3 Problemas Que Podem levar Ao Aborto – Explicações e Dicas

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De maneira geral, considera-se abono a expulsão de um feto sem possibilidades de sobrevivência. Em temos estatísticos, recém-nascidos com menos de 1 quilo são considerados inviáveis ou com escassas chances de sobrevivência.

PROBLEMAS QUE PODEM LEVAR AO ABORTO

Na maioria das vezes, o termo abono é empregado para designar uma interrupção da gravidez. Quando é espontâneo ou involuntário, costuma-se dizer que a mulher “perdeu” a criança. No entanto, seja qual for a causa da interrupção da gravidez, a denominação correta é aborto.

Normalmente, a gestação se interrompe de modo espontâneo e automático ao alcançar nove meses e uma semana (280 dias) após a última menstruação. Porém, esse período apresenta variações, para mais ou para menos. Considera-se “de tempo” o nascimento da criança entre a 38.’ e a 42  semana de gestação.

No entanto, diversas causas poderão influir no prolongamento ou na diminuição excessiva desses prazos, constituindo então os casos de aborto, parto prematuro e parto pós-maturo.

De acordo com a classificação por tempo de gestação, entendem-se por abono só as interrupções de gravidez ocorridas entre o primeiro e o quinto mês inclusive.

Daí até a 38? semana, tata-se de pano imaturo ou prematuro; da 38.’ à 42,’, trata-se de parto de termo; a partir da 42.’ semana, a denominação é de parto pós-maturo ou gravidez prolongada.

Outro tipo de classificação denomina o aborto dos dois primeiros meses como abono ovular; os do terceiro e do quarto meses como aborto embrionário; e os do quinto e do sexto meses como aborto fetal. Atualmente, no Brasil, só se permite o aborto em dois casos: se a vida da mãe correr perigo ou se a gravidez resultar de estupro.

O abono provocado pode ser dividido em duas categorias: o terapêutico, quando a gravidez é incompatível com a integridade física da mãe (ocorrência excepcional, atualmente); e o voluntário, praticado na mulher que não deseja levar a gravidez adiante.

1- ANEMIA

Uma das causas do sangramento é o descolamento incompleto do ovo, com retenção de restos ovulares no interior do útero. A hemorragia poderá ocorrer antes ou depois da saída do feto, constituindo um dos sinais mais comuns dos abonos iminentes e dos abortos consumados incompletos.

Outra causa é a falha do mecanismo de interrupção do sangramento depois de o útero estar vazio. O volume da hemorragia depende do grau de vascularização uterina: quanto mais tardio for o aborto, maior será o sangramento, em virtude da maior quantidade de vasos sanguíneos que irrigam o útero.

As hemorragias determinam anemia aguda ou crônica. Além disso, a paciente queixa-se de dores na região lombar (“dores nos rins”), que precedem ou acompanham as primeiras hemorragias, e depois se irradiam para o baixo ventre.

A mulher queixa-se também de dores de cabeça, mal-estar, tonturas e calafrios. A anemia crônica pode desenvolver-se em mulheres que perdem sangue durante um período relativamente longo, em casos de ameaça de aborto.

Nessas condições, as repetidas perdas de pequenas quantidades de sangue, compensadas no início, esgotam as reservas de ferro do organismo, levando à formação de hemácias pequenas e menor quantidade de ferro no sangue circulante.

Poderá ocorrer também uma diminuição da quantidade de proteínas. Os dois fatores levam a uma menor resistência a infecções que, muitas vezes, acompanham as hemorragias. Já a anemia aguda é resultante de perda rápida de grande volume de sangue.

Normalmente, ao final da gravidez, a mulher apresenta grande resistência a perdas sanguíneas. No primeiro trimestre da gravidez, porém, essa resistência é bem menor. Se o aborto foi devido a contínuas perdas de pequenas quantidades de sangue, poderá instalar-se a anemia aguda, determinando maior suscetibilidade a infecções.

O tratamento das formas agudas de anemia é realizado através da transfusão de sangue, ou pela administração de soro para repor temporariamente o volume circulatório. Enquanto não se normalizam as condições da mulher, é fundamental evitar que o cérebro se ressinta de falta de oxigênio.

Para isso, a paciente é colocada com a cabeça mais baixa que os pés (posição de Trendelenburgo). Após a transfusão de sangue ou administração de soro, realiza-se a curetagem uterina, para eliminação dos restos ovulares, causa fundamental da hemorragia.

Quando a anemia for crônica, determinada por perdas sanguíneas pequenas e constantes, o médico administra ferro ou outros medicamentos.

2- INFECÇÕES

Diversos tipos de germes são responsáveis pela manifestação de infecções (uma complicação freqüente do aborto malfeito). Os mais comumente encontrados são os pio gênicos (que formam pus). Em determinados casos, instrumentos contaminados podem veicular bacilos do tétano e provocar essa grave enfermidade.

No entanto, a infecção não está diretamente relacionada com a virulência do germe. A evolução do mal depende em grande parte do estado geral da paciente: quanto maior for sua resistência, menos graves seria as consequências.

Além da suscetibilidade às infecções, determinada pela queda da resistência geral da paciente (consequência do processo hemorragia-anemia), existem nos casos de aborto provocado, por leigos, outras origens de infecção, como as lesões do colo do útero, as perfurações uterinas (causadas pelo uso de estilete e “raspadeiras” para desalojar o ovo de seu ponto de fixação na mucosa uterina) e a ação de cáusticos sobre o endométrio (iodo, álcool iodado, formol).

O principal sintoma de abono infectado é a febre, que geralmente se eleva gradativamente, podendo atingir 40°C. Surgem também sinais como palidez, taquicardia, suor abundante, dores abdominais e, às vezes, náuseas e vômitos, Poderá ocorrer ainda a eliminação de sangue pelo canal vaginal misturado com restos ovulares de cheiro pútrido.

Uma das complicações do abono infectado é o estado de choque hemorrágico (pela perda de sangue) ou tóxico (resultante da agressão dos microrganismos causadores da infecção). O choque poderá ser controlado por medidas que reequilibrem o volume circulatório ou ainda pelo esvaziamento do útero.

Se a infecção persiste, há possibilidade de ocorrer inflamação das veias pélvicas ou abscesso (coleção de pus) na região pélvica, e até mesmo septicemia (infecção generalizada).

Nesses casos, o tratamento tem duas finalidades fundamentais: obter a expulsão dos restos ovulares do interior do útero para diminuir a hemorragia e combater a infecção. Consiste na execução de uma curetagem uterina, ou seja, no esvaziamento do útero com instrumentos especiais.

3- A RETENÇÃO DO FETO

Ocasionalmente, o ovo não é expulso após sua morte. A eliminação é “adiada”, embora do ponto de vista fisiológico o abono esteja consumado. Após algum tempo, que pode ser de meses, e mesmo coincidindo com o final da suposta gestação, os restos ovulares são expulsos.

Quando a morte do ovo ocorreu no primeiro trimestre da gestação, o feto se autolisato (há desintegração espontânea de tecidos, em consequência da ação de suas próprias enzimas) e praticamente desaparece, transformando-se em uma massa fibrosa.

Quando o abono é tardio, com o esqueleto formado, o feto se retrai e fica com a aparência de uma pequena múmia (mumificação) – Um sinal de aborto retido é a manifestação de amenorreia em desacordo com o tamanho do útero, menor do que seria de se esperar pelo tempo de gestação.

Além disso, os sinais de gravidez apresentados pela mulher cessam, paralelamente a uma ligeira perda sanguínea.

Com a morte do feto se interrompem as alterações hormonais e endócrinas próprias da gravidez, os testes de gravidez dão resultados repetidamente negativos e diminui o tamanho do útero. No entanto, não se verifica o aborto: o ovo permanece retido durante até oito semanas ou mais.

Fonte:

1, 2

Imagem: ano-zero.com



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