez, provoca movimentos de­sencontrados, interrompidos, acompanhados de tremores. Já os distúrbios visuais são representados por turvação e diminuição da acuidade visual e movimentos oculares involuntários. Nas fases fi­nais da esclerose múltipla surge cegueira, total incoordenação motora e, às vezes, queda das funções nervosas superiores.

Alguns autores preferem classificar a esclerose múltipla de acordo com a porção do sistema nervoso mais afetada. Assim, dividem a esclero­se em três tipos: espinhal, cerebral e cerebelar. Um quarto tipo se­ria a forma mista, quando a doença atinge duas ou as três porções do sistema nervoso. A forma mais comum é a espinhal.

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Tratamento e Cura da esclerose múltipla

Um dos problemas básicos do diagnóstico da esclerose em placas é sua multiplicidade defor­mas. Por isso pode ser confundida com outras alterações neuroló­gicas, como doenças degenerativas e tumores- Os casos que apre­sentam sintomas típicos são identificados com maior facilidade. O mesmo não acontece quando a esclerose múltipla causa manifestações inter­mediárias, as quais simulam outras moléstias.

Freqüentemente o médico utiliza exames de laboratório espe­ciais, como por exemplo o do líquor. Nesse exame verifíca-se a eventual alteração do número de células, da taxa de proteínas e de outras substâncias.

Nas fases agudas da esclerose múltipla, quando o paciente se encontra pa­ralisado, são de grande importância os cuidados especiais para evi­tar-se a formação de escaras (feridas na pele), acarretadas pelo atrito constante do corpo com a cama. O doente deve ser mudado de posição periodicamente.

Outra fundamental medida é o apoio psicológico. A pessoa de­ve ser cercada de todo carinho e atenção, para que não se sinta só e “irremediavelmente perdida”, sem o amparo da família e do mé­dico, o paciente que sofre uma doença crônica tende a piorar. De resto, o médico se encarregará de administrar as drogas adequa­das, que agirão no sistema nervoso central.

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