Otosclerose – O que é? Tem Cura? Conheça a Cirurgia

A otosclerose, doença do ouvido médio, resulta de alterações sofridas pelo labirinto ósseo – um intrincado conjunto de canais ósseos, que se comunica com o ouvido médio através de dois orifícios, afane/a redonda e a janela oval. Nesta última, movimenta-se o estribo (um dos três ossículos auditivos), responsável pela transmissão de sons ao ouvido interno, sob aforma de vibrações mecânicas.

Como a otosclerose caracteriza-se pela imobilização do estribo por formações ósseas anormais, o tipo de surdez que determina é chamado surdez de transmissão ou de condução. A moléstia ataca com maior frequência pessoas do sexo feminino.

Causas

Apesar de ser conhecida a alteração mecânica determinada pela otosclerose (imobilização do estribo), nada se sabe, em definitivo, sobre as causas que provocam a alteração do labirinto ósseo. É possível, porém, que deficiências vitamínicas, desvios hormonais e distúrbios no metabolismo do cálcio e do fósforo – que acarretam modificações ósseas —predisponham à moléstia.

otosclerose

A maioria dos especialistas também admite a existência de uma predisposição familiar. A incidência da otosclerose ainda é motivo de controvérsia. Sabe-se, todavia, que é responsável por cerca de 80% dos casos de surdez de transmissão.

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Sintomas da otosclerose

Os sintomas – diminuição auditiva, eventualmente acompanhada pela percepção de zumbidos ou outros ruídos anormais – localizam-se de início em um único ouvido, surgindo muitas vezes após um resfriado ou gripe. Em pouco tempo, porém, estendem-se ao outro ouvido. A evolução da doença é irregular, com fases estacionárias e fases de agravamento.

O exame local com otoscópio (aparelho especial, dotado de lentes de aumento e iluminação própria) não revela anormalidades: a membrana do tímpano está intacta, transparente, não evidenciando a existência de acúmulo de líquido no ouvido médio. Entretanto, o exame audiométrico revela surdez – inicialmente, para os sons graves e, depois, para os agudos.

Tratamento: Cirurgia da otosclerose

O tratamento da otosclerose é sempre cirúrgico e o recurso mais utilizado é a substituição do estribo por um artificial. A operação, chamada estapedectomia, é muito delicada, exigindo o auxílio de um microscópio para possibilitar a visualização das pequenas estruturas do ouvido médio. No entanto, pode ser feita sob anestesia local. O primeiro passo é a secção do tímpano com um minúsculo bisturi.

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A seguir, a membrana timpânica é levantada, para que seja exposto o ouvido médio com seu conjunto de ossículos (bigorna, martelo e estribo). O estribo é total ou parcialmente retirado e substituído por um pequeno cilindro de aço ou teflon. Finalmente, a membrana timpânica é costurada em sua posição normal.

Em alguns casos, em vez da estapedectomia, o cirurgião apenas procura romper, com instrumento adequado, o tecido ósseo anormal que impede a mobilização dos ossiculos. Tal procedimento, porém, tem alto índice de recidivas e é, por isso, pouco utilizado.

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