Sarampo – Sintomas, Vacina e Complicações – Tudo sobre o Vírus

O vírus do sarampo, doença que no Brasil é uma das principais causas de mortalidade entre crianças de menos de 2 anos, entra no organismo, e, durante 10 a 12 dias, prolifera sem causar perturbação. É o período silencioso, chamado de incubação; não há quaisquer sintomas de contágio.

Depois começa a segunda fase, o período catarral, que se confunde com gripe. O sarampo, que em geral ainda não foi identificado nessa fase, é altamente contagioso. Um sinal, no entanto, pode antecipar o diagnóstico: pequenas manchas brancas, rodeadas de uma zona vermelha, por dentro das bochechas (na altura dos molares), chamadas manchas de Koplik.

Mas é um sinal deficiente, pois se manifesta apenas em cerca de 50 a 80% dos casos.

Sintomas e a Erupção cutânea

sarampo

 

A seguir surge a erupção cutânea que caracteriza o terceiro período, eruptivo ou exantemático. Entre as manchas róseo-avermelhadas (exantema), permanecem áreas de tecido são. Isso diferencia o sarampo da escarlatina, que apresenta manchas contínuas.

Na maior parte dos casos, a erupção começa na pele atrás das orelhas e depois se espalha pela face e pelo pescoço. As manchas, claras e isoladas no início, tornam-se pouco apouco mais avermelhadas e mais próximas. Em seguida sobressaem na epiderme e são então denominadas pápulas.

Ao fim de vinte e quatro horas, a erupção da face atinge o máximo; no segundo dia difunde-se para o tronco e depois para os membros. Os sintomas catarrais diminuem gradualmente e, após três ou quatro dias, desaparecem, às vezes com persistência da febre. Se a febre perdura ainda além de cinco dias, devem-se temer complicações mais ou menos graves.

A queda da febre e a atenuação da erupção encerram o período eruptivo. Começa a convalescença. A secreção dos olhos e vias respiratórias logo desaparece. Pequenas escamas, semelhantes à caspa, soltam-se da pele, principalmente no rosto e pescoço, causando um leve prurido. Em geral, a criança ainda tosse um pouco, mas já está bem mais disposta.

 

Complicações do Sarampo

Sintomas-sarampo

A evolução do sarampo, tão bem conhecida, faz com que os pais a vejam como uma inocente “doença de criança’: que todos devem ter. Mas o sarampo pode provocar muitas complicações, ao favorecer infecções bacterianas secundárias, muitas vezes de conseqüências fatais.

Embora nem sempre cause alterações, o vírus do sarampo pode determinar lesões no sistema nervoso central. As vezes, surgem complicações, como a encefalite por sarampo, a mais grave e assustadora. Pode aparecer na fase catarral ou no período final da doença. E sempre afecção potencialmente perigosa, e, mesmo nos casos em que se manifesta de modo mais ameno, pode afetar o sistema nervoso central. Origina alguns distúrbios motores e sensoriais, podendo deixar sequelas.

Outro problema, mais comum em crianças com idade inferior a cinco anos, é a broncopneumonia. Exige cuidados muito especiais e por isso só pode ser tratada em hospital. A pele fica azulada (cianose) devido à dificuldade respiratória e as manchas do sarampo não são bem visíveis. Tal complicação, popularmente conhecida como “sarampo recolhido’: é uma das principais causas de mortalidade por sarampo.

Irritação dos olhos e ouvido?

A invasão de bactérias, que se juntam ao vírus, pode fazer com que a simples irritação dos olhos se transforme numa conjuntivite ou blefarite (inflamação da conjuntiva e das pálpebras, respectivamente).

E se a infecção bacteriana se estende para o ouvido médio, pode causar uma otite média, o ouvido dói, a febre fica alta e o canal auditivo pode mesmo verter pus. Outros problemas como laringite, furunculoses e abscessos da pele também podem decorrer do sarampo.

 

VÍRUS X VACINA

vacina-virus-sarampo

O sarampo á causado por um vírus, que não tem grande resistência fora do organismo. Mas afta queza não o impede de passar com grande facilidade de uma pessoa para ou ira. Serve-se das gotículas de saliva eliminadas na tosse, espirro ou na conversação, e também do contato com as secreções acumuladas nos olhos e vias respiratórias.

E por esse motivo que a enfermidade quase sempre aparece como uma pequena epidemia; atinge vários indivíduos ao mesmo tempo.

As crianças de mais de seis meses são os primeiros e em geral os únicos a se contagiarem. As de menos idade contam com a resistência conferida pela mãe, durante a gravidez, e que se mantém até os três meses. Depois vai diminuindo; por volta do sexto mês, desaparece completamente.

Imunização do vírus

O vírus só imuniza definitivamente quem já teve contato com ele. Esse foi um fato que fez com que tribos inteiras de índios brasileiros, ao entrar em contato com o branco e os vírus trazidos por ele,fossem dizimadas pelo sarampo e outras doenças viróticas banais, como a gripe e o resfriado.

Depois que o sarampo já começou a dar sintomas, não se conhece meio eficiente de eliminá-lo. Em 1954, um cientista norte-americano conseguiu pela primeira vez cultivar o vírus do sarampo em tecidos e estudar sua ação, utilizando o embrião da galinha, no ovo choco, tecido que mais se assemelha ao das mucosas nasais, preferidas pelo vírus.

A partir daí, as pesquisas se incentivaram e foram produzidas vacinas cada vez mais eficazes. Hoje, a vacina contra o sarampo para utilização em massa já é uma realidade. A vacina produzida pelo cientista norte-americano Anton J. Schwarz vem sendo utilizada no Brasil já há alguns anos. Todas as crianças, de preferência entre oito meses e cinco anos, podem ser vacinadas e libertar-se definitivamente do sarampo.

Contudo, se o sarampo já apareceu, o que se pode fazer é aliviar os sintomas e procurar evitar complicações. O repouso no leito é recomendável até alguns dias após a febre desaparecer. O quarto precisa ser bem arejado, mas sem correntes de ar, em temperatura normal. Enquanto os olhos estão irritados, é bom diminuir a iluminação, para o doente sentir-se melhor.

 

Alimentação saudável

alimentação - diabetes Mellitus

A alimentação também é importante, mas é um erro forçar a criança a comer, principalmente quando está com pouco apetite e com febre elevada. Os alimentos pastosos e líquidos são aconselháveis, por serem mais fáceis de ingerir e digerir.

Os olhos devem manter-se sempre limpos, com água boricada ou algum colírio recomendado pelo médico. Para desobstruir as narinas, usam-se os medicamentos à base de soro fisiológico (água destilada, levemente salgada).



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