Como é o Parto de Gêmeos? Dicas, Ajuda e Explicações

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Nem sempre o tamanho do abdome é indicação segura de gravidez gemelar: o obstetra só tem confirmação do diagnóstico no momento do parto, quando o volume do útero continua grande após o nascimento do primeiro bebê.

Pelo exame clínico, o médico consegue constatar a gemelaridade durante a gravidez em cerca de metade dos casos, quando os fetos são pequenos. Quando eles são maiores, a identificação pode ser exata em 70% dos casos. Mas a gestante se engana quando pensa que o parto múltiplo é vantajoso.

Com frequência, o nascimento de gêmeos apresenta problemas muito maiores do que a gravidez e o parto simples. Quando há dois ou mais fetos alojados no útero, o aumento do volume do abdome é bem maior e, em conseqüência, há um exagero em todas as alterações orgânicas típicas da gravidez.

Por exemplo, o retomo do sangue venoso dos membros inferiores torna-se mais difícil, aumentando a tendência a varizes, edema dos pés e das pernas, “formigamento”, cãibras e outros sinais característicos da dificuldade de circulação.

O PARTO

O trabalho de parto, nos casos de gemelaridade, é muito característico. Para começar, as contrações do útero são mais fracas, pois a excessiva distensão das fibras musculares não permite movimentos contráteis intensos.

Geralmente, em consequência disso, o período de dilatação do colo uterino toma-se mais longo, o que retarda o nascimento das crianças. Também a posição dos dois fetos dentro do útero varia, criando freqüentemente maiores dificuldades no período expulsivo.

Em alguns casos, é impossível o parto vaginal. A dificuldade do parto varia de acordo com a disposição dos fetos. Quando ambos estão com a cabeça para baixo (apresentação cefálica), na posição em que normalmente o feto se apresenta no parto simples, o nascimento dos gêmeos é mais fácil.

O primeiro bebê nasce como se fosse o único, embora a expulsão seja mais lenta. A placenta fica retida na cavidade uterina até o nascimento do segundo. Após nascerem os dois, dá-se o descolamento e a expulsão das duas placentas. Nunca ,é possível estabelecer um limite preciso de tempo entre o nascimento de um e outro bebê.

Após o primeiro, há um inter valo durante o qual as fibras musculares do útero se retraem e se recompõem, para recomeçar o trabalho.

Em algumas ocasiões, a cabeça da segunda criança sai imediatamente após o nascimento da primeira; mas existem casos excepcionais em que um gêmeo nasce até vários dias após o precedente. A disposição dos dois fetos é fundamental para determinar a evolução do parto.

Quando os dois estão sentados, o parto (pélvico) pode ser normal, como nos casos de feto único; e há ainda uma vantagem, no caso de gêmeos. Como ambos são menores, torna-se mais fácil sua expulsão, mesmo na posição sentada, que cria muitas dificuldades no parto único.

Em alguns casos, a disposição anômala dos fetos torna impossível o parto normal e exige uma operação. Quando o primeiro feto está em posição que permita sua expulsão normal, pode ser feita a “versão”, isto é, a mudança da posição do segundo. Isso é necessário quando ele está em posição transversal, isto é, “atravessado” no útero.

Mas se também o primeiro estiver atravessado, a cirurgia cesariana deve ser feita. Esta é uma das únicas situações em que a operação é indispensável, no parto gemelar.

No entanto, todos os outros recursos, como fórceps e manobras de versão, são mais utilizados no parto duplo do que no simples, devido à dificuldade de expulsão espontânea, criada pela debilidade das contrações uterinas.

Fonte:

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Imagem: bebe123.com.br



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