Anormalidades Genitais e Gravidez – Sintomas e Explicações

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Apesar da perfeição do sistema reprodutivo humano, nem sempre tudo corre perfeitamente. Podem haver anormalidades, tanto congênitas quanto adquiridas, em qualquer porção do aparelho genital, as quais, eventualmente, criam problemas sérios, colocando em risco a vida da mãe e sobretudo a do feto.

Diante disso, por vezes, torna-se necessária a interrupção da gestação devido às anormalidades, com a consequente provocação de aborto.

ANORMALIDADES GENITAIS

VARIZES E INFECÇÕES

Entre as alterações mais comuns do aparelho genital, encontram-se as varizes vulvares, que acompanham a formação das varizes nas pernas das gestantes. Embora não sejam importantes durante a gestação, essas varizes podem complicar o parto, pois a ruptura de qualquer vaso provoca hemorragias.

Injeções de substâncias esclerosantes, que diminuem o calibre das veias, muitas vezes solucionam esses casos. As glândulas de Bartholin, situadas nos grandes lábios da vulva, podem sofrer inflamações, que degeneram em abscessos.

Estes, por sua vez, podem dar origem a uma grave infecção no período imediatamente posterior ao parto. Além da inflamação das glândulas durante a gravidez, a vulva também é sede frequente de várias outras infecções, dando lugar às vulvites.

Estas devem ser convenientemente tratadas porque, além do intenso mal-estar que causam às pacientes, podem ainda prejudicar o trabalho do parto. As infecções durante a gravidez não se limitam à vulva. Ata com também a vagina.

A ação dos germes é facilitada pela diminuição do teor de acidez no local, que se torna mais alcalino. Essas infecções caracterizam-se pelos corrimentos acentuados, com cheiro característico, geralmente acompanhados de coceira.

CISTOS E CERVICITES

Também são relativamente comuns os tumores císticos. Se forem grandes, podem prejudicar o parto e dificultar a saída do feto; caso contrário, o tratamento deverá ser adiado para depois do nascimento da criança. Processos inflamatórios no colo do útero (cervicites) são outras causas freqüentes de corrimentos de intensidade variável.

As cervicites, em geral, são persistentes e seu tratamento se baseia na administração de antibióticos. Quando muito pronunciadas, as cervicites precisam ser bem controladas porque os sintomas poderão estar escondendo um tumor maligno.

Todavia os casos de câncer concomitantes à gravidez são pouco comuns, acusando-se uma incidência aproximada de um para 6 mil pacientes. E raro no primeiro parto, mostrando-se mais frequente nas mulheres que tiveram muitos filhos.

O sintoma mais comum é a leucorreia (corrimento branco) fétida, com hemorragias irregulares. Por tornar difícil o parto normal, o câncer no útero obriga a realização de intervenção cesariana, se a gestação já estiver adiantada quando da descoberta do tumor. Caso contrário, são feitas aplicações de radioterapia.

ERROS ESTRUTURAIS NA GRAVIDEZ

O útero pode apresentar várias falhas de posição, tamanho, forma e consistência, que podem prejudicar a gestação e o parto. Quanto à posição, pode haver a anteverso flexão uterina, que é o útero voltado para afrente e que se corrige com o uso de cintas próprias para a gravidez, ou a retroversoflexão, ou seja, o útero voltado para trás.

Este pode voltar naturalmente à posição normal até o terceiro mês ou então pode ocasionar aborto, ou ainda o encarceramento do útero grávido na pelve.

Não é totalmente aceita a teoria segundo a qual a retroversoflexão constitui a causa principal dos 10% de abortos verificados no total de partos.

O encarceramento uterino pode levar a consequências bastante graves, como hemorragias, micção dolorosa, e até provocar uma perfuração na bexiga, dando origem a uma peritonite urinária, frequentemente mortal. Pode haver ainda obstrução intestinal, com gangrena do reto e peritonite fecal.

O ÚTERO

Nos partos normais, o nascimento da criança é o resultado de um processo fisiológico para o qual o organismo da mãe se preparou durante os nove meses de gestação. Para haver o nascimento normal, uma das necessidades é a coincidência dos eixos uterorretais com o eixo do canal do parto.

Todas as vezes em que ocorre uma alteração no eixo uterino, por desvios laterais ou outras anomalias, aparecem modificações tanto na concepção quanto na gestação. Esta se torna mais difícil e a possibilidade de aborto aumenta. Quando a gravidez chega ao termo, os trabalhos do parto também são mais complicados.

Um desses desvios é o prolapso do útero (“saída” do útero). Nos casos de prolapso total, é bastante rara a concepção, diante das dificuldades do próprio coito. No entanto, quando o prolapso é apenas parcial, a gravidez é possível e até mesmo freqüente.

Nos prolapsos parciais, o colo do útero geralmente sai para fora, sendo algumas vezes acompanhado por parte do corpo uterino. Isso ocorre até o quarto mês, quando o útero pode interiorizar-se ganhando a cavidade peritoneal.

Se isso não ocorrer e o útero ficar encerrado na pelve, haverá a interrupção da gravidez, com a expulsão do feto e da placenta. Nos prolapsos parciais é recomendável o repouso absoluto da paciente, até o fim do quarto mês.

Em alguns casos, é viável o uso de um pessário vaginal. Se mesmo assim o prolapso persiste, deve ser feito o esvaziamento uterino e a correção cirúrgica.

Fonte:

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Imagem: interne.com.br



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