Complicações na gravidez – Dicas, Explicações e Muito Mais

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Muitos riscos e perigos terão de ser vencidos para que o desenvolvimento e o nascimento do feto sejam perfeitamente normais.

COMPLICAÇÕES NA GRAVIDEZ

ABORTO PROVOCADO

Uma complicação geralmente causado por abortos criminosos é a contaminação da decídua (descida do forro que reveste o útero), afecção essa chamada caduca gravídica. Trata-se de uma infecção aguda, que também pode ser provocada por ruptura precoce da bolsa d’água.

O perigo dessa ocorrência é a contaminação da cavidade uterino, com possibilidades de uma infecção puerperal. A infecção ocorrida durante o parto (intraparto) é grave tanto para a mãe quanto para o feto, constituindo uma das principais causas da morte do feto.

Há casos de mulheres que sofriam, antes da gravidez, de processos inflamatórios de tecidos da pelve. Geralmente isso não constitui problema para a gestação, a não ser as crises dolorosas que às vezes causa. Mas a evolução do parto é normal.

Não raro, o endométrio (mucosa que reveste internamente o útero) solta fragmentos, que vão formar endometrioses, ou seja, “ilhas” de endométrio, localizadas no interior das paredes do útero. Essa parte da musculatura ficará mais fraca, sendo causa de hemorragias muito semelhantes às do aborto.

Pode ainda haver ruptura do útero e anormalidades no pano, porque a musculatura motora do pano (que impele o feto) não tem condições de funcionar a contento. Essas complicações, porém, são raras.

TUMORES

Finalmente a gestação pode ser complicada pela presença de tumores uterinos ou ováricos. Estes podem ser as causas determinantes de complicações muito sérias na gestação e no trabalho de parto.

Além desses, existem ainda os tumores pélvicos, principalmente do reto e da bexiga, bem como tumores extrapélvicos, que podem se instalar no fundo do saco de Douglas (espaço localizado entre o reto e o útero). Estes podem atuar como obstáculos no processo de gestação ou mesmo no trabalho de pano normal.

Felizmente, a coincidência desses tumores com a gestação é muito rara. Durante os trabalhos de pano, esses tumores – que são chamados prévios, quando colocados abaixo da cabeça do feto – obstruem a passagem da criança, impedindo sua descida e expulsão.

Dos tumores uterinos, os mais frequentes são os fibroneuromas, encontrados em aproximadamente 0,1 a 0,6% dos partos.

Tais tumores podem criar problemas por várias razões: reduzem as probabilidades de concepção; aumentam as possibilidades de aborto; têm seu crescimento acelerado, por influência da gravidez; causam anormalidades na formação do feto.

Podendo alterar a eficiência das contrações uterinos; quando por baixo da mucosa, dificultam o deslocamento da placenta; podem sofrer degeneração na gravidez ou no puerpério; se localizados no istmo ou no colo do útero, obstruem a passagem da cabeça do feto.

Quando é confirmada a existência de um fibromioma concomitante à gravidez, a conduta a se adotar depende da localização do tumor. Se ele estiver no fundo do útero, pode-se esperar até depois do pano para extirpá-lo.

Se houver formação múltipla (vários miomas), é preferível operar imediatamente, já que a falta de espaço torna pouco viável a conclusão da gravidez. O ideal, nesses casos, é a retirada do útero. Para miomas localizados no colo do útero, a gravidez deve correr normalmente, e o feto será retirado por uma operação cesariana.

O miamo será extirpado numa operação posterior. Quando o tumor se localiza nos ovários, há maior probabilidade de aborto, além de outras complicações possíveis, como, por  exemplo, a ocorrência de uma torção no pedículo tumoral ou sua descida pelo canal de parto, obstruindo, consequentemente, a passagem da cabeça do feto.

Os tumores mais comuns nos ovários são os cínicos (em forma de cistos). Isso se repete também no gravidez. Dos tumores císticos, os mais comuns são os cistos dermoides, que podem determinar o aparecimento fatal de peritonite, devido à ruptura dos cistos.

Se encravados na pelve, esses cistos podem provocar a perfuração do útero, resultando em aborto. Uma vez confirmada a existência de um tumor ovárico concom tome à gravidez, deve-se esperar até o quarto mês, para diminuir os riscos de aborto que a intervenção pode motivar. A operação restringe-se à retirada dos ovários.

DIAGNÓSTICO TARDIO

Quando os cistos dos ovários são descobertos tardiamente, o mais aconselhável é aguardar-se o final da gestação. As intervenções cirúrgicas serão indicadas, então, pelas dificuldades que a localização dos cistos possa provocar durante o parto.

Dessa forma, nos casos de partos normais, a operação (ooforectomia), que consiste na retirada dos ovários,
será feita no puerpério, depois da involução fisiológica do útero (redução uterina).

O adiantamento não será viável, porém, se o tumor for pediculado e, tomando aforma de tumor prévio, prejudicar a saída do feto, por obstrução do canal.  Nessa conjuntura, o feto deve ser retirado por cesárea e a extirpação do ovário afetado é feita ao mesmo tempo.

Quando houver suspeita de câncer de ovário, a cirurgia deve ser realizada em qualquer tempo. Se o feto já tiver condições de sobrevivência, será retirado do útero, através de cesárea, ao mesmo tempo que é extraído o câncer.

Fontes:

1, 2

Imagem: gravidezebebe.com.br



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