Herpes Zoster – Sintomas, Causas e Tratamentos – O que é?

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Embora sejam causados por vírus, o herpes zoster e o herpes simples são provocados por dois agentes diversos. Acredita-se hoje que o herpes zoster seja causado pelo vírus da varicela, que provocaria a infecção típica em crianças e a erupção característica do herpes zoster em adultos.

Em favor dessa hipótese apontam-se a produção de anticorpos idênticos e o fato de a maioria dos adultos ser imune ao herpes zoster, pelo fato coincidente de haver contraído varicela. Grande número de especialistas afirma que o herpes zoster, também chamado zona ou cobreiro, nada mais é que uma recorrência da varicela e que, portanto, ambas as doenças são causadas pelo Herpes – vírus da varicela.

Transmissão

O modo de infecção ainda é desconhecido, assim como o de transmissão. Sabe-se apenas que os vírus se localizam na pele e nos gânglios nervosos, onde se multiplicam. À medida que proliferam, os vírus migram pelas terminações nervosas, o que dá às lesões a disposição serpenteante característica.

As diferentes áreas em que ocorrem as lesões dão nomes correspondentes às diversas formas: o zoster torácico, que perfaz um trajeto intercostal, o oftálmico (correspondente ao ramo oftálmico do nervo trigêmeo), o occipitocervical (região da nuca), o lomboabdominal e o genitocrural, que abrange a região genital e da raiz da coxa.

Sintomas

O aparecimento das lesões é geralmente precedido por sensações de queimação, formigamento ou picadas. Manifestam-se anormalidades como febre discreta, aumento do tamanho dos gânglios linfáticos (enfartamento ganglionar), indisposição, irritabilidade. Muitas vezes, porém, as lesões aparecem sem a ocorrência de outros sintomas.

Em geral, apresentam-se isoladas, mas podem juntar-se numa listra característica. No tórax, essa listra se delineia ao longo dos espaços intercostais: começa ao nível da região da espinha e marcha em direção ao esterno. Depois de um período de 24 horas ou pouco mais, começam a aparecer sobre as manchas pequenas vesículas redondas, que poderão unir-se em bolhas.

Depois de uns 4 ou 5 dias, as vesículas começam a romper-se e secar. Em seu lugar,formam-se crostas amarelas, de tom escuro, quase sempre resultantes da necrose local do tecido. Se as lesões não chegarem a alcançar a camada subjacente à epiderme, não ocorrerão cicatrizes. Mas se essa segunda camada – a derme —for atingida por ulcerações que tomem o lugar das vesículas, a área atingida apresentará cicatrizes brancas, de contorno escuro. O processo completo dura umas duas semanas.

 

Tratamento da Herpes Zoster

De modo geral, as dores poderão ser atenuadas com pomadas anestésicas (à base de xilocaína). Mas, se a intensidade das sensações dolorosas exigir, o médico injetará localmente anestésicos mais potentes. Nas lesões, poderá ser recomendado o emprego de soluções anti-sépticas e mesmo pomadas ou soluções de antibióticos, sobretudo na forma hemorrágica e na gangrenosa.

A função desses medicamentos, porém, não é a de eliminar os vírus, mas apenas a de prevenir infecções secundárias. Poderão ser usados, ainda, medicamentos como a vitamina B e a vitamina B, , ambas de função neurotrópica. Isto é, contribuem para estimular a resistência das células nervosas que estão sob ataque do vírus.

Os resultados, porém, são discutíveis. Também controvertidas são as prescrições de substâncias hormonais à base de corticosteroides esteroides secretados pelo córtex das glândulas supra-renais). Esse tipo de medicamento pode ser aplicado por via parenteral, mas também localmente, sobretudo no herpes oftálmico, onde colírios à base de corticosteroides e de antibióticos poderão prevenir lesões do globo ocular.

Nos casos mais graves, o tratamento farmacológico poderá ser complementado pela aplicação de raios infravermelhos e mesmo outro tipo de radiação controlada.

 

Herpes zoster hemorrágico

Em casos mais raros, poderá acontecer de as vesículas conterem sangue proveniente de pequenos vasos locais lesados, o que caracteriza o herpes zoster hemorrágico. Igualmente pouco freqüentes são os casos em que as vesículas dão lugar a ulcerações profundas, de difícil cicatrização, o chamado herpes zoster gangrenoso, quase sempre conseqüência da forma hemorrágica.

Herpes zoster sintomática

Outra forma, chamada sintomática, é a que resulta de estados de agitação neuropsíquica ou de afecções como a gota, a inflamação da vesícula biliar, o diabete, lesões do sistema nervoso, traumatismos, tumores da medula, leucemia.

Todas essas enfermidades poderão exercer efeito ativante sobre vírus que permaneciam no organismo em estado latente.

Outra forma grave, embora rara, acomete a orelha e a região temporal, com distúrbios sobre a gengiva e a língua, acompanhados de paralisia facial temporária e distúrbios auditivos. A forma que atinge o ramo oftálmico do nervo trigêmeo, também na face, pode levar a sérias afecções oculares, capazes de provocar cegueira.

 



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