Dequitação da Placenta – Significado, Parto, Gravidez e Perigo

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O trabalho de parto só termina com a expulsão da placenta; para que isso ocorra, as contrações uterinas continuam, ininterruptamente Tecnicamente, o parto não termina com o nascimento da criança: ligada à outra extremidade do cordão umbilical está a placenta, que tem de ser descolada da parede uterina e expelida.

Esse período final do parto é a dequitação, que começa ao ser seccionado o cordão umbilical e termina com a expulsão da placenta. Para a parturiente, a dequitação é o período mais fácil de todo o parto.

O colo do útero completamente dilatado não oferece obstáculo nenhum à passagem da placenta, de consistência mole e muito menos volumosa que a criança.

O processo, portanto, é rápido: dura cerca de 15 minutos. Se demorar mais que meia hora, já se considera que a dequitação seja anormal e que providências especiais tenham de ser tomadas; mas na grande maioria dos casos, a dequitação não oferece problemas.

O SANGRAMENTO

A placenta tem forma comparável à de uma almofada circular, bem estofada. Uma das faces, a materna, adere intimamente à parede do útero, ancorada por “raízes”, as vilosidades, e por numerosos vasos sanguíneos. A profundidade alcançada por essas vilosidades varia muito.

Em casos excepcionais, elas podem até mesmo perfurar toda a parede muscular do útero e alcançar a cavidade abdominal (placenta acreta). A outra face da placenta, a fetal, adere superficialmente à face externa da bolsa amniótica. Na dequitação normal, a placenta e as membranas da bolsa são expelidas conjuntamente.

As membranas amnióticas descolam-se facilmente do útero, porque não se prendem ao forro uterino por nenhum ligamento nem vaso sanguíneo. Com a placenta, o caso não é tão simples. Ao desprender-se, ela tem de romper as vilosidades e os vasos para destacar as duas camadas que formam sua base (decídua hora!).

A camada mais profunda da decídua basal (camada esponjosa) permanece no útero depois do descolamento e regride posteriormente. A camada compacta, mais superficial, é expelida com a placenta. A ruptura dos vasos determina inevitável sangramento, que nos casos normais leva à perda de 1/4 de litro de sangue, em média aproximada.

O DESCOLAMENTO

Como os demais fenômenos mecânicos do parto, a expulsão da placenta resulta das contrações do útero. Ao contrário do que se acreditava antigamente, as contrações do útero não cessam com a expulsão do feto: continuam ininterruptamente, com maior intensidade do que nos períodos anteriores ao parto.

Expulso o feto, a cavidade uterina fica ocupada apenas pela placenta. Como as contrações continuam, o esvaziamento parcial leva a uma diminuição do volume do órgão. Ao encolhe-se o útero, a área da região em que a placenta está colada também diminui e as “amarras” vão se rompendo até o descolamento.

Quando este começa pela borda da placenta, o fenômeno se evidencia com a eliminação de sangue pela vagina. O sangue, proveniente da zona de descolamento, infiltra-se entre a membrana da bolsa amniótica e a parede uterina, de onde passa ao colo e se escoa pela vagina.

Se o descolamento começar pela região central da placenta, o sangue não será eliminado imediatamente. As bordas da placenta,  ainda aderidas, reterão o sangue na cavidade resultante do descolamento central. Esse bolsão de sangue é o hematoma retroplacentário.

Quando alcança grandes dimensões, o peso do hematoma favorece o processo de descolamento das regiões ainda aderidas. O posterior escoamento do sangue pela vagina, nesses casos, é mais profuso e mais rápido, porque quando as bordas da placenta começam a desprender-se deixam passar de uma vez o sangue represado no hematoma.

Terminado o descolamento, a placenta desce pelo canal de parto, impelida pelas contrações uterinas. O processo em geral é facilitado pelo médico ou pela parteira, que comprime o abdome da parturiente ou puxa suavemente o cordão umbilical que está ligado à placenta e apresenta no exterior a extremidade seccionada.

Um sinal do descolamento é dado pela posição do útero. Logo após a expulsão do feto, o fundo do útero baixa até a altura do umbigo. Quando o descolamento termina, o fundo torna a subir e desvia-se para a direita. Simultaneamente, o volume da placenta descolada forma uma distensão abaulada logo acima do púbis.

Outro sinal é a lenta descida do cordão umbilical pela vagina. Uma simples manobra confirma que a placenta está solta: ao ser puxado o cordão, não é percebida qualquer reação interna pela mão colocada sobre o útero. A sensação de peso na ampola retal, que a mulher percebe e pode referir ao médico, constitui um sintoma importante.

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INSPEÇÃO DOS ANEXOS

Ao descolar-se, a placenta afunda na bolsa amniótica e é envolvida pela membrana que, assim, vira pelo avesso. Placenta e bolsa são eliminadas dessa forma, a primeira envolvida pela segunda.

O médico procede a um exame para comprovar que toda a bolsa e a placenta foram eliminadas. Fragmentos como os cotilédones, formações evidentes na face materna da placenta, poderão ocasionalmente ficar retidos e provocar distúrbios.

Expelida a placenta, o útero se encolhe ainda mais: transforma-se num globo duro, localizado abaixo do umbigo. Nessa condição, é chamado de globo de segurança, por constituir um sinal de que o processo de dequitação está terminando normalmente e de que o sangramento está em vias de estancar.

Os músculos uterinos estão agora fortemente contraídos e comprimem os vasos rompidos, o que favorecerá a coagulação. Em caso de atonia uterina, em que o útero não se contrai, os vasos continuam a sangrar. A menos que o processo seja controlado, o volume anormal de sangue perdido poderá causar grave choque hemorrágico.

Uma das medidas preventivas que se adotam nas maternidades para favorecer o estancamento do sangue é a injeção de drogas que determinam uma contração contínua do útero, depois de nascida a criança. Essas drogas, portanto, são diferentes dos ocitócicos, que determinam contrações intermitentes.

O exame da placenta garante ao médico, também, que não virão a ocorrer acidentes tardios como sangramentos ou infecção puerperal, resultante da retenção de restos da placenta no útero. Além disso, o útero não se retrai na zona em que ainda exista resto de placenta aderido.

OUTRAS MEDIDAS

Se a placenta não descolar (acre! ismo), o médico submeterá a parturiente a anestesia geral ou pendurai e em seguida fará o descolamento com os dedos. Igual procedimento será adotado quando o cordão umbilical se romper.

Se, por outro lado, o colo do útero se contrair precocemente e obstar a descida da placenta, a solução é mais simples: administração de drogas que dilatam novamente o colo e dessa maneira liberam a placenta encarcerada.

Ante a possibilidade de a atonia do útero ocorrer tardiamente, pela presença de restos placentários, muitos obstetras consideram que existe um quarto período de parto, o chamado período de Greenberg.

Durante uma hora, desde a dequitação, o estado da parturiente é controlado: o pulso e a pressão são medidos, o útero é palpado e observa-se cuidadosamente a ocorrência de hemorragia em volume anormal. Essa é uma medida adicional de segurança, que se destina a prevenir quaisquer acidentes imprevisíveis.

Após a dequitação, o parto ainda não está clinicamente concluído, se restar a tarefa de suturar o períneo e possíveis lesões do colo ou da vagina. Muitas vezes, porém, procede-se à sutura durante o período de dequitação.

Imagem:  br.guiainfantil.com    guiasaludable.net



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