As Dificuldades De Um Parto Pélvico, Conheça os Riscos!

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Iniciado o sétimo mês de gestação, o útero se torna alongado, adquirindo a forma ovoide. A quantidade de líquido contido na bolsa amniótica diminui,- o próprio feto mostra um crescimento mais acelerado, preenchendo grande parte da cavidade uterina.

PARTO PÉLVICO

Pouco a pouco vão se diferenciando duas regiões no útero: uma mais ampla, superior, localizada no fundo uterino, e outra mais exígua, localizada na parte baixa, o segmento inferior do útero (se o útero for comparado a uma pera em posição invertida, o cabo corresponderia ao colo do útero e o restante da fruta equivaleria a essas duas regiões – o fundo do útero, ao “fundo” da pera; e o segmento inferior, à região próxima ao cabo).

VERSÃO INTERNA DO FETO

As contrações uterinos – presentes durante toda a gravidez, mas indolores até as proximidades do parto – impelem gradativamente o feto para se ajustar da melhor maneira possível à cavidade uterina, agora com dimensões diferentes em cada pólo.

Como o feto está encolhido (na posição fetal: com os braços dobrados diante do peito, as pernas dobradas sobre as coxas e estas sobre o abdome), para caber melhor no interior do útero, apresenta forma ovoide. Os quadris do feto, com os membros inferiores fletidos, ocupam mais volume que o pólo oposto, correspondente , à cabeça.

Essa desigualdade de dimensões fetais adapta-se à diferença de diâmetros da cavidade uterina; as contrações uterinas, imperceptíveis para a gestante, levam os quadris do feto – seu pólo pélvico – a ocupar o fundo do útero, e a cabeça, paralelamente, vai situar-se no segmento inferior.

Esse processo, chamado lei de acomodação fetal, é que determina, fundamentalmente, a posição que o feto deverá assumir no início do trabalho de parto.

Em decorrência dessas modificações de ordem mecânica explica-se o porquê de, até o sétimo mês de gravidez – em alguns casos até o oitavo e, excepcionalmente, até os últimos dias da gestação -, cerca de 70% dos fetos estarem “sentados” no interior do útero.

A atuação da lei de acomodação provoca, então, a chamada versão interna do feto – comparável a uma grande ‘cambalhota” que termina com a cabeça do feto voltada para baixo, em direção à vagina. Efetuada a versão do feto, a posição é praticamente definitiva, até o parto.

O processo é altamente eficaz: somente três ou quatro fetos em cem continuam “sentados”, enquanto uma porcentagem bem menor (0,5%) inicia a versão, mas pára no meio do caminho. São os casos de fetos atravessados, tecnicamente denominados fetos em posição transversa.

Mais de 95% deles apresenta-se com a cabeça voltada para o colo do útero, apresentação cefálica, por causa da versão espontânea nos últimos meses da gravidez.

CONDIÇÕES

Diversas condições foram apontadas, pelos estudiosos, conto responsáveis pela falha no mecanismo de adaptação fetal à cavidade uterina, nos casos de apresentação pélvica.

Prematuridade, gravidez múltipla, anomalias estruturais congênitas do útero e a presença de fibromas ou miomas (tumores benigno., da mctycuiatnra utorina, que atingem grandes dimensões, deformando a cavidade) são algumas delas.

A prematuridade não é um fator causal , porque a lei de acomodação só começa a atuar depois da época em que nascem muitos dos prematuros.

Por outro lado, a gestação gemelar (de gêmeos) determina a apresentação pélvica, porque provoca a distensão excessiva da cavidade uterino (o útero não fica alongado) e a presença de outro feto interfere, impedindo a “cambalhota” fetal.

Fatores desse tipo, no entanto, não são tão frequentes para explicar todos os casos de fetos que nasceram em posição ”sentada”. Admite-se, atualmente, que em alguns casos ocorra uma inserção anômala da placenta no fundo do útero.

Normalmente, ela está presa a uma das paredes laterais, o que determina uma diminuição acentuada do espaço superior do útero. Ocorre, portanto, uma inversão no diâmetro das duas cavidades, de modo que o segmento inferior fica mais amplo e induz à locação do chamado pólo pélvico do feto nesse local.

Fonte:

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Imagem: guiadobebe.uol.com.br



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