Tuberculose Renal – O que é, Sintomas, Diagnóstico – Tem Cura?

A tuberculose renal também conhecida por tuberculose extrapulmonar, é um subgrupo de tuberculose genitourinária e pode aparacer sem indícios dos sintomas. Para saber mais sobre essa doença, acompanhe nosso post!

 

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O que é a Tuberculose Renal?

No aparelho urinário, a localização mais freqüente da tubercu­lose é no rim. A maior parte dos casos de tuberculose dos ureteres (condutos que ligam os rins à bexiga) e da bexiga resulta da propa­gação de lesões iniciais localizadas no rim.

A invasão do rim pelo bacilo de Koch ocorre sempre através do sangue. Em grande número de casos, os micróbios originam-se de um foco tuberculoso pulmonar. Outras vezes o foco inicial está localizado no intestino, nas amígdalas ou até mesmo na pele.

Como Evolui a Tuberculose Renal?

Frequentemente, a tuberculose renal evolui insidiosamente, sem apresentar qualquer sintoma característico. Isso ocorre quando a lesão tuberculosa se localiza no interior do tecido renal. No en­tanto, quando a lesão atinge os cálices renais (pequenas estrutu­ras com forma de taça que recolhem a urina no interior dos rins) ou as vias urinárias, ver (fica-se a eliminação de sangue na urina (hematúria); esse, aliás, pode ser o único sintoma.

A quantidade de sangue perdido é variável: a urina pode tornar-se intensamente avermelhada ou apresentar somente pequena quantidade de glóbulos vermelhos. Neste último caso, a elimina­ção de sangue na urina é evidenciada através do exame microscó­pico do sedimento urinário (resíduos de células, cristais e outras formações existentes na urina), realizado rotineiramente no exame comum de urina.

Quando a eliminação de sangue não é visível a olho nu, denomina-se hematúria microscópica. For outro lado, um foco tuberculoso renal pode permanecer estacionário durante anos, passando totalmente despercebido.

Primeiros Sintomas

Muitas vezes os primeiros sintomas só aparecem quando ocorre o comprometimento da bexiga; os bacilos presentes na pelve renal (cavidade resultante da confluência dos cálices, que os comunica com o ureter) passam para a bexiga através dos ureteres.

Paralela­mente, em todas as formas de tuberculose renal ocorre, quase sem­pre, a infecção da bexiga. Os sintomas são iguais aos de qualquer cistite (inflamação da bexiga). A micção torna-se dolorosa, o pa­ciente queixa-se de dor no baixo ventre e sente necessidade cons­tante de urinar.

O fato de os sintomas não serem específicos é um dos motivos principais que tornam sempre importante o diagnóstico da causa de uma cistite. Atualmente, prefere-se considerar a cistite como um sintoma de afecção urinária e não como uma enfermidade em si. Com essa orientação, procura-se sempre estabelecer a causa da alteração antes de dar início ao tratamento de uma cistite aparen­temente banal.

Diagnóstico

A confirmação do diagnóstico é feita, habitualmente, pela pesquisa do bacilo de Kock na urina. Para isso, é preciso colher um grande volume de urina (geralmente toda a urina eliminada num período de 24 ho­ras), cujo sedimento é examinado ao microscópio após centrifugação.

Consegue-se, dessa maneira, concentrar o sedimento e locali­za-se mais facilmente o bacilo. Utiliza-se um método especial de coloração e o bacilo pode ser visualizado como pequenos bastone­tes avermelhados. O fato de não serem encontrados bacilos não ex­clui a possibilidade da doença; geralmente é necessário repetir-se o exame várias vezes para conseguir localizar e identificar o bacilo.

Outro método empregado é a cultura de urina, em meios espe­ciais favoráveis à proliferação dos bacilos de Kock. A urina sus­peita é semeada “numa placa esterilizada que contém o meio de cultura e, depois de alguns dias, no caso de estarem presentes na urina os micróbios da tuberculose, crescem colônias de bacilos que podem ser identificados ao microscópio.

Além da verificação do agente causador da urina, a tuberculose renal é diagnosticada com o auxílio da urografia excretora e da pie­lografia ascendente.

Urografia Excretora

A urografia excretora consiste na introdução de substâncias ra­diopacas na circulação do paciente, seguida da realização de’ al­gumas chapas radiográficas a intervalos. À medida que os rins re­tiram a substância especial da circulação, é possível identificar al­gumas imagens alteradas características da tuberculose urinária.

O contorno do rim pode apresentar-se irregular, marcado por sa­liências; os cálices renais poderão mostrar sua forma alterada co­mo resultado da compressão efetuada por uma lesão vizinha. Em outros casos, alguns cálices deixam de ser visíveis ou aparecem caracteristicamente “amputados” na radiografia.

Pie­lografia Ascendente

A píelografia as­cendente, exame radiológico feito após a introdução de uma subs­tância de contraste no interior do ureter, completa os dados forne­cidos pela urografia.

Outro exame é a cistoscopia, que consiste na visualização do in­terior da bexiga através de um aparelho óptico dotado de ilumina­ção própria. Esse exame permite evidenciar lesões tuberculosas lo­calizadas na bexiga.

Tratamento – Tem Cura?

Quando as lesões tuberculosas estão locali­zadas num dos pólos dos rins (lesões “fechadas” sem contato com a circulação), fora do alcance eficiente das drogas, a solução é a ci­rurgia. Para não sacrificar lodo o órgão, realiza-se sempre que possível apenas a retirada da parte do rim afetada (nefrectomia parcial). Recentemente foi introduzida uma técnica ainda mais conservadora, a espeleotomta, ou seja, secção de caverna; nessa técnica realiza-se a abertura cirúrgica de uma caverna tuberculosa superficial, acompanhada de drenagem e limpeza do material con­taminado nela contido.

Ainda não há acordo completo entre os urologistas sobre as vantagens e desvantagens de uma ou outra dessas operações da tuberculose renal.

Já nos casos de estreitamento, utilizam-se vários processos de cirurgia plástica. São intervenções cirúrgicas delicadas em que pe­quenos retalhos de ureter ou pelve renal do próprio paciente são deslocados de maneira a corrigir a zona de estreitamento pelo au­mento da área local.



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