Esquistossomose – Perigos, Tratamentos, Prevenção e Sintomas

Muito comum no Brasil, principalmente em regiões mais úmidas, a esquistosomose assombra muitas pessoas. Abaixo apresentamos tudo o que você precisa saber sobre Esquistossomose.

O que é a Esquistossomose?

A Esquistossomose é uma doença causada por parasitas encontrados em determinados caracóis de água doce.

Esquistossomose no Brasil

 

Atualmente, as áreas de maior incidência no Brasil encontram-se nas regiões úmidas do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco; invadem os Estados de Alagoas. Sergipe.

Bahia e Minas Gerais; e criam focos também em municípios do Espírito Santo. Em outros Estados também foram registrados focos da doença, porém de menor importáncia.

publicidade

É o caso de Pará, Mara­nhão, Ceará e norte do Paraná. No Estado de São Paulo existe uma zona endêmica muito antiga, na Baixada Santista, além de fo­cos importantes ao longo da linha férrea Santos-.fundiaí, no Vale do Paraíba, na Alta Soro cabana e até em bairros da capital.

Sintomas da Esquistossomose

Pode não ter sintomas, mas as pessoas podem ter:
Dor local nos músculos e dor ao urinar ou durante a relação sexual.
Calafrios, fadiga, febre ou mal-estar
Coceira, dor de cabeça, erupção cutânea
Diarreia, inchaço, líquido no abdômen ou sangue nas fezes e urina.

Prevenção da Esquistossomose

Deve-se evitar contato com água represada e combater os caramujos encontrados. Em contato com águas que possam supostamente estar infectadas, deve-se utilizar botas e luvas, para evitar o contato. Deve-se sempre lavar as mãos e o corpo após contato com qualquer tipo de água não tratada.
esquistossomose-perigos-tratamentos-sintomas-o-que-e-e-muito-mais

Tratamentos da Esquistossomose

O tratamento  da Esquistossomose consiste no uso de antiparasitários, um medicamento tomado por um ou dois dias pode melhorar a infecção. Procure um médico.

OS VERMES E A ESQUISTOSSOMOSE

Os esquistossomos, pequeninos vermes de cerca de 1 cm de comprimento, têm hábitos bem particulares. Os machos apresentam uma região anterior curta e cilíndrica, seguida por outra achatada, que fica enrolada,formando um canudo onde a femea – mais delgada e mais longa que seu companheiro fi­ca aninhada durante toda sua vida.

Na região anterior, os esquis­tossomos apresentam duas ventosas, por meio das quais se fixam às paredes dos vasos sangütneos, o que impede que sejam arrasta­dos passivamente pelo sangue. Sempre unido, o casal vai “cami­nhando “à procura das veias mais finas, situadas na mucosa intes­tinal.

publicidade

Nelas afrmea deposita os ovos,formando verdadeiras fiadas no interior dos capilares. Ainda não se conhece o mecanismo pelo qual os ovos passam dos tecidos para a cavidade intestinal, de on­de são eliminados para o exterior juntamente com asfezes.

EM BUSCA DO HOSPEDEIRO

Os ovos morrem pordes-secação se depois de algum tempo não atingirem a água. Mas, as­sim que caem na água, a larva -já completamente formada – começa a sair da casca do ovo.

Contrai-se, agita-se e, uma vez rompida a casca, põe-se a nadar até encontrar um caramujo dafa­mília dos planorbídeos -facilmente reconhecível por ter a con­cha plana e enrolada. Após penetrar no caramujo, a larva (miraci­dio) transforma-se, cresce e multiplica-se, atingindo a maturidade.

Na fase inicial, chamada esporocisto, aparece como um peque­no saco no qual se formam as larvas-filhas, denominadas cercárias pelo fato de terem uma cauda (cerco, cauda). A partir de um miracídio formam-se centenas de esporocistos e cada um deles, por sua vez, produz milhares de cercárias.

Depois de um mês, aproximadamente, as cercá rias deixam o caramujo e ficam nadando nas imediações da superfície da água.

Chegou a hora de essas minúsculas larvas (medem 115 milímetro) atacarem: se alguém entrar na água para tomar banho, lavar rou­pa ou simplesmente atravessar um riacho com os pés descalços, as cercárias aderem de imediato à pele, por meio de suas ventosas.

Logo em seguida abandonam a cauda e vão perfurando os teci­dos, até encontrar algum vaso sanguíneo ou linfático. Ajudadas pe­la circulação, chegam até o figado, onde se transformam em ver­mes adultos.

Estes se acasalam, saem do fígado pela veia porta e vão viajando em sentindo contrário ao da circulação, em busca dos capilares venosos da parede intestinal, onde se fixarão, cau­sando a esquistossomose intestinal, que se caracteriza por diarreias e alterações do aparelho digestivo e do fígado, podendo che­gar à cirrose.

Nas formas mais graves aparece a ascite, ou seja, acúmulo de líquido no abdome, o que valeu à doença o nome popular de “barriga d’água ‘ A denominação “doença dos caramujos” deve-se ao fato de ser o caramujo (que habita rios, lagoas e águas estagnadas) o principal hospedeiro dos esquistossomos.

Completa-se, dessa maneira, o ciclo vital do esquistossomo: uns três meses após a contaminação em águas infestadas, o paciente começa a eliminar os ovos do parasita em suas fezes.

Essas informações podem ajudar a prevenir Esquistossomose .

ÁGUA DOCE e Esquistossomose

O tratamento  da Esquistossomose consiste no uso de antiparasitários, um medicamento tomado por um ou dois dias pode melhorar a infecção. Procure um médico.

Grande número de habitações das zonas rurais e suburbanas não possuem Instalações sanitárias; daí ser disseminado o hábito de se defecar no solo. Por outro lado, quan­do existem canalizações que despejam os esgotos nos rios sem sa­neamento prévio, a situação não é melhor: os ovos chegam até a água, infectando os caramujos.

Apenas três espécies de moluscos – encontrados em água doce – são capazes de transmitir a esquistossomose. São abundantes, sobretudo, em valas de irrigação, como as encontradas em hortas, plantações de arroz, canaviais e em vales de drenagem.

Alimen­tam-se de detritos vegetais e, pelo fato de serem hermafroditas (possuem órgãos reprodutores masculinos e femininos), multipli­cam-se com grande facilidade. Um só caramujo é capaz de povoar por Inteiro um lago, rio ou vala. Por isso ao entrar em um lago tome cuidado para não contrair Esquistossomose.

Compreende-se por que é tão difícil acabar com eles. Se a água seca, retraem-se dentro da concha, aguardando as chuvas, que vol­tam a estabelecer seu ambiente natural.

A luta contra os caramu­jos foi tentada, colocando-se na água substâncias tóxicas como sul­fato de cobre, pentaclorofenato de sódio e outras. Os resultados, de certa forma satisfatórios, não são definitivos. Os moluscos são muito sensíveis e morrem em grande quantidade.

Mas a correnteza arrasta e dilui o tóxico, tornando-o ineficaz. Os caramujos que es­tavam fora da água (eles têm hábitos anfíbios) ou se encontravam dentro da concha, enterrados sob o lodo, escapam à ação dos tóxi­cos e em poucos meses “repovoam “a região.

publicidade
Imagem-  revistavivasaude.uol.com.br