Rubéola – É perigoso? Mata? Tem tratamento? Tem sintomas? Confira

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Ninguém ligava para esta doença. Até descobrir-se que seu vírus atravessa a placenta e provoca malformações em fetos de até três meses.

Surdez, defeitos cardíacos e distúrbios oculares registrados em recém-nascidos, numa proporção assustadora, alarmaram os médicos australianos, por volta de 1941.

Um levantamento estatístico da história clínica das mies forneceu uma pista desconcertante. A grande maioria das mulheres estava no início do período de gravidez por ocasião da epidemia de rubéola que se alastrara por todo o país. As investigações continuaram.

Algum tempo depois, os pes­quisodores da Austrália fizeram uma comunicação ao mundo. A rubéola provocaria malformações no feto se a mãe fosse contami­nada durante os quatro primeiros meses de gestação.

E essa molés­tia infecciosa, das mais benignas, assumiu, então, uma valorização dramática em relação à gravidez. Como o sarampo, a catapora e a varíola, a rubéola também é causada por um vírus, caracteriza-se pelo aparecimento de man­chas na pele e é muito contagiosa.

E, entre todas, é a que apresenta evolução mais benigna. A erupção é muito discreta e, pouco tem­po depois de manifestar-se, desaparece por completo; dificilmente surgem complicações.

Muitas vezes, as pequenas manchas rosa­das, esparsas e isoladas, são tão leves que o doente nem chega a perceber. Mesmo assim, o organismo entra em ação, fabricando anticorpos específicos que garantem imunidade.

Neste artigo falaremos sobre Rubéola – É perigoso? Mata? Tem tratamento? Tem sintomas? Confira.

Rubéola – É perigoso? Mata? Tem tratamento? Tem sintomas? Confira

Depois de penetrar no organismo, o vírus da rubéola fica em in­cubação por aproximadamente três semanas. Quando os sintomas iniciais se manifestam, apresentam em geral alterações semelhan­tes às da gripe. Febrícula, dor de cabeça, irritabilidade, ligeiro mal-estar.

Em seguida, pequenas manchas rosadas distribuem-se pelo rosto e pescoço; no dia seguinte, a erupção desce “para o tronco e alastra-se pelos membros. Em quatro dias, em geral já desapareceu tudo. Às vezes manifesta-se uma ligeira descamação da pele, nos locais onde se encontram as manchas.

Uma das características que permitem distinguir a rubéola das outras doenças “da pele” é o aumento de volume dos gânglios lin­fáticos, na região da nuca e atrás das orelhas. No entanto, a mono­nucleose também determina aumento dos gânglios e erupção cutá­nea. Por isso o relato do paciente e possível contato com doentes da rubéola é que completam os dados.

As recaídas são muito raras, bem como as complicações. E, se estas aparecem, nunca são tão sérias como as do sarampo. Sozi­nha, a doença evolui espontaneamente para a cura. Na realidade, o problema mais sério que a rubéola envolve é o da possibilidade de determinar malformações felais.

RUBÉOLA E GRAVIDEZ

Em comparação com outros microrganismos patogênicos, o vírus da rubéola apresenta uma di­ferença fundamental. Consegue atravessar com facilidade a placen­ta e atingir o tecido embrionário.

E – o que constitui um fato ain­da mais sério – afeta a evolução dos tecidos e pode provocar alte­rações nos órgãos embrionários em processo deformação.

Nessa fase, os tecidos são muito vulneráveis e sujeitos a mod(flcações es­truturais, não só pelo vírus da rubéola e alguns outros, mas tam­bém pela ingestão de drogas como a talidomida, ou ainda pela ação de raios X, pelo álcool e pelo excesso defumo.

No entanto, as primeiras e alarmantes afirmações dos médicos australianos não foram inteiramente confirmadas pelas pesquisas médicas. Estudos realizados mais recentemente demonstraram que as malformações só aparecem em número significativo até o tercei­ro mês de gestação.

Fora desse período, a rubéola é praticamente inócua e não deve acarretar preocupações especiais. Na realidade, os vírus das epidemias são em geral muito mais agressivos do que em casos isolados da enfermidade.

A limitação do período de maior risco para o feto pôde ser estipulada graças ao melhor conhecimento que os médicos adquiri­ram sobre as épocas de formação dos órgãos embrionários. É muito importante conhecer os riscos da Rubéola na gravidez.

SINTOMAS

Atualmente, são conhecidas as épocas precisas de formação dos olhos, ouvidos, coração e cérebro do feto, que podem ser atingidos pelo vírus da rubéola.

Um órgão ou mais de um, ao mesmo tempo, podem sofrer o ataque pelo vírus, conforme a época em que se veri­fica o contágio, antes do terceiro mês de gestação.

O distúrbio ocular mais comum é a catarata. Nos ouvidos, as lesões atacam o ouvido interno e podem originar a surdez; em decor­rência, após alguns anos, verifica-se também a mudez.

A persistência do canal arterial que liga a aorta à artéria pulmonar e que exis­te normalmente no feto (fechando-se após o nascimento), e os de­feitos do septo que divide o coração são as alterações cardíacas mais comuns.

Mas as modernas técnicas de cirurgia cardíaca cor­rigem bem esses defeitos. O vírus da rubéola pode determinar alterações cerebrais como a microcefalia (desenvolvimento insuficien­te do cérebro) e outras, mais raras. Ter consciência dos sintomas da Rubéola é muito importante.

PREVENÇÃO

Para evitar o aparecimento de defeitos fetais, o único recurso eficaz parece ser a prevenção a longo prazo, que se consegue por meio da administração de uma vacina especifica que imunize contra a rubéola.

Descoberta a vacina, todo o proble­ma está eliminado; a vacinação em massa pode evitar as consequências da contaminação. –

Quando a vacina não é disponível, a profilaxia a longo prazo consiste em incentivar a contaminação das meninas pela doença. Como é uma moléstia benigna e oferece imunidade definitiva, não há nenhum mal em contraí-la, fora da gravidez.

E assim se evita a possibilidade de contaminação numa provável gestação, na vida adulta. Mesmo as mulheres adultas que seguramente não estejam grávidas convém que se exponham à doença, para prevenir a integridade dos futuros recém-nascidos.

Ao contrário, a simples desconfiança de gravidez, como um prolongado atraso menstrual, é suficiente para se evitar o contato com portadores de rubéola.

Ainda há médicos que indicam a interrupção da gravidez, antes do quarto mês, em caso de contágio. Mas hoje está provado que não há repercussões da doença após o terceiro mês.

E mesmo a provocação de aborto antes do segundo mês é uma opção muito discutida. A incidência total de defeitos fetais causados pela rubéo­la, até o segundo mês, é, seguramente, de menos de 20%, ou seja, em dez nascimentos nessas condições, uma ou duas crianças poderão ter sido afetadas.

Nunca há certeza absoluta de que o feto te­nha sido atingido pelo vírus, com consequente malformação congênita. De qualquer maneira, essa opção depende basicamente das implicações morais e religiosas do casal. É muito importante sabermos prevenir a Rubéola.

Neste artigo falamos sobre Rubéola – É perigoso? Mata? Tem tratamento? Tem sintomas? Confira.

Imagem- sintomasiniciais.com.br

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