Anomalias da Placenta – Tipos: Sucenturiada e Circunvalada

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Proteção natural para o desenvolvimento e o abrigo do feto, a placenta pode sofrer alterações, comprometendo a saúde da mãe e do bebê. Qualquer anomalia da placenta significa sério risco para o ser que ela deve nutrir e proteger.

Processo da anomalia da placenta

O processo de formação dessa “maior glândula do corpo humano” inicia-se muito cedo – cerca de duas semanas após a fertilização. O óvulo fecundado (ovo ou zigoto) realiza uma viagem de cinco ou seis dias até chegar à cavidade uterina.

Enquanto isso, o endométrio se prepara, e de simples mucosa revestidora do útero vai aos poucos se transformando num recipiente apropriado para abrigar e abastecer o zigoto.

Forma-se então a decídua gravídica, nome que explica bem sua função: terminada a gravidez, ela é expulsa juntamente com a placenta, de cuja estrutura participa.

Durante a migração, e enquanto aguarda no interior do útero, a decídua (ou caduca) vai-se transformando numa pequena bolha cheia de líquido, denominada blastocisto (biasto, embrionário; cisto, cavidade líquida).

Num dos pólos, agrupam-se as células embrionárias (que darão origem ao embrião). Até o primeiro mês, o fruto da concepção chama-se ovo. Nos trinta dias seguintes passa a chamar-se embrião. Por fim, a partir do terceiro mês, assume o nome de feto, sua última identidade intra-uterina.

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Para melhor se instalar, o zigoto depreda a parede do útero, valendo-se, para isso, de células especiais – verdadeiras britadeiras. O conjunto destas denomina-se trofoblasto (isto é, folha embrionária de nutrição).

Enquanto não se aninha, o ovo recorre a suas próprias reservas alimentícias e aos elementos nutritivos provenientes das trompas, através do líquido tubário que o envolve. Para cavar a superfície da decídua, o trofoblasto emprega ‘fermentos” que destroem proteínas – as enzimas proteolíticas.

 

AS ANORMALIDADES DA PLACENTA

Essa enorme glândula protetora eventualmente apresenta anomalias. E como tudo nela é rico, também seus defeitos variam bastante, indo desde as degenerações mais graves, como a mola hidatiforme e o corioepitelioma, até anomalias que atingem sua forma ou função.

A placenta normal é ovalada, mas é comum encontrar-se contorno irregular ou lobulado. As vezes chega a ser bipartida, em virtude da má nutrição da decídua. O perigo que pode apresentar esse tipo de placenta é que um dos lobos fique retido após a saída da criança.

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Podem surgir então acidentes hemorrágicos ou infecções. Na espécie humana é característica a separação do córion liso ou careca do córion frondoso (futura placenta), nos primeiros tempos de vida fetal.

No entanto, há casos raros em que a decídua se encontra tão bem irrigada que o córion não se atrofia e toda a superfície do ovo se cobre de vilosidades funcionantes. A placenta se transforma em órgão delgado, como se fosse uma membrana, com as vilosidades implantadas em toda a cavidade uterina.

Essa irregularidade tem como conseqüência, geralmente, morte fetal e aborto. Havendo retenção das vilosidades, registram-se acidentes hemorrágicos após a expulsão do feto. As vezes torna-se necessária uma raspagem uterina, ou até mesmo um recurso extremo: histerectomia (extração de todo o útero).

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Placenta sucenturiada ou aberrante

Outra anomalia devida à nutrição defeituosa da placenta é a chamada placenta sucenturiada ou aberrante. Procurando “melhorar” regiões de nutrição, zonas de córion frondoso – constituídas por um ou dois cotilédones – ficam isoladas e unidas ao resto da placenta somente pelos vasos.

Relativamente frequente, essa anomalia acarreta graves complicações obstétricas. Esses cotilédones extras podem ficar isolados da placenta no momento de sua expulsão. Mais tarde ocasionam – se passarem despercebidos – infecções e mesmo hemorragias na época do puerpério.

Placenta circunvalada

Placenta circunvalada é a que apresenta uma depressão no centro, circundada de grosso anel esbranquiçado, a uma distância variável das bordas da placenta.

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Por dentro desse anel esbranquiçado insere-se normalmente o cordão umbilical, com seus vasos. Pode-se dizer que esse caso excepcional é apenas uma anomalia de aspecto, pois não atrapalha o trabalho de parto e nem acarreta transtorno à circulação e à nutrição fetais.

ENVOLVIDO PELO CORDÃO UMBILICAL

No interior da placenta o feto está sujeito a um acidente peculiar: enrolar-se no cordão umbilical. Exercitando-se em constantes circunvoluções, o feto pode ter seu pescoço e seus membros laçados pelo cordão, o que impede a liberdade de seus movimentos e a normalidade da respiração e do fluxo sanguíneo.

Quando as laçadas e os nós não desfazem naturalmente, torna-se necessária uma intervenção cirúrgica, para impedir a morte do bebê.

Fonte: 1, 2

Imagem: saudedicas.com.br

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