Micose de Praia – Causas, Sintomas e Tratamentos (Pityriasis versicolor)

Sem maior gravidade e de cura relativamente fácil, essas enfermidades afetam grande parcela da população das zonas tropicais. A “micose de praia”: nome popular da Pityriasis versicolor, não é produzida por cogumelos do tipo parasita, que atacam ativamente a pele nas outras micoses.

Os parasitas possuem enzimas especiais capazes de decompor a queratina da pele, das unhas e dos pelos. Já os cogumelos da Pityriasis versicolor são denominados comensais e vivem normalmente sobre a superfície da pele e nos pêlos. Alimentam-se apenas de células destruídas e de secreções naturais, como suor e sebo. As micoses produzidas porfungos comensais são denominadas superficiais.

micose-de-praia Pityriasis versicolor

 

Micose de Praia é Contagiosa

A Pityriasis versicolor, causadora da micose de praia, é a micose extremamente comum. Nas zonas tropicais, úmidas e subdesenvolvidas, chega a afetar a metade da população. Encontrada em todas as partes do mundo, a micose de praia é mais comum nos climas quentes porque a sudorese intensa facilita a instalação do cogumelo. Ocorre em indivíduos de todas as idades, mas ataca preferencialmente os adultos jovens.

A aquisição da micose de praia depende da predisposição individual – de explicação ainda incompleta. Mas não é somente a predisposição individual que favorece a moléstia. Colaboram outros fatores como transpiração excessiva, roupas apertadas e falta banhos diários.

E mesmo com esses cuidados, é comum a manifestação da doença.

Sintomas da Micose de Praia

Após o ataque do cogumelo, o indivíduo apresenta as lesões depois de um mês aproximadamente (duração do período de incubação). As lesões da micose de praia apresentam cor castanho-esbranquiçada e localizam-se preferencialmente na porção superior do tronco, pescoço e braços, atingindo também o couro cabeludo e em especial a nuca.

Diagnóstico da Micose de Praia

O diagnóstico da micose de praia é feito com o exame clínico simples e o cogumelo é identificado pela observação direta das escamas. Usando-se me dicamentos de aplicação local, o tratamento apresenta sempre resultados positivos. Dependendo da predisposição individual, são freqüentes as recaídas.

OUTRAS MICOSES

Menos comuns que a Pityriasis versicolor, existem outras micoses também causadas por fungos comensais: a tinha negra palmar (Keratomicosis nigricans palmaris) e os dois tipos de piedra. A tinha palmar apresenta manchas escuras, semelhantes às causadas pelo nitrato de prata na pele. O fungo responsável por ela é o Cladosporium wernecki. A tinha negra é rara, sendo curada com a aplicação local de antimicóticos.

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A piedra é outra doença rara. Provoca nódulos nos cabelos e pêlos da barba, em duas cores: brancos e castanho-escuros. Tomam os nomes de piedra branca – encontrada em todo o mundo – e piedra negra, que ocorre em países tropicais. Esta última é causada pelo fungo Piedraia hortai. Os dois tipos são tratados com medidas higiénicas comuns e anti-sépticos locais.

A tricomicose axilar e o eritrasma, antes atribuídos a cogumelos, classificam-se atualmente na categoria de afecções causadas por bactérias. A primeira, extremamente comum, deve o nome à sua localização mais freqüente nos pêlos das axilas. Aparece também nos pelos de outras regiões de transpiração, entre as quais o púbis. A manifestação típica é constituída por nódulos irregulares, com ti-és variedades de coloração: amarelos (os mais comuns), vermelhos e pretos.

Todos são tratados com anti-sépticos locais, cuidados higiênicos e corte dos pelos (tricotomia).

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