Raiva – Transmissão, Prevenção, Vírus e Dicas

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O cio doméstico é seu transmissor mais comum. Para o ser humano contaminado, a única solução é a vacina inventada por Pasteur.

O QUE É A RAIVA E COMO É TRANSMITIDA

A raiva é doença contagiosa, de incidência quase universal, causada por um vírus capaz de atingir o homem e muitas espécies animais. Mantém-se regularmente, por transmissão, entre vários animais. Quase todos os mamíferos são suscetíveis à moléstia.

E é através do contato com animais infectados que o homem adquire a doença. Dependendo da área geográfica, a pessoa pode ser contagiada por um ou outro animal, muito embora em todas as partes do mundo o cão seja o transmissor mais frequente. Entre os transmissores domésticos, o gato também é importante.

E, entre os animais selvagens, o lobo, o morcego, a raposa, o esquilo, o camundongo e o macaco são os principais veículos do vírus.

O CÃO RAIVOSO

Desde que o cachorro seja contaminado pela mordida de outro animal até a manifestação da moléstia decorrem em geral de duas a sete semanas: é o período de incubação, em que o animal não apresenta nenhum sintoma.

Nessa fase o cão já transmite a raiva através da saliva, quando morde alguém, ou quando essa secreção é posta em contato com algum ferimento da pele. Frequentemente o cão apresenta dois tipos de raiva: a furiosa e a muda ou paralítica.

SINTOMAS DO CÃO

Na forma furiosa, o primeiro sintoma é a mudança do comportamento do animal. Logo depois o cachorro torna-se irrequieto e quase não descansa. Vítima de alucinações visuais, abocanha moscas imaginárias.

Abandona sua casa e faz grandes caminhadas atacando e mordendo homens e animais, pedras e terra. Gradativamente, se acumula uma baba viscosa nos cantos da boca. Ao contrário do que se acredita, o cão nunca apresenta hidrofobia (aversão à água).

Na verdade, ele procura beber água durante todo o decorrer da moléstia, ainda que quase não o consiga, em virtude da dificuldade de deglutição. Ao menor estímulo, reage deforma violenta e desproporcional. Parece que, simultaneamente ao furor, o cachorro desenvolve certo grau de analgesia.

Ignora queimaduras e ferimentos e é capaz de atacar animais mais fortes do que ele. O cão pode morrer após um desses ataques de furor. Se isso não acontecer, é progressivamente tomado de paralisia.

Na raiva de tipo paralítico ou mudo, o cão a princípio parece muito triste, embora esteja sempre irrequieto e caminhe sem parar de um lado para outro. Dois ou três dias depois, começa a apresentar paralisia dos músculos masseteres, o que o impede de mover as maxilas inferiores na mastigação.

Como conseqüência dessa “queda do queixo”, o cachorro é obrigado a manter a boca sempre aberta. Logo a baba começa a escorrer pelos cantos da boca. O animal não late – daí o nome de raiva muda.

OS FELINOS E OS MORCEGOS

Em geral o gato raivoso procura o repouso e a obscuridade. Acha um lugar para esconderijo e daí às vezes só sai morto. Quando provocado, porém, reage deforma violenta e ataca sem piedade o homem ou quaisquer outros animais. Também apresenta paladar pervertido, e a baba a escorrer de sua boca.

O miado passa a ser fraco e rouco; o corpo sofre paralisia progressiva. A morte ocorre uma semana após a manifestação dos primeiros sintomas.
Cerca de 1% dos morcegos hematófagos (vampiros) abrigam o vírus da raiva. Ao contrário do que ocorre com os demais mamíferos, a raiva não apresenta nos morcegos evolução fulminante.

Por isso, esses animais funcionam como transmissores da doença durante muito tempo. Eles eliminam o vírus pela saliva, sem apresentar, porém, qualquer sintoma de raiva.

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A VACINA

Não existe tratamento eficaz para a raiva. O único recurso médico é a aplicação de sedativos para amenizar o sofrimento do paciente. No entanto, durante o período de incubação, a moléstia pode ser efetivamente combatida, através da vacinação anti-rábica.

Essa vacina, criada por Pasteur e sucessivamente aperfeiçoada pelos cientistas, leva o organismo a produzir anticorpos contra o vírus, a fim de que este seja destruído antes de se instalar no sistema nervoso. Quando uma pessoa é mordida e não se captura o animal, deve-se efetuar imediatamente a vacinação.

A RAIVA HUMANA

O homem contrai a moléstia através da saliva de animal doente. A mordida é uma forma frequente de contaminação, que ocorre também por qualquer outro mecanismo capaz de pôr o organismo humano em contato com o vírus da raiva. Assim, a moléstia pode ser transmitida pelo contato da saliva de um animal doente com áreas lesadas da pele.

Independentemente da forma de penetração, o vírus caminha sempre para o sistema nervoso central e, uma vez ali instalado, se multiplica rapidamente. As células que o acolhem são destruídas, e então ele migra, através dos nervos periféricos, para os tecidos, principalmente em direção às glândulas salivares, de onde é excretado juntamente com a saliva.

Entre o início da infecção e o aparecimento dos primeiros sintomas há um período bem variável, que pode ir de 8 dias a 2 anos. Durante essa incubação, o paciente não apresenta queixas.

SINTOMAS

Febre pouco intensa é o primeiro sintoma. Logo a pessoa começa a ficar inquieta e agitada. Sente progressiva dificuldade na ingestão de alimentos. A tentativa de comer ou beber desencadeia espasmos dolorosos nos músculos da faringe.

Portanto, o homem – ao contrário do cão -fica hidrófobo quando atacado pelo vírus da raiva. A voz torna-se rouca e, em virtude da paralisia dos músculos de deglutição, o paciente baba continuamente. Aos poucos surgem espasmos dos músculos respiratórios, o que provoca asfixias temporárias.

Nessa fase de extrema sensibilidade é que o paciente apresenta febre elevada (42°C), o que provoca delírio, gritos assustadores, caminhadas a esmo. A raiva apresenta sempre evolução fatal.

COMO DESCOBRIR

Visto que o paciente não apresenta, durante a fase de incubação, nenhum sintoma clínico, não há forma direta para diagnóstico da moléstia. Nesse período, os exames só podem ser indiretos, e baseiam-se, portanto, no diagnóstico do agente transmissor.

Logo que uma pessoa é mordida, o animal suspeito deve ser examinado. No caso de o resultado ser positivo, confirma-se a conclusão também para o homem.

Fontes:

1, 2, 3

Imagens: csajardins.com.br    nossavitoriape.com



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