Tumores nos Testículos – É perigos? Quais os Riscos? Quais os sintomas?

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É maligna a maioria destes tumores, cujo desenvolvimento reflete a intensa atividade realizada pelas glândulas sexuais.

Os órgãos sexuais femininos e masculinos têm a mesma origem, As gônadas (glândulas sexuais) primitivas são exatamente iguais nos dois sexos.

É somente a partir do terceiro mês de gestação que as gônadas começam a se diferenciar em glândulas femininas (ovários) ou masculinas (testículos).

Antes do nascimento, a diferenciação já é completa. Porém, as glândulas reprodutoras conservam-se inativas até a adolescência, período em que entram em pleno funcionamento, isto é, adquirem capacidade funcional de reprodução da espécie.

Passam, então, produzir os hormônios sexuais especiflcos para cada sexo, além das células reprodutoras (óvulos, no aparelho genital feminino, e espermatozoides, no masculino).

Com a mesma origem e possuindo funções afins, ovários e testí­culos também apresentam propensão semelhante ao desenvolvi­mento de tumores.

No entanto, como os ovários são internos e os testículos, super­ficiais, é mais fácil o diagnóstico precoce dos tumores nos testículos em homens. E esse fato constitui um dado fundamental para o sucesso de qual­quer tratamento.

A facilidade de desenvolvimento de tumores noa testículos é reflexo da ativi­dade intensa que desenvolvem as glândulas sexuais. Além do mais, células embrionárias sempre estão presentes nos testículos e ová­rios de indivíduos adultos.

Muitos tumores têm origem em tecidos embrionários, sendo os mais característicos os teratomas sólidos, que determinam o apa­recimento de cartilagem, fragmentos ósseos, cabelos, germes den­tários, glândulas salivares e, até mesmo, tecido muscular cardíaco no interior do tumor.

Neste artigo falaremos sobre Tumores nos Testículos – É perigos? Quais os Riscos? Quais os sintomas?

Tumores nos Testículos – É perigos? Quais os Riscos? Quais os sintomas?

ORIGENS DOS TUMORES NOS TESTÍCULOS

Assim como acontece em relação aos tumores ovarianos, há também muita controvérsia quanto à origem dos tu­mores testiculares.

Várias classificações patológicas foram propos­tas, mas ainda não se sabe com precisão quais as células que origi­nam os tumores dos testículos ou qual a relação exata entre eles e as células sexuais primitivas.

Outra semelhança com os tumores ovarianos é o fato de os tu­mores testiculares, em grande parte, não poderem ser rigorosamen­te classificados como benignos ou malignos.

Em determinados ca­sos, um mesmo tumor pode apresentar graus de malignidade variá­vel. Outras vezes, um tumor que, ao exame microscópico, apresen­ta características benignas pode ter o comportamento de um tu­mor no testículo maligno.

Existem ainda os casos intermediários, nos quais os tumores benignos apresentam pequenos focos deformação malig­na em seu interior. Em verdade, a grande maioria dos tumores que se instalam nos testículos épotencialmente maligna.

Calculase, em dados aproximados, que, em cada duzentos ca­sos de câncer no homem, um corresponde a tumor nos testículos.

O tumores nos testículos é afecção característica dos jovens; ocorre com freqüência máxima entre os vinte e os quarenta anos.

SEMINOMAS

Irritações crônicas e traumatismos locais fo­ram apontados como agentes desencadeantes de tumores estacio­nários presentes nos testículos.

Sabe-se também que um fator muito importante no aparecimen­to de tumores dos testículos é sua descida inadequada para a bolsa escrotal (criptorquidia).

A literatura clínica indica que essa anoma­lia aumenta quarenta vezes a probabilidade estatística de apareci­mento de tumores testiculares.

Dos tumores testiculares, são muito comuns os seminomas – tumores nos testículos de origem seminal -, que constituem mais de 30% do to­tal de tumores dos testículos.

Os seminomas são formações homogêneas, de coloração alaran­jada, constituídas por vários lobos. Em sua estrutura encontram-se células de grande uniformidade, agrupadas em conjuntos desorde­nados que lembram, às vezes, os túbulos que formam a estrutura normal do testículo.

Focos de carcinoma ou outros tipos de células malignas são eventualmente encontrados no interior de determinados semino­mas. Os seminomas constituem 50% dos tumores encontrados em testículos ectópicos.

Os seminomas não invadem, normalmente, o cordão espermático, que é uma estrutura formada por vasos, nervos e canais linfáti­cos que servem os testículos, além do canal deferente (a via de pas­sagem dos espermatozoides).

Não obstante, esses tumores podem dar origem a metástases, ou seja, à formação de tumores a distancia, devidos ao desprendimento de grupos de células tumorais que, pelos vasos linfáticos, atingem outras regiões.

As metástases, nos casos de seminomas, localizam-se nos gân­glios linfáticos, situados atrás do peritônio, junto à parede poste­rior do abdome.

Os seminomas apresentam alta porcentagem de cura e são bastante sensíveis à radioterapia. O tratamento habitual consiste na orquiectomia, ou seja, a retirada cirúrgica dos testícu­los, seguida de aplicações de radioterapia abdominal. Estatistica­mente, calcula-se que a afecção é tratada com sucesso em mais de 80% dos casos.

“PLACENTA” NO HOMEM

Outro tipo de formação anormal retrata a estreita relação que existe entre o aparelho re­produtor feminino e o masculino: aformação de um tumor nos testículos do tipo corioepitelioma. Caracteristicamente, esse é um tipo de câncer feminino que em geral se origina na placenta.

É uma das formações tumorais mais malignas que afetam o gênero humano, podendo desenvolver-se a partir de uma alteração placentária be­nigna – a chamada mola hidatiforme – e invadir o organismo em poucos meses.

Tanto morfológica quanto funcionalmente, re­produz os tecidos placentários, e se caracteriza pela propriedade de produzir grandes quantidades de gonadotrofina canônica.

Hor­mônio que a placenta secreta desde o início da gravidez e que é o responsável pela positividade da reação de Galli-Mainini (“exame de sapo”), para o diagnóstico da gravidez. Esses tumores nos testículos, quando isolados, ocorrem em incidência mínima: não excedem a 0,4% dos tumores testiculares.

Mas aparecem com frequência maior como componentes de tumores mistos, no interior de tumores embrioná­rios e, raramente, no interior de seminomas. Tal como ocorre na mulher, sua evolução no homem geralmen­te é fatal.

Cria extensas metástases, por via sanguínea, que o dis­semina com muita rapidez pelo organismo. Em muitos casos, o tumor original no testículo é tão pequeno que passa despercebido ao exame realizado pelo médico.

Pacientes com esse tipo de tumor podem ainda apresentar uma produção aumentada de estrógeno, que é um dos hormônios sexuais femini­nos. Nesses casos, é frequente o aparecimento da ginecomastia (gi­necos,feminino; mastos. mama).

CURA PELA INTERVENÇÃO

Embora haja tipos benig­nos de tumores nos testículos, eles devem ser considerados poten­cialmente graves, devido às diferenças de comportamento.

Como critério geral, afirma-se que sempre que for notada uma massa de consistência aumentada nos testículos, deve ser conside­rada como sinal suspeito. Sabe-se também que um tumor no testículos de carac­terísticas benignas pode transformar-se em tumor maligno, diante da possibilidade de existirem focos malignos em seu interior.

O diagnóstico precoce, mais uma vez, é a melhor garantia que o paciente pode ter de tratamento eficiente.

Se o diagnóstico é feito na fase inicial do tumor nos testículos, quando ainda não se estabeleceram as me­tástases, indica-se uma cirurgia radical, isto é, a retirada completa dos órgãos afetados, seguida de aplicações de radioterapia. Nesses casos, são alcançados bons índices de cura.

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Imagem- clinicanasnuvens.com.br



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