Siringomielia – O que é? – Doença do sistema nervoso central

A siringomielia é uma doença do sistema nervoso central, caracterizada pela degeneração da medula espinhal. Trata-se de uma doença crônica, de evolução lenta e progressiva, que se inicia geralmente antes dos trinta anos. Setenta por cento dos casos registram-se em pessoas do sexo masculino. Verifica-se progressiva fraqueza muscular e perda da capacidade sensitiva —sinais de que nos tecidos da medula existe processo destrutivo.

A cavidade que se forma, mais freqüentemente, no segmento dorsal ou no cervical, assume aspecto alongado, numa extensão correspondente a cinco ou sete segmentos medulares. Também pode ser encontrada nas porções baixas do encéfalo.

Ocupando posição central, ela destrói centros nervosos aí localizados e interrompe a passagem de fibras nervosas que se utilizam desse caminho. Conforme a extensão e localização da cavidade, serão afetadas as fibras nervosas mais relacionadas com determinadas possibilidades e/ou com as respostas motoras. Por exemplo: se forem interrompidas as fibras relacionadas com a sensibilidade térmica, haverá deficiência dessa função.

Diagnóstico e Tratamento da Siringomielia

Siringomielia

O quadro clínico desenvolve-se de maneira insidiosa: aos poucos a pessoa sente que está perdendo a sensibilidade ao calor, ou o tato começa a desaparecer. Frequentemente os membros superiores são afetados, com prejuízo ou perda da sensibilidade dolorosa, seguindo-se a diminuição da sensibilidade térmica e da tátil. Por isso, muitas vezes os portadores de siringomielia se queimam ou se machucam, sem sentir.

A par do comprometimento sensitivo começam a surgir alterações motoras representadas por fraqueza e atrofias, dificuldades de movimentação dos membros superiores, diminuição dos reflexos musculares. Aparecem também alterações tróficas: atrofias nas mãos e nos braços; alterações das unhas, que ficam quebradiças; alterações da sudorese; apele torna-se fina e seca e facilmente se ulcera. Se a lesão for na coluna lombar, verificam-se anormalidades semelhantes nos membros inferiores.

Caso a lesão se localize na região encefálica, haverá comprometimento das funções dos nervos cranianos, com alterações do equilíbrio, da mastigação e dos movimentos oculares.

O diagnóstico geralmente é dificultado pela semelhança de tais sintomas com os de outras doenças neuromusculares. Mesmo os exames subsidiários às vezes não chegam a ser muito úteis para o diagnóstico diferencial. O resultado do exame do líquido cefalorraquidiano (liquor) geralmente é normal, e a radiografia contrastada da medula (pneumomielografia) pode também apresentar-se normal. Como se vê, o diagnóstico é essencialmente clínico e nem sempre definitivo.

O tratamento resume-se à radioterapia e à descompressão cirúrgica da medula, nos casos em que há excessiva compressão dos nervos. É muito importante a manutenção de um estado geral satisfatório, a prevenção de acidentes e traumatismos – que nem sempre são percebidos pelo paciente – e a instalação de medidas fisioterápicas adequadas. Estas visam a assegurar um prognóstico mais ameno para o paciente.

 

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