Tuberculose – O que é? Tem Cura? Sintomas e Transmissão

Através dos séculos a tuberculose (mycobacterium tuberculosis) sempre foi um dos inimigos mais temidos pela humanidade, matando mais que todas as guerras. Pesquisas arqueológicas forneceram dados indicativos ck que essa moléstia acompanha o homem desde o início da vida em sociedade: esqueletos com mais de 7 mil anos de idade apresentavam sinais de vários tipos de tuberculose. Devido a sua ação dizimadora, até afim do século passado, a doença era conhecida como peste branca.

No início do século XIX, com o desenvolvimento de medidas sanitárias e melhoria das condições de vida, o índice de mortalidade por tuberculose começou a declinar, diminuindo ainda mais a partir de 1945, quando foram descobertos medicamentos específicos contra o micróbio causador da doença, o bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosae).

Apesar de a mortalidade por tuberculose ser atualmente bem menor, observa-se ainda um grande número de doentes na população

de vários países, como, por exemplo, o Brasil. Existem regiões brasileiras onde a mortalidade é elevada, chegando a atingir cifras alarmantes. Em todo o mundo, calcula-se que a doença provoque, anualmente, a morte de cerca de 5 milhões de pessoas; sabe-se também que as mortes são mais numerosas nos países pobres do que nos economicamente desenvolvidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, morrem de tuberculose, por ano, apenas 6 pessoas em cada 100 000 habitantes.

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Tuberculose-transmissão-cura

No Brasil, em 1970, a mortalidade foi da ordem de 25 pessoas por grupo de 100.000 habitantes. Atualmente, não se sabe ao certo qual a taxa de mortalidade por tuberculose nos países subdesenvolvidos, mas a quantidade de tuberculosos nos países da América Latina é estimada entre 0,3 e 0,5% da população total; no Brasil, estima-se que existam de 500.000 a 600.000 tuberculosos. Essas cifras baseiam-se apenas nos casos diagnosticados da doença, supondo-se que o número real de tuberculosos nesses países seja muito maior.

 

Transmissão da Tuberculose: É Contagiosa?

A enfermidade, que também ataca animais (principalmente bovinos), se transmite do homem (ou do animal) doente para o sadio pelas secreções que saem das lesões tuberculosas. Quando o tuberculoso tosse ou espirra, elimina gotículas de escarro contendo bacilos, que podem ser diretamente aspirados pelos circunstantes.

Quando o escarro cai no chão, resseca-se e transforma-se em poeira, que também pode ser aspirada por indivíduos sadios. No caso de animais doentes, a moléstia se transmite pelo consumo de produtos alimentícios deles provenientes. Existe também a possibilidade de transmissão tuberculosa da mie para o feto, através da placenta. Esses casos, porém, ocorrem muito raramente.

A tuberculose extrapulmonar não é contagiosa.

Prevenção

Modernamente, a tuberculose de qualquer tipo tem sido combatida através de medidas preventivas. Tais medidas incluem a vacinação maciça de todos os recém-nascidos e crianças de até 14 anos de idade, além do isolamento e cura dos doentes. Para identificar enfermos adultos, duas medidas podem ser tomadas rotineiramente: a radiografia miniaturizada do tórax (abreugrafia) e a pesquisa do bacilo tuberculoso no escarro. Atualmente, este último método foi oficialmente recomendado pela Organização Mundial de Saúde, não só por ser mais eficaz, mas também porque a exposição sistemática aos raios A’ pode trazer problemas ao organismo humano.

Tem Cura?

Sim. A Tuberculose tem grandes chances de cura quando o tratamento é realizado corretamente.

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Tuberculose pulmonar e em outras partes

Costuma-se associar o termo tuberculose a doença pulmonar. No entanto, embora a moléstia ataque com maior frequência os pulmões, pode contaminar quase todas as partes do organismo. Assim é que pode ocorrer tuberculose nos rins, nos órgãos genitais femininos e masculinos, no intestino delgado e no peritônio. A doença também pode localizar-se na pele, nos ossos (mal de Pott), nos gânglios linfáticos (escrofulose) e nas meninges.

Mas, como 90% dos casos são pulmonares, é essa forma que merece as maiores atenções por parte dos médicos e sanitaristas: quando há suspeita de tuberculose renal ou genital, por exemplo, geralmente é solicitada uma radiografia dos pulmões e uma análise do escarro, para detectar a existência de um possível foco pulmonar primário.

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