Síndrome da Fadiga Crônica – Encefalomielite

A síndrome de fadiga crônica (SFC) tem se convertido num dos mistérios mais recentes da medicina. Inicialmente referida pelos meios de comunicação na década de 80, como a gripe dos hippies, porque parecia atacar os jovens ambiciosos, especialmente mulheres, a doença continua desconcertando e frustrando pacientes, médicos e investigadores. Encefalomielite é um termo genérico para a inflamação do cérebro e da espinal medula.

As pessoas que sofrem do SFC são afetadas por uma fadiga que pode persistir indefinidamente. Os .sintomas parecidos ao da gripe—fadiga (falta de energia), mal-estar geral, dores musculares, dor de garganta, febre baixa, e gânglios linfáticos inchados— frequentemente continuam por muito tempo depois que pensam ser somente um caso de gripe, mononucleose, ou alguma outra doença infecciosa. A depressão, um companheiro comum de muitas condições crônicas, pode acompanhar os outros sintomas do SFC. Além do mais, há problemas cognitivos como confusão e esquecimentos, e também problemas para dormir.

Causas da Síndrome

Há numerosas teorias quanto às causas da síndrome de fadiga crônica, mas até agora, ninguém deu uma resposta definitiva. É um vírus? É estimulado por alguma característica genética? É provocado por tensão emocional? É um funcionamento defeituoso do sistema imunológico? Ninguém sabe.

Mesmo que o diagnóstico do SFC seja duvidoso, pois não há análise de sangue disponível ou exames radiológicos que possam afirmar “Se este paciente tem o SFC”, o que há é um diagnóstico por eliminação—isto é, seu médico tem que eliminar outras condições, como anemia, esclerose múltipla, doenças da tiroide, lúpus, e até câncer, que podem causar sintomas parecidos.

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Sintomas

Os sintomas da síndrome de fadiga crônica são muito parecidos aos dessas outras condições. Na realidade, a fadiga crônica é uma das condições da qual os médicos mais escutam queixas dos pacientes. Algumas reportagens dos jornais têm feito acreditar que há epidemias do SFC. Mas tem havido muito poucos casos em que o SFC se tenha propagado numa família. Junto com outros investigadores, duvida que a condição seja altamente contagiosa. De fato, a condição pode não ser devido a um agente infeccioso específico, mas sim a um fator do hospedeiro [algo que está dentro da pessoa afetada pela doença], que permite que ocorra a doença.

O que Fazer? Tratamento

Se você sofre do SFC, o que pode fazer? A doença não é fatal. Na realidade, você está mais doente durante o primeiro ano, frequentemente antes de que seja diagnosticada. Você deve aprender a controlar a doença. Se for encontrada uma cura, vai ser maravilhoso, excelente. Mas enquanto isso, se você aprender a viver com esta condição, já fez o que pode.

E algumas vezes, os pacientes se recuperam. Eu tive pacientes que estiveram doentes de três a cinco anos e melhoraram. Algumas vezes pode decorrer muito rapidamente.

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Aqui estão as estratégias recomendadas pelos especialistas —médicos, psicoterapeutas, e pacientes—para sobreviver à condição. Algumas tratam o lado físico da doença, outras o lado emocional de viver com uma doença crônica, e algumas outras são basicamente conselhos práticos.

Juntamente com o conselho e a atenção de seu médico, estas estratégias podem ajudar a viver diariamente com a síndrome de fadiga crônica.

Estabeleça uma relação estreita com sua equipe de atenção médica. Fale com seu médico e veja se consegue se entender bem com ele.

 

A Dificuldade de Diagnóstico da síndrome de fadiga crônica

Na comediante Gilda Radner o diagnostico errôneo de que tinha a Síndrome de Fadiga Crônica, atrasou o descobrimento do câncer dos ovários que lhe causou a morte. Esse é um dos piores casos que podem ocorrer com o SFC.

Se você suspeita que tem o SFC, terá que certificar-se que seu médico tenha eliminado qualquer outra doença que cause sintomas similares.

Devido à não existência de nenhum exame para diagnosticar o SFC, os Centros para Controle de Doenças (dos Estados Unidos), em 1988 estabeleceram uns parâmetros para seu diagnóstico. De acordo com os parâmetros, você teria que ter sofrido de fadiga debilitante que reduziu suas atividades em 50 por cento durante pelo menos seis meses. E deverá ter pelo menos oito dos seguintes sintomas:

  • Febre leve ou calafrios
  • Dor de garganta
  • Debilidade muscular generalizada
  • Mal-estar ou dor muscular
  • Fadiga que dura pelo menos 24 horas depois de um exercício que é normal para o indivíduo
  • Dores de cabeça diferentes de quando começou a doença, quanto ao seu tipo de severidade, ou características
  • Dor nas articulações sem inflamação ou avermelhamento
  • Esquecimentos, confusão, ou inabilidade para concentrar-se
  • Problemas para dormir, como insônia
  • Início rápido dos sintomas, geralmente em poucas horas ou dias.

Faça o que puder por seu corpo. Siga os pontos básicos para viver uma vida saudável: Tenha uma dieta nutritiva, descanse o suficiente, e participe de um programa de exercícios moderados, mesmo que seja caminhar por cinco minutos.

Não lamente o que perdeu. Você tem que aceitar o fato de que tem uma doença crônica. Isso significa esquecer o que você era e aceitar o que você é.

Sinta seus sentimentos. Você tem que passar por cima dos sentimentos de perda, de pesar, de ira, de tristeza quando perceber que tem uma doença crônica.

Não se culpe. Não é culpa sua que você esteja doente. Neste país estamos programados a acreditar que podemos sobreviver a qualquer coisa se a tratamos seriamente. Não se deixe sentir culpado porque tem esta doença.

Procure apoio. Falar com outros pacientes realmente ajuda. Você não tem que explicar muitas coisas, e não pode experimentar este sentimento totalmente sozinho. aconselhamos unir-se a um grupo de apoio “um salva-vidas” que ajudou a ela mesma a orientar sua vida, “Você aprende muito de outras pessoas, e também lhe ajuda a não estar importunando todo o tempo a seus familiares e a seus amigos”. Ela adverte que tenha cuidado com alguns grupos de apoio que usam as reuniões como oportunidades para vender produtos alternativos. Você também pode procurar conselhos profissionais, já que a depressão frequentemente acompanha qualquer doença crônica. Com a SFC, pode ser difícil distinguir entre os sentimentos de cansaço e os sentimentos de impotência e desespero da depressão. Falar com um psicoterapeuta pode ajudar.

 Cuidado com Terapias Alternativas à Fadiga

É a condição perfeita para que a explorem os charlatões. A gente se frustra com a comunidade médica porque os médicos não podem oferecer uma cura, e sente como que não tem controle sobre sua própria saúde. Então aparece alguém que diz que tem uma cura, e é afetuoso e compreensivo, e o paciente sente que, enfim, alguém se interessa.

No entanto, muitos dos chamados tratamentos para o SFC tem sido simplesmente reciclados de outras doenças incuráveis. Alguns dos produtos que uma vez foram vendidos para o câncer e que pensavam curar a AIDS quando esta doença apareceu. Agora também acreditam que cura a síndrome da fadiga crônica.

Menciona-se reforçadores do sistema imunológico, peróxido de hidrogênio, hipertermia (um procedimento que tira o sangue, esquenta, e volta a colocá-lo no corpo), e mais suplementos alimentícios.

Alguns produtos podem causar mais prejuízo ao esvaziar sua carteira, enquanto que outros colocam o perigo na sua saúde. Uma doença que não é fatal como o SFC pode se converter num desastre se você não tiver cuidado. Ou você pode piorar os sintomas. Por exemplo, tomar a erva ginseng causa fadiga.

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