Meningite Bacteriana e Viral – O que É e Quais Sintomas?

Até a descoberta dos antibióticos, a meningite era uma enfermidade muito grave. Os indivíduos acometidos do mal – tanto crianças como adultos – dificilmente conseguiam livrar-se da doença sem ficar com sérias lesões e “marcas ‘ O número de mortes causadas por essa moléstia era elevado. Meningite chegou a ser uma palavra tabu, que as pessoas tinham medo de pronunciar, tal como ocorre ainda hoje com o câncer. Hoje em dia há tratamentos relativamente fáceis para Meningite Bacteriana e Viral .

A meningite é uma inflamação dos envoltórios de proteção do encéfalo e da medula espinhal, as chamadas meninges, causada por praticamente todo tipo de micróbio que chegue às meninges, como os vírus do sarampo e da caxumba.

Os agentes da poliomielite e outras afecções também podem provocar meningite.

Como a variedade de agentes causadores da meningite é muito grande e a capacidade de agressão bastante diferenciada, existem uns que são mais perigosos e outros que o próprio organismo se encarrega de anular. Isto se dá através da criação e do desenvolvimento de defesas próprias.

publicidade

O meningococo ataca várias regiões do organismo, além das meninges. Pode chegar à glândula supra-renal, provocando bloqueio em seu funcionamento. Como essa glândula interfere em todo o metabolismo (processo de assimilação orgânica), sendo fator importante nos mecanismos de defesa do corpo, seu colapso acaba com a resistência física e as bactérias têm campo livre para agir. Num organismo sadio, a infecção pelos germes torna-se mais difícil porque eles encontram resistência muito maior.

 

Meningite Bacteriana e Meningite Viral

Os sintomas da Meningite viral são mais leves. Os sintomas se assemelham aos da gripe e resfriados.

A maioria das meningites virais é mais benigna e evolui sem tratamento. Já as causadas por bactérias podem ser graves e precisam de acompanhamento médico e tratamento a base de antibióticos.

publicidade

 

Diagnóstico e Sintomas da Meningite

Tanto para a Meningite Bacteriana quanto para a Viral os sintomas podem ser muito parecidos no início do quadro: Febre e dor de cabeça. Porém, na bacteriana começam a surgir bolinhas avermelhadas pelo corpo.

meningite-viral

Outros Sintomas

A identificação da doença é relativamente simples em crianças de idade escolar. Mas, em crianças menores, pessoas idosas ou pacientes que tenham sofrido tratamentos prévios, o diagnóstico pode tornar-se difícil e muitas vezes confundido com o de outras afecções, como traumatismos ou infecções diversas.

Os sinais gerais infecciosos são mal estar,fraqueza,febre, falta de apetite, náuseas e vômitos.

A irritação das meninges e dos envoltórios dos nervos provoca dor a qualquer movimento da cabeça, e eventualmente dos membros. O corpo assume postura de defesa contra a dor, deforma a evitar o estiramento doloroso das raízes dos nervos que saem da medula espinhal.

Nos casos mais adiantados, surge rigidez da nuca (sinal característico), a musculatura do pescoço impede a movimentação, puxando a cabeça para trás, como se o paciente ficasse olhando permanentemente para o alto. A dor de cabeça também é um sinal importante. Geralmente, é contínua e violenta, aumentando com tosse, espirros ou a movimentação da cabeça.

Algumas vezes aparece o estado de semiconsciência (confusão mental), torpor, sonolência e agitação física e mental. A semiconsciência pode evoluir para o estado de coma e morte. Podem ainda ocorrer aumento ou diminuição do ritmo respiratório e dos batimentos cardíacos. Como o quadro de sintomas pode ser ocasionado por outras afecções que não a meningite, é necessário fazer-se um diagnóstico diferencial.

Assim, são efetuados diversos exames de laboratório, a destacar: exame de sangue, de escarro, das vias respiratórios superiores, raios X dos pulmões e outros. Mas o exame mais comum para comprovação da meningite é o do liquor.

Esse exame é feito mediante a retirada do líquido da medula espinhal. O processo é muito simples e consiste numa punção frita com uma agulha longa, semelhante à utilizada na anestesia raquidiana. Feita por um especialista (neurologista, neurocirurgião), nunca apresenta problemas. É um exame frito em consultório ou na própria residência do paciente, com anestesia local da pele ou mesmo sem anestesia alguma. A punção é feita ao nível da nuca ou na mesma altura em que é aplicada a raquianestesia (região lombar).

Tanto para Meningite Bacteriana e Viral é recomendável procurar um médico.

Causas

São chamadas meningites assépticas as causados por agentes não infecciosos como o sangue, por exemplo. As meningites sépticas ocorrem quando provocadas por microrganismos. A mais comum é a meningocócica, mas sua incidência vem diminuindo após a descoberta dos antibióticos. Essa afecção pode ter caráter epidémico, e os casos constatados sãõ sempre tratados em isolamento.

Meningite-Bacteriana

O Diplococus pneumoniae, um dos bacilos que provocam a pneumonia, também pode causar meningite. Os esta filococos e estreptococos, bactérias muito comuns, dia a dia causam número crescente de meningites, devido a sua resistência cada vez maior aos antibióticos. Outras bactérias, geralmente comuns, podem alcançar as meninges, caso encontrem o organismo debilitado. Também os fungos e parasitas, e entre esses algumas amebas, provocam a meningite.

O comprometimento das meninges por vírus pode dar-se por agentes causadores da hepatite infecciosa, caxumba, psitacose e outros. Atualmente, a mortalidade por meningite diminuiu bastante, graças aos modernos antibióticos, e as sequelas (cegueira, estrabismo, distúrbios da fala e outras) se reduziram a porcentagens ínfimas.

Tratamento da Meningite

O tratamento dá-se em duas ‘frentes” A primeira consiste em manter as condições gerais do paciente por meio de alimentação adequada, hidratação suficiente com aplicação de soros e combate aos sintomas de cefaleia, vômitos e outros. O tratamento específico consiste em combate aos agentes, pela aplicação de antibióticos. Mas alguns resistem a esse tratamento, como, por exemplo, quase todos os vírus. Nestes casos, é feito apenas o tratamento geral, para aumentar a resistência orgânica.

A meningite ocasionada pelo meningococo – a primeira bactéria a ser relacionada com a enfermidade – apresenta o problema adicional do perigo de contágio. Por isso, até comprovação do agente causador da moléstia, o doente deve ser mantido em isolamento. É muito importante que a doença seja reconhecida logo no início para evitar que sobrevenham as sequelas que ela costuma deixar em suas vítimas.

meningite

A resistência ao liquor

O corpo humano é dotado de vários sistemas de proteção contra ataques por agentes externos.

O sistema nervoso central, além dessas defesas gerais, conta ainda com uma proteção extra, representada pela chamada barreira hemoliquórica, constituída por sangue e liquor.

O liquor é um líquido especial transparente, semelhante à água cristalina. Essa aparência leva à comparação clássica com “água de rocha ‘ Uma de suas funções é bloquear a passagem dos micróbios, impedindo que cheguem ao sistema nervoso central. Afigura de uma “guerra” entre os agentes invasores e as defesas do corpo é muito apropriada, pois, enquanto as células defensoras aceleram sua reprodução para cercar e destruir os germes invasores, estes também lutam para romper o cerco e se propagar pelo organismo.

Por isso, é muito importante – quando se constata a presença de algum agente infeccioso – administrar medicamentos que aumentem a resistência do organismo, juntamente com remédios específicos (antibióticos) de combate aos germes, sempre que estes sejam sensíveis à medicação. O liquor é responsável, ainda, pela regularização da pressão cerebral, além de funcionar como amortecedor mecânico de choques.

Quando surge uma invasão muito intensa por micróbios, ele se torna purulento, amarelado, perdendo o aspecto normal.

Leia também:

Dor de Cabeça – Tratamento, como aliviar e remédios

Febre Alta – Como Abaixar a Temperatura do Corpo

publicidade